Depois de uma reunião realizada no início de semana, entre chefes das torcidas organizadas do Athlético e do Coritiba com os comandos das polícias militar, civil e Ministério Público ficou definido que torcedores da dupla poderão assistir ao clássico marcado para este domingo, na Arena da Baixada às 18h30min sendo assegurado que não teremos “briga” dentro, fora e nos arredores do Estádio Joaquim Américo. Tomara que assim seja. Dá para acreditar? Nos bons tempos a compromisso do “fio do bigode” tinha muito valor e era garantido. Hoje, temos dúvidas. Porém. De qualquer forma vale se dar um voto de confiança aos esquadrões de torcedores que se perdem na euforia do clássico e da rivalidade desnecessariamente. O policiamento será rigoroso, com mais de 200 policiais em ação coibindo qualquer tipo de atitude ante desportiva. Como é o DIA DAS MÃES, torcemos para que todos respeitem a data e tenham comportamento exemplar.
No campo de jogo o Athlético é o favorito. Melhor em tudo o Furacão joga em casa, diante do tradicional adversário que vive um período de seca, com dez jogos sem vitória, estando na zona do rebaixamento como o lanterna da competição. Nada melhor para se reabilitar do que vencendo o clássico. Antônio Carlos Zago, o novo comandante alviverde tem trabalhado o psicológico dos seus jogadores e espera colocá-los em condições de encarar o grande rival. Como os mais velhos cravavam “clássico é clássico” e tudo pode acontecer. Porém, a diferença técnica e de jogadores favorece muito o Athlético, que tem tudo para vencer e permanecer no G4.
A MANIPULAÇÃO NO FUTEBOL BRASILEIRO
Lamentavelmente o futebol brasileiro voltou a ser atingido pela corrupção praticada por quadrilhas de desonestos. Desde há muito tempo se fala em compra de jogadores, de árbitros, dos homens da “mala preta” e de outras tentativas ilícitas. Agora, com a criação das apostas eletrônicas a “gang” voltou a agir aliciado jogadores para que os mesmo aceitem apreciáveis valores e cometam canalhices contra seus próprios clubes. Felizmente o Ministério Público de Goiás agiu rápido, depois de denúncia formulada por dirigente do Vila Nova, saindo em busca dos transgressores. Não dá para entender porque jogadores de grandes equipes, com salários elevados se sujeitaram a entrar na máfia para ganhar entre 50 e 150 mil. Os jogadores que participaram até e tiveram seus nomes revelados devem ser punidos, pois ultrapassaram os limites da moral, decência e honestidade. Atletas que se sujeitaram a receber cartões amarelos e vermelhos e cometer penalidades máximas para ajudar os “ladrões” a ganhar muito dinheiro, quase “quebrando as bancas”.
Todos os atletas devem ser punidos severamente pelas CBF, federações e os clubes que se foram prejudicados em jogos que seus atletas se venderam.
Vale destacar que os clubes brasileiros são as grandes vítimas, não tem culpa nenhuma nesta negociada nojenta que invadiu o futebol verde e amarelo.
VEJA OS PROFISSIONAIS REVELADOS PELO MINISTÉRIO PÚBLICO DE GOIÁS
Fase I: Romarinho (ex-Vila Nova),Joseph (Tombense),Mateusinho (Cuiabá),Gabriel Domingos (Vila Nova),Allan Godói (Sampaio Corrêa),André Luiz (Ituano),Ygor Catatau (Sepahan, do Irã) e Paulo Sérgio (Operário-PR).
Fase II: Eduardo Bauermann (Santos), Fernando Neto (São Bernardo), Victor Ramos (Chapecoense), Igor Cariús (Sport), Matheus Gomes (Sergipe), Paulo Miranda e Gabriel Tota (Ypiranga-RS).
JOGADORES AFASTADOS PELOS CLUBES: Atletas que não foram denunciados, mas aparecem em provas da Operação Penalidade Máxima, que investiga esquema de apostas, e foram afastados pelos clubes. São eles: Pedrinho (Athletico), Bryan Garcia (Athletico), Richard (Cruzeiro), Vitor Mendes (Fluminense), Nino Paraíba (América-MG), Alef Manga e Jesus Trindade (Coritiba) e Raphael Rodrigues (Avaí).
CBF ATIVA NAS INVESTIGAÇÕES
Com relação às suspeitas de envolvimento de atletas de clubes das séries A e B do Campeonato Brasileiro de 2022, em possíveis atos de manipulação de resultados de partidas, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informa que o presidente da entidade, Ednaldo Rodrigues, enviou ofício à Presidência da República e ao Ministério da Justiça, solicitando que a Polícia Federal entre no caso, com o objetivo de centralizar todas as informações a respeito dos casos em investigação. A CBF, por sua vez, estará à disposição para dar todo o apoio necessário. A CBF ressalta, ainda, que não há qualquer possibilidade de a competição atual ser suspensa. A CBF ressalta que, tão logo estejam comprovados os fatos, espera que as sanções cabíveis por parte do STJD sejam tomadas de forma exemplar.