A semana em Brasília foi uma verdadeira Festa de Arromba com o governo liquidando a fatura dentro do Senado e também na Câmara Federal com votações expressivas garantindo a Artur Lira (PP) e Rodrigo Pacheco (PSD) a manutenção da presidência e também o poder de negociar com os deputados os diversos projetos que o governo necessitar desta aprovação .
O festival de promessas no Congresso Nacional correu solto e o governo fez barba e cabelo na presidência das duas casas legislativas que comandam o país. Era tudo que o governo petista precisava para ter a governabilidade da nação. Para isso o presidente Lula (PT) liberou 13 ministros para voltarem ao Congresso e ajudar a eleger Lira e Pacheco com a inteção de não correr riscos nas eleições das duas presidências.
Ao todo são oito deputados e cinco senadores que retornram ao Congresso para engrossarem a reeleição de Arthur Lira (PP) para a presidência da Câmara e de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) no Senado: Deputados federais: Alexandre Padilha, da Secretaria de Relações Institucionais; Daniela Carneiro, do Ministério do Turismo; Juscelino Filho, do Ministério das Comunicações; Luiz Marinho, do Ministério do Trabalho e Emprego; Marina Silva, do Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas; Paulo Pimenta, da Secretaria de Comunicação Social; Paulo Teixeira, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar; Sonia Guajajara, do Ministério dos Povos Indígenas; Senadores: Camilo Santana, do Ministério da Educação; Flávio Dino, do Ministério da Justiça e Segurança Pública; Renan Filho, do Ministério dos Transportes; Wellington Dias, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social; Carlos Fávaro, do Ministério da Agricultura e Pecuária.
O TRIO DA CPI DA COVID: NOMES DE CREDIBILIDADE
Tendo ao lado figuras como Renan Calheiros, Omar Aziz, Randolf Rodrigues, Flávio Dino, Jaques Wagner, Soraya Thronicke, José Gumarães ( dinheiro na cueca), Simone Tebet, Humberto Costa e outros tantos de índole positiva, pode se observar a festa de Rodrigo Pacheco. A partir de agora ele irá encaixar os cargos que cada partido exigiu para o apoio da reeleição dentro de cada comissão.São altos cargos comissionados e que servirão para sustentar toda a máquina de aprovação de projetos dentro do Senado e também na Câmara com Artur Lira.
GOVERNO FAZ BARBA E CABELO!
PRESIDÊNCIA DO SENADO FICA COM PACHECÃO!
O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) continuará no comando do Senado no biênio 2023–2024. Ele venceu a eleição para presidente da Casa realizada nesta quarta-feira (1º), com 49 votos, ficando à frente de seu adversário, Rogério Marinho (PL-RN), que obteve o apoio de outros 32 parlamentares, inclusive de Eduardo Girão (Podemos-CE), que também era candidato, mas desistiu da disputa durante a sessão.
ROGÉRIO MARINHO NA OPOSIÇÃO
Já Rogério Marinho (PL), adversário de Pacheco (PSD), buscou convencer os parlamentares alegando que a alternância de poder oxigena a democracia e permite oportunidade a todos. Segundo Marinho, nos últimos anos, as comissões temáticas funcionaram mal, projetos foram levados diretamente ao Plenário e senadores votaram sem o conhecimento necessário de muitas propostas que lhes foram apresentadas.
CÂMARA FEDERAL
ROLO COMPRESSOR PETISTA REELEGE LIRA PRESIDENTE
Um verdadeiro rolo compressor reelegeu Artur Lira do PP, na quarta-feira (01)em Brasília. Ele foi apoiado por um único bloco parlamentar reunindo 20 partidos, incluindo duas federações. Ele obteve a maior votação absoluta de um candidato à Presidência da Câmara, considerados os registros dos últimos 50 anos.
Foi eleito com 464 votos, Arthur Lira (PP-AL), foi reconduzido para mais um mandato no biênio 2023-2024. Os deputados elegeram ainda os demais membros da Mesa Diretora: 1º e 2º vices, 1º a 4º secretários e quatro suplências.
O bloco parlamentar que apoiou Arthur Lira reúne a Federação Brasil da Esperança (PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, PCdoB e PV) e o PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro.Também integraram o bloco: União Brasil, PP, MDB, PSD, Republicanos, Federação PSDB-Cidadania, Podemos, PSC, PDT, PSB, Avante, Solidariedade, Pros, Patriota e PTB.
BANCADA DA OPOSIÇÃO PROMETE
Os deputados federais da oposição que tomaram posse na quarta-feira (1º) foram destaques na revista Veja, realizando um protesto inicial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e anunciando oposição forte ao terceiro governo. Parlamentares como Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Carla Zambelli (PL-SP), Nikolas Ferreira (PL-MG) e Hélio Lopes (PL-RJ) exibiram no plenário cartazes com as inscrições “FORA LULA” E “FORA LADRÃO”. “Vivemos tempos estranhos, mas a quadrilha do PT terá a maior oposição que já se viu”, anunciou Eduardo Bolsonaro, o filho Zero Três do presidente Jair Bolsonaro — ele será o líder da minoria na Câmara. O que se viu na movimentação inicial foi de que parlamentares ligados ao ex-presidente Bolsonaro que estavam estreando na Câmara já querem o impeachment do presidente.
COMO OPOSICIONISTA MORO FAZ O JURAMENTO
O senador eleito em outubro de 2022 pelo Paraná, Sergio Moro (União-PR), já havia declarado apoio a Rogério Marinho (PL) à presidência da Câmara, mas ele foi derrotado. De agora em diante ficará cercado de petistas no plenário do Senado, pois os lugares são divididos de acordo com o Estado do parlamentar, diferentemente da Câmara, em que deputados podem escolher onde sentar e terá como pautas prioritárias o combate à corrupção, a prisão em segunda instância, autonomia dos órgãos de investigação e controle e o fim do foro privilegiado.Ele já declarou que pretende fazer oposição ao governo Lula (PT) e tende a ficar isolado na Casa, sem assumir cargos de lideranças e comando de comissões, pois enfrenta resistência de políticos de partidos que foram alvo da Lava Jato.