MÉDICO NÃO É DEUS E NEM POSSUI O DOM DE INFALIBILIDADE

A história ensina que a medicina é ciência e que ninguém deve ter medo da sua evolução. Desde os estudos, metódicos sobre  a circulação do sangue até  o sucesso da biologia , passando-se  por  Celsus (50DC), que receba a graça de ver a sua obra enriquecida pelo reconhecimento  de que se tratava  de uma obra que deveria  retratada com e epíteto de “Cicero Meicorun”, pois, esta, era de sua técnica a extração de amígdalas  com os dedos.

É inverossímil, todavia é certo que a humanidade luta contra milhões de microorganismos e bactérias como aquelas encontradas “nos restos  de comidas” – contra Richard Gordon – tirados da boca e dos dentes do fabricante de violinos, Stradivarius , cujos “animálculos” teriam sido identificados  pelo criador de poderosos  microscópicos e gerados, inclusive, por larvas que se reproduzem por infecções  decorrentes  de epidemias  que geravam –  como geram, ainda, doenças e mortes.

Considerado “o Pai da Medicina”, Hipócrates, (460 – 356 a.c)  deixou esta lição que transpôs séculos:

    “Juro por Apolo Médico, por Esculápio, por Higía a Panécia, tomo por testemunho todos os Deuses que cumprirei fielmente de acordo com minhas capacidades”…

Adiante:

    “HEI DE SEGUIR  A FORMA DE TRATAMENTO QUE, DE ACORDO COM O MEU SABER E DISCERNIMENTO, CONSIDERE MELHOR PARA O BENEFÍCIO DE MEUS PACIENTES, A B S T E N D O – M E  DE TUDO AQUILO QUE POSSA SER PERIGOSO OU DANOSO”… Como se constatou de um determinado esculápio que declarou que jamais  entubaria uma pessoa da sua família. Que significa “introduzir tubo em canal ou cavidade de paciente, segundo a medicina.

Para outro médico que transcreveu essa promessa  de alto valor  moral – E. Putman Tanco, em “(Titãs da Ciência, pág. 338, vol.5)”  – consta como  um apelo, não darei venenos mortais ainda que para isso seja solicitado, nem hei de sugerir  a ninguém tal conselho.

A recomendação hipocrática foi e é uma espécie  de ordem cautelar:

“ENQUANTO GUARDE ESTE PENSAMENTO I N V I O L A D O, QUE SEJA CONCEDIDA UMA VIDA VIRTUOSA, respeitados por todos os homens em todos os tempos. MAS SE O TRANGREDIR OU VIOLAR, QUE O CONTRÁRIO SEJA MINHA SORTE”…

Hoje segundo Hipócrates  , – passados séculos – a sua entrevisão já previa  e recomendava que os novos médicos não se abaixassem para o mercantilismo , pois, nos dias atuais  existem profissionais  que acreditam mais no dinheiro do que na própria  profissão.

Isso não é todos!

Tenho dito e repito frase de LUDENO LAPA: que o médico pelo exercício e pela dignidade  da sua profissão “é benfeitor da humanidade”.

Menção de entidades  de aparências comerciais .

Finalmente, o que, aliás, precisa ser mais bem observado é a precipitação  sendo correta a ponderação das pessoas que exigem para o internamento  do paciente , tratamento e o pronunciamento de uma junta de especialistas , pois, o que está em jogo é sempre e mais do que tudo: a vida!

E o médico tem a maior de todas as responsabilidades, porque, no dizer de LUDENO LAPA: “ele é pela dignidade de sua profissão o mais necessário homem da sociedade  porque  e emparelha”, se não sobrepuja  com os ínvidos revestidos  dos mais brilhantes títulos”. E conclui: “no sentido de que o médico pelo muito que prove  os progressos da ciência é o benefício da humanidade e pela espécie  de império  que tem sobre a morte”… É que todo o médico, por vaidade exerce um poder muito grande  sobre o paciente.

A preservação da vida há que ser defendida pelos que tem, pois isto está acima do querer pessoal  de cada um, porque emana  de quem a criou!!!

Sejamos fracos  e perguntemos com o maior respeito: que certeza teremos na obtenção de possível Junta de análises  de uma situação de risco , se na maioria das vezes , não se obtém, se quer, um único profissional para consulta  de emergência.

Agora mesmo em razão da precaução contra o COVID-19, centenas de aulas foram suspensas  e agora os “recém formados”, –  apesar das duas qualidades encontraram dificuldades  em atender o programa “mais médicos” tendo por obstáculo, também, o manuseio de equipamentos, pois, o exercício  da função não depende só do médico…

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