ALERTA VERMELHO:RECUPERAÇÃO JUDICIAL VIRA BOTE SALVA-VIDAS

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Ao ler algumas matérias nesta semana que explodiu o número de empresas que estão fazendo o uso da recuperação judicial, “começo a pensar com meus botões” quem está mentindo nessa política econômica do governo Lula?Para o nosso Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a ladainha é a mesma, o país atravessa a melhor fase econômica dos últimos governos, o dólar abaixou, a bolsa subiu, o Banco Central de Campos Neto tem que baixar a SELIC dos juros para o país decolar e segue-se a mesma romaria. Este mesmo discurso nos leva a raciocinar que isto se trata de uma cortina de fumaça em relação a está situação que é grave e na verdade é um péssimo sinal.

Há muitos anos no meio empresarial a recuperação judicial virou um bote salva-vidas para as companhias de todos os portes que sofrem com inadimplência, fluxo de caixa negativo e variadas dificuldades financeiras. As incertezas econômicas dos últimos anos fizeram explodir o número de empresários que estão recorrendo ao instrumento legal para evitar a falência.

Em maio – últimos dados disponíveis – foram registrados 119 pedidos de recuperação judicial, isto é, uma alta de 105,2% em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo levantamento da Serasa Experian. Os setores mais afetados são o de serviços, que registrou 54 pedidos de Recuperação Judicial , seguido de comércio (38), indústria (16) e setor primário (11). As pequenas e médias empresas são as que mais sofrem, com 68 solicitações, contra 38 das médias e 13 das grandes companhias. Os pedidos de falência também registraram crescimento em relação ao mesmo período de 2022 (61,3%). O total foi de 121 requisições, com maioria (73) demandada pelas Micro e Pequenas Empresas, seguidas pelas Médias Empresas (25) e, então, as Grande Empresas (23). 

O boom vai na esteira do primeiro trimestre deste ano, já marcado por recordes históricos. Vivemos num cenário econômico desafiador que obriga qualquer empresário a avaliar a saúde financeira do próprio negócio e a capacidade de resiliência neste momento de crise. O pedido de recuperação judicial pode ser o bote salva-vidas de qualquer empresa, antes que seja tarde demais”, explica o advogado Alcides Wilhelm, que atua com reestruturação empresarial e Recuperação Judicial e Falências.

Embora com motivações diferentes, as solicitações das gigantes Americanas, Light, Oi (pela segunda vez) e Grupo Petrópolis, dona das marcas Itaipava, Crystal, Petra, entre outras, revelam que nem as empresas consideradas sólidas estão imunes a graves dificuldades financeiras.

 A Livraria Cultura, por exemplo, já teve a falência decretada.O cenário permanece desanimador ainda porque é difícil imaginar uma recuperação rápida do consumo num país que, em dezembro do ano passado, contava com mais de 69 milhões de pessoas com o nome negativado, de acordo com dados da Serasa.

Além disso, as principais montadoras do país: VOLKSWAGEN, GENERAL MOTORS, HYUNDAI, MERCEDES-BENZ, GRUPO STELLANTIS (DONA DAS MARCAS FIAT, JEEP, PEUGEOT, CITROËN), que movimentam uma cadeia econômica significativa do PIB, concederam férias coletivas para os seus funcionários, alegando aumento dos gastos com produção, que por consequência fez subir os preços de venda dos veículos. Tal medida elevou ainda mais os custos de financiamento, sendo que não houve aumento da renda da população na mesma proporção, ocasionando baixa demanda.

O governo aposta no programa DESENROLA destinado às pessoas físicas e na REFORMA TRIBUTÁRIA na esfera jurídica, para tentar melhorar essa imagem que apresenta números assustadores se continuarem nessa crescente.

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