COMUNICAÇÃO E ASSESSORIA:A GRANDE FALHA DA                        GESTÃO DE JAIR  BOLSONARO

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Apesar de muitas críticas ao presidente Jair Bolsonaro, deve-se reconhecer que foi um governo diferenciado nos últimos anos em função de ter encarado uma pandemia da Covid-19. Uma doença que em nenhum país do mundo com tantos cientistas não souberam imaginar o que teriam pela frente quando a pandemia se iniciou na China. As restrições nos países foram se adaptando aos moldes que as normas do vírus exigiam e iam aparecendo ao longo dos altos riscos de contaminação.

   Na campanha eleitoral muitos discursos e entrevistas de improviso com rompantes e muitas falas sem nenhum conhecimento sobre a covid-19, foram um dos grandes calos que incomodaram Bolsonaro, chegando a ser tratado e acusado como único culpado pela falta da compra de vacina e o número de mortes no país. Economicamente ele conseguiu recuperar o país nestes últimos 18 meses com melhoras em todos os índices e a credibilidade dos investidores foi sentida em vários segmentos, pois as taxas de desemprego diminuíram, o dólar caiu e a bolsa aumentou.

ASSESSORIA DE ESPECIALISTAS

     A falta de uma assessoria em todos os sentidos principalmente de médicos especialistas junto ao presidente na hora de tratar o assunto com a imprensa sobre a covid, refletiram nos números do primeiro e segundo turno das eleições. Não devem ser esquecidos ainda os recentes casos dos imóveis dos filhos de Jair, o ataque de Roberto Jeferson, o “pintou o clima das venezuelanas” e para terminar o rompante de Carla Zambeli armada no centro de São Paulo. Estes deslizes somados com certeza influenciaram para que ele tivesse menos votos que na campanha de 2018 em nosso estado em quase 10%.

      Outro ponto forte de falhas nesse mandato foi o SECOM- Secretaria de Comunicação do governo da Presidência da República, que não soube trabalhar com os grandes grupos de comunicação, mas também com os grupos das associações de jornais de todo o país.

        Mesmo com várias trocas de ministros da área da comunicação, Jair pecou pela escolha de seus comandados que não conseguiram traduzir todas as ações governamentais. Se olharmos friamente o governo de Bolsonaro privilegiou o SBT de Silvio Santos e também a REDE RECORD do Bispo Macedo, pelas estreitas ligações dos proprietários com o presidente. Os grupos como a Bandeirantes e Globo ficaram com as menores fatias, mas também tiveram valores consideráveis e mesmo assim a Globo atingiu o objetivo que era derrubar Bolsonaro.

OS FILHOS DE JAIR E OS JORNAIS IMPRESSOS 

  

 Os jornais impressos não devemos nem comentar, pois nessa área mesmo quem não era contra o governo como foi a Folha, Veja e Estadão também foram rifados pela comunicação. Os jornais foram esquecidos de uma forma generalizada pelo Ministro da Comunicação, Fabio Faria, que deixou a desejar durante todo o mandato, esquecendo totalmente da mídia das cidades do interior e também da capital do estado. A falta de consideração pelo SECOM foi sentida em todos os meios, pois muitos não trabalharam com o mesmo entusiasmo da eleição de 2018.

    Muitos estavam ansiosos pelo melhor tratamento do ministério, pois foram parceiros em 2018 durante toda campanha, mas ele preferiu destinar muita verba a blogs de influenciadores acreditando que a rede social iria levá-lo novamente ao cargo tendo os filhos Eduardo, Carlos e Flávio como conselheiros de plantão.

       A parte política Bolsonaro fez o jogo, se aliou ao Centrão para poder aprovar os projetos e como parte do pagamento fez o orçamento com as emendas chegar aos municípios e mesmo assim não foi reconhecido em diversos estados.

      O fruto de toda essa forma política usada custou caro para o presidente, pois a diferença em 2 milhões de votos nessa disputa polarizada entre ele e Lula, foi muito dolorida e demonstrou claramente que ele não souber comandar e preparar um caminho para reeleição, usando da retaliação a alguns meios de comunicação como fez generalizando a todos.

      JAIR MESSIAS BOLSONARO VAI FICAR MARCADO NA HISTÓRIA COMO O 1º PRESIDENTE DO BRASIL A NÃO CONSEGUIR SE REELEGER.                                                                                        

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