COLUNA SEMANAL DE OGIER BUCHI: A VOLTA AO BRASIL EM 80 DIAS 

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Quando Lulle fez campanha prometeu um governo de paz, harmonia e amor. Prometeu muito mais, como soe ser o estilo dos populistas e jamais se preocupou com a verdade dos fatos e a efetiva responsabilidade decorrente da sagrada missão de governar um País continental. O fato é que o semiletrado eleito, não sem seus motivos se considera o filho do Homem! Nestes primeiros 80 dias de desgoverno nada mais fez que vociferar e incrementar o ódio entre segmentos ao tempo que verbaliza suas pautas dirigidas a minorias amestradas segundo a lição de Gramsci. Já podemos imaginar o que vem por aí! 

O SAMBA DOS 37 DOIDOS EM 80 DIAS 

 Como o Ministério de Lulle é um conglomerado partidário e de minorias, almejar uma proposta de governo unificada e com prioridades seria imaginar uma miraculosa transformação de apedeutas em letrados. Conheço bem o Luppi, para exemplificar e lhes afirmo que pela amostra, sei que nosso destino não é invejável. Quando a palavra está com Moser, a voleibolista, sinto saudade da atleta extraordinária que ela foi, se falava, era lá longe na quadra de forma que ninguém ouvia. Que desastre e a moça, espécie de reencarnação da ainda viva Dilma aquela! 

  • Entre os doidos, todavia existem os doidos de espertos e estes, apesar de poucos causam um rombo no casco do Lulle. 
  • Marcio França, o Ministro, mandou a pérola dos duzentão na passagem aérea! Imagine o desespero de Janja que não pode anunciar o pacote de benesses ao lado do mendaz! 
  • Governo lança programa nacional de segurança e promete ênfase no combate à violência de gênero 
  • Ministério da Justiça deve entregar 270 carros aos estados para reforçar ações de proteção às mulheres. Pronasci foi criado em 2007, no segundo governo Lula, e agora será reformulado. 
  • O governo federal relançou na quarta-feira (15), o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci II). 
  • A combate à violência de gênero é um dos cinco eixos prioritários do programa, segundo o Ministério da Justiça.                                                                     PRONASCI: Criado em 2007, no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Pronasci segue em vigor, mas foi desidratado nos últimos anos. Nesta quarta, o decreto assinado por Lula define novas regras para o programa. 

O Pronasci visa articular ações de prevenção, controle e repressão da criminalidade. O programa é executado pela União mediante cooperação com estados, Distrito Federal e municípios em programas, projetos e ações de assistência técnica e financeira. 

Em discurso na cerimônia, Lula afirmou que a intenção do programa é levar o Estado para as áreas de maior vulnerabilidade social com ações de prevenção e educação, e não só de repressão da criminalidade. 

“Muitas vezes o Estado só está presente na periferia com a polícia. E não está presente para resolver, está presente, muitas vezes para bater. Porque muitas vezes, a depender do bairro, não se pergunta o que está acontecendo”, declarou Lula. 

Ainda de acordo com o presidente, é preciso garantir formação aos policiais para que as forças de segurança deixem de ser vistas pela sociedade, em algumas regiões, como uma “força agressora”. 

O ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou que o governo editou portaria para facilitar o acesso dos governos estaduais a R$ 2 bilhões do Fundo Nacional de Segurança Pública, mas não detalhou como esse dinheiro será distribuído. 

Até o fim do ano, de acordo com o ministro, serão R$ 3 bilhões liberados. 

“O Pronasci é a junção e a solução de um antigo problema que nós tínhamos na cabeça. Nós da esquerda, eu digo. ‘Segurança é polícia ou é social? ‘ E nós, com o Pronasci, resolvemos essa aparente contradição. É claro que é as duas coisas ao mesmo tempo e uma não vive sem a outra”, declarou o ministro da Justiça, Flávio Dino. 

Segundo o Ministério da Justiça, o Pronasci prioriza grupos sociais considerados mais vulneráveis, com ações que incentivam a igualdade racial, que apóiam vítimas de crimes e que combatem a violência contra a mulher. 

O Pronasci tem foco em locais com altos indicadores de violência. O programa segue diretrizes do Plano Nacional de Segurança Pública, com a meta de reduzir a taxa nacional de homicídios para abaixo de 16 mortes por 100 mil habitantes até 2030. 

VIATURAS 

O Pronasci foi retomado com a entrega de viaturas que serão usadas nas delegacias de atendimento a mulheres e nas patrulhas Maria da Penha. O governo informou que serão entregues ao longo deste mês 270 viaturas – e 500 até dezembro. 

O governo também pretende abrir editais para destinar recursos a estados e municípios: 

  • R$ 4 milhões, via Secretaria Nacional de Segurança Pública, para políticas de combate à violência contra as mulheres com foco nos municípios; 
  • R$ 5 milhões, no Programa de Capacitação Profissional e Implementação de Oficinas Permanentes, para oficinas de fabricação de absorventes, bioabsorventes, fraldas e calcinhas nos presídios que serão distribuídos na rede pública. 

O Pronasci ainda prevê a oferta pelo Ministério da Justiça de bolsa-formação para 20 mil profissionais da segurança pública (Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros). O valor da bolsa será de R$ 900,00, pago a cada mês de duração do curso. 

Fiz a mais absoluta questão de trazer a reprodução da noticia para que meu leitor possa fazer uma análise de quanto é falacioso o atual desgoverno, que faz o relançamento de programa de 16 anos atrás e destina verba ridícula, para o dito programa. Então chamar o presidente Lulle de Barão de Munchausen, mentiroso imortalizada não será jamais exagero. 

O COMPLEXO DA MARÉ 

“O Complexo da Maré, ou simplesmente Maré, seu nome oficial, é um bairro localizado na Zona Norte da capital fluminense. A região é constituída por um conglomerado de pequenos bairrosfavelas e microbairros. Com cerca de 130.000 moradores (2010).

O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) no ano 2000 era de 0,722, o 123º colocado no município do Rio de Janeiro, melhor do que o de AcariParque ColúmbiaCosta Barros e Complexo do Alemão.” 

Reproduzi a descrição do que é o tal complexo para aumentar em você meu respeitado leitor a enorme dúvida que atinge o brasileiro normal quando se depara com visita do Ministro da Justiça ao tal bairro. Afirmo que é pequeno, comparado com Heliópolis por exemplo e que tem as mesmas características, favela, baixíssimo IDH e outros que tais. 

Todavia o Dino resolveu ir a complexo famoso pelo altíssimo índice de criminalidade com duas camionetes e nada mais. No período eleitoral Lulle já havia feito este tipo de visita com sua mulher demonstrando o famoso “samba no pé” para deleite dos moradores. 

O que está por trás disto? 

A SOCIEDADE 

Quando li noticias sobre o que aconteceu na Argentina e na Venezuela entre outros tantos exemplos, sempre me perguntei de onde surgia a catatonia do povo. Por aqui, assisti e vivenciei a manifestação justa, pacifica e ordeira de milhares de pessoas que tão somente desejam um país que não seja uma ditadura de esquerda. Todavia houve uma fratura provocada pelos atos de 8 de janeiro que em conjugação com o comportamento eivado de inconstitucionalidade. 

O Brasil tomou um susto com as atitudes do Supremo Tribunal Federal, e sobretudo com a instauração de um campo prisional com quase duas mil pessoas, sem que fosse observado o devido processo legal. 

Com a decorrente covardia da representação popular, que vem a ser a classe política eleita, e com o fato do ex-presidente da República em exílio voluntário também ter se omitido, o resultado foi o que estamos vivenciando. O país assiste à economia sendo enxovalhada, o que vai promover o desabastecimento e o desemprego, o agronegócio sendo prejudicado pela falta de perspectiva de financiamento e pela evidência de que nada será feito para minimizar a questão dos problemas logísticos, e o que é muito grave, a invasão de terras e a desqualificação moral do Exército conjugada com a desconstrução das Polícias Militares. 

O que mais me assusta é que a representação popular federal, 30 deputados federais e 3 senadores no Paraná a tudo assistem, e de consistente, de real, de palpável, nada fazem. 

REGIONAIS 

  1. PEDÁGIO                                                                   
    Este jornal já aborda a questão do pedágio e a responsabilidade da SEIL neste lapso de tempo entre o término dos contratos anteriores e a implantação de um novo modelo. 
    Ora, imaginar que os diferentes secretários de transporte e, por conseguinte, chefes do DER em conjugação de responsabilidade com a AGEPAR, nada têm a ver com estradas com crateras e deslizamentos e praças de pedágio às escuras, é desconhecer minimamente as responsabilidades das funções.
    Nesta etapa, fica muito fácil dizer que a questão do pedágio é de responsabilidade do governo Lulla, mas isso é de uma desonestidade intelectual aterradora. O contrato anterior tinha deadline previsto de há muito, tanto é que a sociedade civil e a própria Assembleia já se movimentaram na dita frente parlamentar. 
    AGORA, MINHA GRANDE PERGUNTA É: para que serve a SEIL e também a AGEPAR, se nada foi feito no sentido de favorecer a discussão, incrementar as propostas, e sobretudo oferecer um modelo que fugisse das discussões ideológicas desprezíveis, que nesta etapa retardam de forma deletéria e criminosa a solução do problema? 
    Me irrita profundamente que a esfera pública minta sobre tudo que acontece em relação ao pedágio, chegando ao cúmulo de até mesmo amanuenses do Porto de Paranaguá afirmarem que está tudo bem, e que não há queda nos números. O próprio porto poderia bancar a obra e evitar os prejuízos do setor produtivo e do turismo em nosso litoral.
    O Paraná precisa da liderança do Governador, para imediatamente buscar solução para esta questão, o desgaste quem paga é você.
    Como já escrevi inúmeras vezes, o Paraná tem no pedágio e nas privatizações, o seu grande desafio. 

     ORAÇÃO DE OGIER BUCHI:                                                                                                O Senhor estava de bom humor, e operou um milagre no Alto da Glória. O Coritiba ganhou uma! Dá pra acreditar? Amém. 

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