E de repente, não mais que de repente, uma eleição foi decidida de forma decepcionante. Sem necessidade de votar, a não ser pelo princípio constitucional, porque alguns eleitores simplesmente desligaram a tomada e deixaram o país seguir um rumo que nem eles sabem como será daqui para frente. Uma alta abstenção de 20,59%%, com mais de 32 milhões de eleitores derrubaram o sonho de uns e outros ficando no ar como desculpa principal a lembrança de quem jogou a toalha aceitando qualquer um dos resultados das urnas.
Mas a indagação principal é quais os verdadeiros motivos que levou cada um a desistir da presente campanha eleitoral, esparramando as mais diferentes desculpas para tentar justificar uma decisão pessoal se abstendo de participar do maior ato que a democracia lhe conferia que era o voto.
Teria sido a covardia o ingrediente principal, ao terem se assustado com pressões poderosas dos meios de comunicação e pesquisas armadas nos horários eleitorais, que acabariam evitando a decepção de uma derrota para eleitores sem personalidade e que não teriam coragem de mostrar a verdadeira face do resultado a ser enfrentado futuramente?
Esta saída de fininho de diversos eleitores que se abstiveram de votar em um momento tão decisivo, deixou no ar uma grande preocupação, pois qual é o futuro que esperam da nação a partir de janeiro de 2023?
Aceitar a derrota depois de uma disputa é uma coisa normal, mas jogar a toalha sem sequer ter lutado o bom combate, fazendo valer uma falta de personalidade em escolher qualquer um dos concorrentes com suas diferentes propostas.
Uma triste situação irão enfrentar daqui para frente, pois não poderão opinar e nem reclamar do rumo que o Brasil irá seguir, terão que se esconder e descobrir os verdadeiros motivos desta renúncia em participar do processo e também da falta de um posicionamento.
Por conta disso, um integrante deste nosso reino recordou a frase de um cidadão que deixou com seu passado lições que, infelizmente, nem todos aprenderam.