OPINIÃO DE OGIER BUCHI: GLEYSE PRESIDENTE DE PARTIDO OU CHEERLEADER? E O CHIORATO? 

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OS DELIRANTES 

Sem medo de errar: quando leio ou escuto notícia sobre o novo modelo de pedágio, e os mensageiros são políticos a qualificação que me parece mais competente e adequada é delirante. Quando sustentam pedágio de cincão que nada mais é que a imitação do jargão eleitoreiro de Gomyde tenho a convicção: se não é “rebite” é delírio tropical, pós carnavalesco. 

GLEYSE PRESIDENTE DE PARTIDO OU CHEERLEADER? E O CHIORATO? 

Na medida em que avançam as discussões sobre o novo modelo de pedágio avultam as lembranças de passado sombrio de bravatas e discursos populistas que jamais guardaram compromisso com a verdade e sobretudo com o mundo real. No palco do irreal que costuma ser o plenário da Assembleia o parceiro da cheerleaders Chiorato lança aos ventos que é o pai do pedágio caipira, que tem como mãe a beijoqueira da Sapucaí, e que eles não admitem o pedágio proposto pelo governo Ratinho Jr. 

OS FATOS 

O líder do governo empanzinado por uma fornada de quibes, quase teve uma congestão nesta quarta feira depois de Chiorato enxovalhar o possível modelo proposto pelo governo. O jovem da torcida de sua líder Gleyse, disparou um numero hipotético de 21 pilas como tarifa de patamar do novo pedágio. Quando ouviu o disparate o Bakri, em aparte afirmou que qualquer alusão a números é absolutamente hipotética posto que não há sequer leilão marcado na Bolsa de Valores, onde a disputa realizar-se-á com um razoável nível de transparência. 

O DESEJÁVEL 

Ora no mundo que separa o ideal do possível, e onde deve prevalecer o bom senso e dever de servir ao povo, o discurso partidário, a politização deve ser abandonada e substituída pelo compromisso com a realidade. 

A realidade passa por obras de duplicação, por manutenção e sobretudo por sólidas garantias com competentes penalidades, para que o engodo e enriquecimento de políticos e empresários não se repita. 

 Por obvio a tarifa tem que guardar proporcionalidade ao que se deseja e a remuneração justa e compatível do empreendedor. 

O que demais se fala e certamente muito, mas muito mais do mesmo que passa por mendacidades e parlapatices cujo melhor exemplo é o “baixa ou acaba”. 

A ASSEMBLEIA 

Na casa do povo a disputa pela participação na comissão do pedágio é histórica. Nada seria diferente na atual Legislatura, e a turma que chegou ontem sequiosa da participação na comissão faz tremenda algaravia. As velhas águias matem o discurso de sempre na base do pirão pouco ou muito, o meu primeiro e chegou ontem já quer sentar na janela. Traiano pompa e circunstância, nem bem se recuperou da diatribe da Comissão de Constituição e Justiça, que envolveu muita, mas muita gente e dizem também passou pelo pedágio tem que enfrentar a comissão do pedágio. A pressão é tanta que até um covid 23 ele pegou. 

O QUE ESPERAR 

 Uma discussão madura, que possa levar em conta o exaustivo e profícuo trabalho feito pela sociedade paranaense que envolveu entidades de classe, setores produtivos diversos, municípios em especial os pertencentes aos 3000 quilômetros de estradas pedagiadas e também a Assembleia Legislativa que em comissão presidida pelo próprio Chiorato realizou inúmeras audiências públicas sobre o tema. 

 Imagino que o Ministro do novo governo leve em conta a proposta e que independentemente de siglas partidárias e desejos de sucesso político pessoal, o melhor modelo prevaleça. 

O Paraná pelo tanto que contribuí para o Brasil merece isto! 

OS DESAFIOS DA NOVA ETAPA 

O Brasil e por consequência o Paraná, parecem ter vivido uma letargia coletiva depois das eleições de 22. Com a cisão da sociedade brasileira onde prevaleceu vencedor o núcleo esquerdista minoritário, a população que não se enquadra nos grupos minoritários de esquerda/direita, ficou como se fora órfã. 

Brasileiros que sabiam de antemão que Lulle seria a fraude que já houvera sido e que não concordavam com o modo de agir de Bolsonaro. 

Cerca de 50 milhões de brasileiros que não votaram, votaram em branco e ou anularam votos. Adicionados aos derrotados cerca de 58 milhões, produziram um estado metal nacional. Temos um governo que é um misto de cleptocracia com governo de judiciário, que deixa em catatonia e sem esperança uma imensidão de pessoas.  

Os reflexos na economia não somente decorrentes de um ministério catastrófico em termos de qualificação e desastroso sob o ponto de vista numérico, e também não decorrem somente da verborragia inconsequente de Lulle. 

 Decorrem da desesperança da maioria produtiva que constata ter sido a Nação compelida ao quadro de atraso mental, de política serôdia, antiquada e ineficaz.  

De um atraso que nos conduz a uma imprensa recheada de néscios e dependente de dinheiro público. Comprometida com a ideologia de jornalistas que se transformaram em malabaristas dos fatos. 

Inequívoco é o fato de que investir transformou-se em ato de coragem senão loucura. 

De fato, com todos com quem conversei neste tempo enfrentei uma realidade de esperar o Natal, depois o carnaval e finalmente agora o inicio do ano. E como começou o ano? Com um aumento imoral da gasolina com seus reflexos reprováveis e indesejados na cadeia produtiva! 

REFLEXOS 

A luta constante nos bastidores do PT demonstra uma vez mais que não existe um projeto de Brasil. O que existe é uma  unidade de pauta de costumes e um projeto de comandar a grande nação que é nossa com um regime ditatorial de esquerda. Quando se trata de economia e crescimento os atores mais a esquerda como Gleyse são minimizados até pelo próprio Lulle.  A Presidente do PT se aliou nesta semana ao presidente do PSOL do tiro, porrada e bomba para incomodar via transversa na Câmara Federal. 

Assusta-me deveras, o que ouço das pessoas que podem influenciar o Lulle no campo da economia, posto ser seu Ministro um ignorante confesso, e demais atores com o limiar de conhecimento demonstrado por Gleyse. 

ELEIÇOES DE 2024 CURITIBA 

Sem nenhuma dúvida surgem nomes que devem ser considerados com seriedade no pleito curitibano. Como já escrevi acima divisão entre ideologias é clara e assim Deltan Dallagnoll representa o antipetismo e quem está à direita e Carol Dartora é fulgurante nome feminino de esquerda o que de per si representa novidade. O nome em maior evidência e que de há muito se prepara para esta jornada é Eduardo Pimentel que tem o apoio declarado do Governador e da maioria das grandes lideranças políticas. 

CLARO, EXISTEM OUTROS PRETENDENTES! 

Dentre eles se destaca Paulo Gomes, recém eleito deputado estadual, com grande votação em Curitiba e que tem como chefe de Gabinete um dos nomes mais vitoriosos e experimentados da política paranaense. Trata-se de Lúcio Cioni, que foi articulador de toda a carreira de Álvaro Dias, e um dos quatro do Palácio, que elegeu Requião governador pela primeira vez. Além dos três favoritos guardem este nome. 

O DESAFIO DE RATINHO JUNIOR 

Poucos são os políticos brasileiros da nova geração que têm um currículo tão vitorioso como o de Ratinho Júnior. Aliás, nenhum se iguala, se levarmos em conta a sua idade. Todavia, nesta etapa enfrenta o tempo de seu maior desafio: é sabido que é desejo de seu grupo que ele dispute o Planalto em 2026. 

No meu entender pessoal, já é hora de um paranaense candidatar-se com reais condições de vitória à Presidência da República. Ao longo da história, tivemos esta chance em 1989, com Álvaro Dias. Álvaro foi oficialmente convidado por Daniel Tourinho e Fernando Collor no Palácio Iguaçu. 

Não teve a coragem e intrepidez necessárias. Mais tarde, no episódio de sucessão de Sarney, Jaime Lerner – que era favorito no PFL – foi suplantado por Roseana, que por sua vez não foi nem para o partidor.

Nesta etapa de 2026, Ratinho Junior pode sim, tornar-se viável. Enfrentará desafios gigantescos, que passam por pedágio, privatizações e inovação. Além de possível turbulência na economia nacional, provocada por um governo federal sabidamente inepto. 

Contudo, os desafios da economia serão também enfrentados pelos seus possíveis adversários que seriam Milk Today, Dudu dos Pampas e com mais densidade, o governador mineiro Zema. De propósito, não coloco o nome do governador Tarcísio porque entendo que o gigantesco desafio de governar São Paulo com oposição do PT e do PSDB exigirá do governador uma reeleição. Os demais citados, como se sabe, estão em segundo lugar. 

Quanto aos desafios do Governador do Paraná, o pedágio inobstante ser de responsabilidade federal, nesta etapa, poderá demonstrar sua capacidade política e administrativa revelando conforme o resultado de seus atos, um construtor de soluções, um homem de Estado, portanto, com atitudes de Estadista. Se emplacar , como parece que vai, o seu modelo de pedágio, terá estruturado a base do triângulo.

A outra questão que trata das privatizações tem uma leitura mais retilínea: porque é senso comum entre as pessoas que o Estado tem que diminuir de tamanho; que o Estado tem que deixar de sobrecarregar o homem comum, o empreendedor, ou seja, a fonte geradora de riqueza de um povo. 

É consabido por todos que os aumentos orgânicos das despesas públicas impedem os governantes de investir. E, num momento em que uma reforma constitucional e mesmo a tão almejada Reforma Tributária não passam de quimeras, é preciso privatizar; é preciso livrar o orçamento público das despesas fúteis e desnecessárias. É preciso, sobretudo, ter a coragem necessária para enfrentar os nichos do setor público, que são frequentados por aqueles que ao longo de décadas se acostumaram com a frase “a (…) é nossa”. Pois nenhuma empresa pública, seja ela companhia mista ou não, é dos seus funcionários. Ela é, sim, do povo e dos que têm a visão e coragem para participar de seu quadro de acionistas. 

O OUTRO GRANDE DESAFIO QUE ENFRENTARÁ O GOVERNADOR 

Já tem, de parte do Governador um reconhecimento, visto que tratou de desde logo criar a Secretaria de Inovação. Exatamente nesse Órgão assessor recém criado, o Governador poderá encontrar o seu grande eixo diferencial. A verdadeira força motriz, geradora de ideias, tanto no campo da administração pública quanto na importante atividade do Estado de gerar políticas públicas incrementadoras de ações de futuro, valho-me de um pequeno exemplo que é o tratamento de resíduos, buscando a transformação do lixo em hidrogênio, por um processo de plasma. 

E o leitor me pergunta: o que pretendo com isso? Nada além de sugerir que o mundo está coberto de modernas tecnologias, que almejam dar ao cidadão melhor qualidade de vida, ao tempo em que melhoram a relação com o ecossistema. O Paraná já tem exemplos nas entidades de fomento, o BRDE tem uma linha chamada “Inova Crédito”. Tenho convicção de que, cuidando da inovação através de sua Secretaria e entidades afins, o Governador vai ter uma grande história para contar para o Brasil. 

ORAÇÃO DE OGIER BUCHI: 

SENHOR, ILUMINE OS HOMENS DE BOA VONTADE, PORQUE OS DE MÁ VONTADE ESTÃO MAIS ATREVIDOS DO QUE NUNCA. AMÉM! 

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