COLUNA DE OGIER BUCHI: RATINHO JUNIOR E O FREIO DE ARRUMAÇÃO. A CAUSA…

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No início da semana aconteceu uma reunião na Assembleia Legislativa, da qual participaram um Ricardo Barros boy de pesquisas e o primeiríssimo escalão da casa. O pesquisador informou resultado de pesquisa adredemente contratada, que agastou sobremaneira os informados. Dela se extraiu que o cenário curitibano favorece e de forma consistente a dupla da Lava Jato, tanto para 24 quanto para 26!

Além disto, informou que a percepção quanto ao Governo é que “as pontas estão soltas”!  

Aconteceu uma pergunta pontual em relação à Tacla Duran e suas denúncias, e o interlocutor informou que tal situação não arranha sequer o verniz da dupla Deltan e Moro!

Como se trata de políticos sim, mas neófitos sem ligação com as estruturas tradicionais de poder no Estado, tal informação desde logo serviu de suporte para medidas já tomadas inclusive.

Cabe destacar que Ricardo Barros, aproveita a ligação com o rapaz de Maringá para destacar a posição em que se encontra Eduardo Pimentel na aferição. Claro, como diz a piada de internet “não se meta sem ajuda de um profissional”. Acontece que neste quadro todos são profissionais, posto nunca terem feito outra coisa na vida. E sem embargo ficaram alarmados. Entendo que lhes cabe razão!

FREIO II

Há um estigma em relação a segundo Governo! E este estigma encontra suporte na realidade histórica aqui no Paraná. Lerner, Requião e Richa deixaram seus segundos governos em frangalhos. Jaime na sombra de acusações de corrupção, Requião em briga pública com seu vice Pessuti, e na época acusações mútuas de alto “peso”, e Beto Richa com o lastimabilíssimo episódio de encarceramento.

É público o fato de que Junior é Presidenciável e como afirmou o prestigiado Claudio Humberto isto é confirmado por Kassab que além dele cita Tarcísio e ninguém mais.

Claro que o Governador foi informado por quem de direito e conjugando os fatores tomou atitudes e fê-lo desde logo por decreto. Ou seja, moçada aqui tem quem manda e sou eu! O decreto determina que a Casa Civil, comande as ações políticas de governo. Ou seja, Secretário de Estado é servidor do Governo e não candidato. E se quiser ser pode perfeitamente seguir seu caminho…! Longe da Secretaria, é claro!

Por outro lado, os deputados terão que aprender a conviver com ações de governo que não ocorram só as segundas e sextas-feiras, porque o povo exige ação de Estado todos os dias. Com esta postura incisiva e por decreto, o Governador evitou pessoalizar a sua decisão, que deixa claro que pretende continuar sua carreira política servindo ao Paraná e, até mesmo à Nação, se for desejo dos brasileiros.

OS TRUNFOS

O Governador trouxe para o seu planejamento alguém bastante preparado que é Guto Silva, pragmático por excelência e arrojado em relação ao futuro. Assim o Governador consegue fazer proposta de planejamento para o seu próprio governo, e também uma proposta para o Paraná do futuro. Convenhamos, isto não é um hábito dos governos, e muito melhor do que isto é que a Secretaria de Planejamento colocou à disposição da população um link em o qual o cidadão poderá oferecer sugestões e participar do planejamento.

Além disto, o Governador tem um discurso pronto, e mais do que isto: estruturou o governo para ir além da narrativa!

Falo sobre a Secretaria da INOVAÇÃO, QUE NASCE BEM NASCIDA.

Entendo que Ratinho Junior pode ter o discurso diferenciado em relação à inovação porque tem estrutura, vontade e equipe. O Paraná destacou-se ao longo do tempo quanto à organização administrativa do governo e desde logo cabe lembrar, Café do Paraná, BADEP, e tantas outras inovações ao longo do tempo.

Nos tempos atuais, por certo sempre que se fala em inovação há uma imediata vinculação com tecnologia. Todavia, a palavra inovação em latim vem de innovare, significando “criar”. De um jovem político é lícito esperar que inove nas suas propostas em relação à tecnologia, ao Estado, em especial em ações de saúde, infraestrutura, educação e segurança pública, sem esquecer a sempre carente moradia do brasileiro, mas sobretudo também é lícito esperar que seja uma proposta de inovação comportamental em relação à prática política, esquecendo as velhas e inovando, buscando comportamento que ofereça ao povo brasileiro um político honesto, comprometido com política de Estado e com o bem-estar do povo brasileiro, sem compromissos político-partidários e sem amarras com direita, esquerda, centro ou coisa que o valha!

LEGISLATIVO OU PROGRAMA POLICIAL?

A escolha é livre: pode ser o legislativo nacional, estadual ou municipal. Em qualquer das três óticas, a referência imediata é a atuação do GAECO, Polícia Federal ou Polícia Civil.

No caso da Câmara Municipal de Curitiba, as rachadinhas voltam às manchetes. Estarrece-me o assunto voltar a ser manchete, posto que a cada 2 ou 3 anos um dos vereadores de Curitiba é pego com a mão no bolso do assessor – ou na bolsa da assessora, dependendo da orientação do edil.

A simples resposta que é dada entre os “jarristas” é pueril e uma forma de menosprezar a capacidade de raciocínio do cidadão. Operações do GAECO e/ou da Polícia Federal, com essas características, só são deflagradas mercê ordem judicial. Ora, ordem judicial dessa envergadura só acontece quando o pedido está devidamente amparado e instrumentalizado com as provas obtidas até este momento processual.

Por outro lado, a questão comportamental que está afeita à Assembleia Legislativa merece um especial parêntese: desde que a Legislatura foi instalada, é constante a provocação do deputado Renato do PT às instituições e a seus pares.

Muito bem. A resposta a provocação a seus pares deve ser julgada de forma pessoal e intransferível pelos provocados. Todavia, as provocações à Instituição são de interesse de quem mantém a Assembleia, o alto custo dela, e sobretudo o que dela se espera – seja por força constitucional, seja pelo dever moral de bem servir o seu patrão, que é o povo paranaense.

Como o deputado citado provoca a própria instituição, seria imaginável que o envio de notícias sobre seus atos à Comissão de Ética produzisse efeitos e, quiçá um aprendizado para o noticiado. Estarrece-me, leitor, que o fato que o Deputado Renato do PT é um dos membros dessa Comissão de Ética! Não consigo entender que mensagem a Assembleia Legislativa do Paraná quer passar ao povo paranaense com esse tipo de atitude…

Já em relação à Câmara Federal, nosso sentimento é de maior tristeza, uma vez que a nossa percepção é de que o povo brasileiro estava entorpecido no dia 30 de outubro de 2022. A conversa e o discurso de quem deveria exercitar a fiscalização sobre o Governo Federal e, mais do que isso, legislar para o bem do país, é conversa da soleira dos trívios, é conversa de baixa qualidade, é relação de pessoas que não respeitam o próximo, não têm respeito próprio e, por consequência, transformam sua presença na Câmara Federal em ofensa à história do Legislativo brasileiro.

A inquirição do ainda Ministro da Justiça Flávio Dino foi a prova cabal das afirmações supra expendidas: ofensas, chistes, ironias, enfim, conversa que seria desprezível, mas explicável, tivesse como palco um botequim ou um prostíbulo. Alguém me sugeriu que fazem esse tipo de coisa para cortes no tal “Tik-Tok”, tendo como resultado ao final, “lacrar”. Isto me ofende, e dilacera meu coração, porque sempre imaginei que a divisão tripartite de poder era a melhor forma de condução política de um país.

Quando o Legislativo é representado pelos Ruis e Janones da vida, tenho a certeza que isto não vai acabar bem. O tempo, o sempre senhor da razão, vai mostrar quão verdadeira é essa afirmação.

BOLSONARO

Os cabelos brancos (nem tantos atualmente) me ensinaram que não raras vezes é preferível calar a boca, e dar tempo ao tempo, para não errar em relação ao que a primeira impressão nos causou.

Volto ao assunto semana que vem.

ORAÇÃO DE OGIER BUCHI:

A Bíblia diz em Provérbios 31:4-5: “Não é dos reis, ó Lemuel, não é dos reis beber vinho, nem dos príncipes desejar bebida forte; para que não bebam, e se esqueçam da lei, e pervertam o direito de quem anda aflito”. Amém.

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