Não teve nem choro e nem vela, com a oferta de ações no mercado as movimentações acabaram culminando com a privatização da companhia elétrica paranaense Copel (CPLE6) movimentando R$ 5,2 bilhões ao todo, na segunda maior oferta de ações na bolsa brasileira B3 no ano até agora e o valor vendido é equiparado a sete anos de lucros da companhia.
A privatização se iniciou na terça-feira (08) e foi marcada por elevado interesse dos investidores, com demanda perto de R$ 12,5 bilhões, e participação de estrangeiros, com as gestoras norte-americanas Zimmer e GQG passando a ingressar no capital da companhia. A operação foi precificada na véspera a R$ 8,25 por papel, um prêmio de 5% em relação ao preço da ação na data de lançamento da oferta. Ao todo, foram levantados R$ 5,2 bilhões em recursos que irão para o governo paranaense e para o caixa da Copel, sendo que os investidores devem pagar os valores até está sexta feira (11).
O valor total da oferta incluiu um lote base de 549.171.000 ações, em tranches primária e secundária, e o exercício do lote suplementar (“greenshoe”), equivalente a até 15% das ações oferecidas.
ESTADO DIMINIUI PARTICIPAÇÃO
O “follow on” diluiu a participação do Estado do Paraná no capital da companhia a 15,6%, ante 31% antes da oferta, fazendo com que a elétrica passe a ter capital pulverizado na bolsa e sem controlador definido. A partir de agora 70% das ações ofertadas ficaram com investidores nacionais, e 30%, com estrangeiros e o Paraná não definirá o rumo da companhia mais sozinho. As gestoras norte-americanas Zimmer e GQG e a brasileira SPX estão entre as participantes.
TRANSIÇÃO DA NOVA GESTÃO DA COPEL
Agora, deve se iniciar um período de transição para uma nova gestão da companhia elétrica, com eleição de novo conselho e adaptação às novas normativas — o estatuto social reformado da companhia, com práticas alinhadas às de uma “corporation”, entra em vigor com a conclusão da oferta. A Copel realizou uma assembleia de acionistas na qual está prevista a eleição de novos membros para compor o colegiado após a renúncia de dois integrantes no mês passado.A expectativa é de que esse colegiado esteja à frente do processo de transição que se iniciará agora, até que surja uma nova chapa com a privatização já concretizada,revelou o site infomaney.com.O governo alertou também que não serão aumentadas as tarifas de energia pois isso compete a ANNEL.
PRIMEIRA PARCELA PARA USINAS
A parcela primária da oferta, de cerca de R$ 1,9 bilhão, será destinada para o pagamento do bônus para a renovação integral das concessões das usinas Foz do Areia, Segredo e Salto Caxias por 30 anos. O restante dos recursos serão destinados para o programa Asfalto Novo/Vida Nova, Casa Fácil, Escolas, Energia Solar, além de manter os atuais programas paranaenses serão realizados novos convênios para pavimentação em municípios pequenos, construção de parques urbanos e obras de infraestrutura rodoviária.
A PERGUNTA QUE FICA É: SE ELA ERA TÃO BOA, POR QUE FOI PASSADA NOS COBRES?