Em função das anomalias políticas que estão surgindo ao longo destes diversos anos com uma enorme variedade de candidatos eleitos através de redes sociais como influencer digital, defensores de causas com inúmeras bandeiras, humoristas, bloqueadores de estradas, trabalhadores das diversas classes sociais sem nenhum grau de instrução, não seria nada anormal a criação de um movimento que pudesse alfabetizar algumas pessoas que desejam se tornar políticos em nosso país.
Deve-se ressaltar que muitos destes já eleitos também deveriam passar por este curso, pois muitos como o humorista Tiririca teve que passar por testes de escrita e oral na primeira eleição em 2010. Tiririca teve que se submeter a fazer prova de redação e um teste para provar que sabia ler.
O que se vê realmente é que a cada eleição temos assistidos a cada tipo aprovado pela população sem condição nenhuma de se posicionar em relação a projetos, leis, emendas, orçamentos e os trâmites necessários dentro do Senado e também do Congresso Nacional. Se tiver que subir a uma tribuna para um discurso já é um sofrimento para saber se expressar e consequentemente explicar realmente qual o projeto quer defender. Essas situações aqui levantadas podem ser facilmente acessadas por qualquer brasileiro ao assistir na TV ou on-line os canais da TV SENADO, TV CAMARA e TV ASSEMBLEIA dos estados.
As redes sociais através dos seus efeitos benéficos também transformaram muita gente em jornalistas, cientistas políticos e críticos diários da política brasileira, mas também deixou a desejar com relação à escrita e conhecimento geral de muitos internautas.
COMO ERA O MOBRAL
Relembramos para os amigos leitores do IMPACTO PR., o que foi o Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL) foi criado como fundação em dezembro de 1967, pela Lei nº 5.379. Vinculado ao ministério da educação, ele tinha por objetivo ocupar os espaços de alfabetização e educação de adultos anteriormente preenchidos por programas ligados aos movimentos sociais ou ao governo derrubado em 1964, e que poderia ser reativado com a idéia de politizar alguns destes pretendentes da nova política. O MOBRAL da época se propunha a alfabetizar 11.4 milhões de adultos até o ano de 1971. No entanto, a fundação começou a funcionar de fato somente em setembro de 1970, com recursos oriundos da Loteria Esportiva e do Imposto de Renda.
O Mobral organizava-se nos níveis federal, estadual e municipal através de comissões mobilizadoras que viabilizavam os recursos necessários, inclusive a mão de obra, e buscavam o público a ser alfabetizado. Se de início o objetivo era alfabetizar apenas a população urbana entre 15 e 35 anos, a partir de 1974, mas em novembro de 1985, já no governo civil de José Sarney, a Fundação Mobral foi extinta.