ATÉ EM FIO DESENCAPADO!VIROU MODA PERDER MANDATO E  LANÇAR A MULHER NA POLÍTICA

DELTAN FIO

Há muitos anos o Brasil já tem notado que alguns políticos ao perderem seus mandatos têm colocado as esposas em busca de manter o famoso curral eleitoral. No Rio de Janeiro o ex-governador Anthony Garotinho pelo PRP lançou em 2018 a esposa Rosinha Garotinho (PATR) ao governo, após ficar inelegível e com problemas na justiça. Garotinho também chegou a lançar a filha Clarissa Garotinha, em seu lugar e ela já foi eleita como deputada federal por duas vezes. Uma cartada que deu certo por enquanto.

 

Aqui no Paraná, ex-deputado estadual Fernando Francischini (PSL), que foi cassado em outubro de 2021, já havia lançado Flávia Francischini como vereadora e ela foi eleita em 2020, quando Francischini tentou chegar à prefeitura na disputa com Rafael Greca (PSD) ficando apenas em terceiro lugar, perdendo também para Goura do PDT. Para se ter uma idéia, Francischini na disputa a federal em 2018, obteve 420 mil votos, sendo o deputado mais votado do Paraná e teve do mesmo jeito uma cassação confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral em 2022 por propagação de fake news no entendimento dos ministros.Não teve processo que o fizesse retornar ao cargo e do jeito que estava cassado resolveu colocar novamente a esposa Flávia , mas desta vez para concorrer como deputada estadual (UB). Nas urnas em outubro de 2022, no intuito de manter o eleitorado ainda sob o seu crivo e a coisa deu certo se elegendo. Ela assumiu uma cadeira em 2023 e vai até 2025 na Assembleia Legislativa.

 

DELTAN VAI TER MAIS PEDREIRAS

Deltan Dallagnoll (POD), que teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral e confirmado pelos deputados na Câmara Federal, após ser eleito com 344 mil votos em apenas seis meses de mandato, vai a partir de agora enfrentar uma artilharia pesada pela frente com outros processos que ainda estavam tramitando do tempo do Ministério Público Federal.

O fato é que com a cassação e sem nenhuma ocupação momentânea, pois nem a possível remuneração partidária da executiva do partido ainda foi definida, Deltan deve estar se agarrando até em fio desencapado com o tanto de pancadas que virá do judiciário contra ele sem mandato, sem a imunidade parlamentar e os direitos políticos suspensos.

Nesta semana ele também seguiu a moda e algumas notícias circularam de que poderá lançar a mulher, Fernanda Dallagnol, à prefeitura de Curitiba em 2024 ou quem sabe até como deputada federal em 2026.                                                                            Ele sabe muito bem que sem outra ocupação vai ter que criar fatos para estar em evidência no estado para não cair no ostracismo político.

Criar expectativas para ficar dependendo de recursos no Supremo Tribunal Federal (STF) referente à cassação do mandato de deputado federal será uma verdadeira ilusão. Deltan já sabe que sua vida política já está praticamente resolvida, pois lá o que for para ser sentenciado será contra sua pessoa nos próximos anos.                                                                                                                       

     Ciente desses diversos percalços, o ex-procurador da República já sabe que só poderá pensar em para 2030, depois de cumprir os oito anos de inelegibilidade previstos na Lei da Ficha Limpa. A mulher Fernanda nunca se candidatou a nenhum cargo e se isto ocorrer terá que se escorar no marido, que também é um marinheiro de primeira viagem, que de pedra virou vidraça ao largar a procuradoria, mas conseguiu formalizar um curral político com mais de 340 mil eleitores.

O futuro das eleições da prefeitura de Curitiba em 2024 passará certamente por uma decisão de Deltan, mas de agora em diante tudo será uma incógnita para os eleitores e também para o partido. Na boca pequena as notícias já indicavam que o Podemos havia dado alguns sinais ao governador no sentido de embarcar com Eduardo Pimentel, inclusive a própria presidente  —do Podemos,Renata Abreu,  já deu sinais desta aliança.A viabilização deste acordo viria até com o encaixe de Deltan em uma secretaria ou outro cargo no estado como foi feito com Francischini e cancelado posteriormente.

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