COLUNA MANO PRESNER DE CASCAVEL: ALEXANDRE CURI, RATINHO NA COOPAVEL, PACHECO DESPREZADO,PEDÁGIO PARA INOCENTE…

Todas as informações que chegam de Curitiba coincidem quando o assunto é a sucessão do Governador Ratinho: as forças políticas mais importantes da capital e do seu entorno apontam um apoio maciço ao deputado Alexandre Curi, herdeiro político legítimo e aprovado do saudoso Aníbal, seu avô e mestre, reconhecido sem contestação como uma das maiores lideranças do estado em todos os tempos.

Esta semana Alexandre visitou Cascavel para participar ao lado do governador Ratinho do Show Rural da Coopavel, evento gigantesco que abre o calendário anual do agronegócio no Brasil. Foi recebido com todo o carinho pelos agricultores oestinos, deu entrevistas, cumprimentou amigos antigos e novos, e agradou a todos pela simplicidade e pela simpatia. O Paraná, que vai bem pela pujança da sua economia, pela relação pacífica entre os Três Poderes e pela ausência de oposição, quer que o governo estadual continue gerando notícias boas para o setor produtivo, para o empresariado que cria empregos e renda, e que distribua os recursos dos impostos de forma justa entre capital e interior. Nos últimos 20 anos, apenas o Beto Richa fez isso, dando um show nesse quesito.

Alexandre parece ser a bola da vez. Meu amigo Nelson Justus, um dos políticos mais competentes do estado, que conseguiu sobreviver ao massacre imposto pela RPC/Gazeta, que por 120 dias consecutivos tentou usá-lo para dar exemplo às novas gerações políticas e mostrar quem manda de fato no Paraná – sem sucesso – me disse há poucos dias: Alexandre é com certeza um dos protagonistas do futuro político do estado. “É matemático: se não for o governador na próxima eleição, será na seguinte…”, disse o Nelson, que sabe o que fala.

Quem teve contato com o Alexandre nessa sua vinda a Cascavel ficou com uma imagem muito positiva do jovem líder.

RATINHO JR. FOI BEM

Na sua visita ao Show Rural, o Governador recebeu muitos abraços de agricultores, da diretoria das cooperativas, de todos os prefeitos presentes ao evento, e, para variar, da mesma turma de puxa-sacos interessados em ficar bem com o governo, qualquer seja ele.

Foi aplaudido, lançado à presidência do Brasil, e consolidou uma relação forte com o agronegócio e com a direita que é maioria absoluta aqui no Oeste.

Não ficou nisso o nosso discreto e simpático governador. Quando dava entrevista ao Roberto Benjamim, eficiente jornalista que é a alma da Rádio CBN-Cascavel, recebeu um aviso que a rede nacional, comandada pelo jornalista Carlos Alberto Sardenberg, queria conversar com ele. Sardenberg, em São Paulo, estava apoiado por dois outros jornalistas, um deles especializado no agronegócio. E à medida que a entrevista se desenrolava, o Governador cresceu muito, citando de cabeça dados estatísticos que mostravam ao Brasil todo a pujança do Paraná. Percentuais sobre aumento de produtividade, superávits, tendências, etc…, que foram aos poucos conquistando a admiração dos entrevistadores, surpresos com o grau inesperado de conhecimento do Governador do Paraná, a quem certamente consideravam apenas “o filho do Ratinho”, o apresentador e hoje empresário.

Ratinho Júnior ganhou pontos, no Brasil, com todos os ouvintes que acompanharam sua entrevista, e com certeza também com os entrevistadores que o questionaram. Show de bola.

PEDÁGIO E A FORÇA DA MÍDIA NOS INGÊNUOS

Em poucos dias, o pedágio voltará a ser cobrado em algumas rodovias do estado. Inicialmente nas proximidades de Curitiba, logo após em todas as rodovias do antigo Anel da Integração. Como tudo que está errado pode piorar, as novas cobranças virão com uma péssima novidade: quinze novas praças instaladas em rodovias estaduais, que eram obrigação do governo do Paraná, e que, com o respaldo dos deputados, terão suas despesas excluídas do tesouro estadual, e repassadas ao bolso do paranaense.

Dois comentários a respeito disso, só para refrescar a memória do leitor, antes da conclusão que vai explicar o título desta nota:

1-A carga tributária brasileira era, já em 1997, uma das maiores do mundo. Bem administrada, essa enorme soma dos impostos seria suficiente para as necessidades do país.  Porém, o corrupto sistema político da época, comandado por Fernando Henrique Cardoso, consumia o dinheiro dos impostos, como os escandalosos auxílios do Programa de Recuperação dos Bancos, o PROER, que salvou dezenas de bancos saqueados por seus banqueiros. Ou pela venda, pela Banco Central, de bilhões de dólares pela metade do preço, a banqueiros amigos, como Salvatore Cacciola, do Banco Marka, sem qualquer penalização judicial aos responsáveis pelo Banco Central. Ou a festa da corrupção quando FHC decidiu comprar o Congresso para aprovar a sua reeleição. Por essas e muitas outras, não havia dinheiro, decidiu FHC, para duplicar rodovias, para manter rodovias, para cuidar das rodovias. O sistema rodoviário do país, patrimônio do povo que vale mais de 500 Bilhões de reais, faliu, por culpa da omissão do governo federal, que desviava para outras finalidades até o IPVA, criado em 1985 para investimento na duplicação de rodovias. Já era o IPVA uma bitributação, e aí resolveram criar a tri-tributação, com o pedágio. Para não fugir à regra, o roubo dos impostos, o roubo do IPVA, repetiu-se no pedágio: cobraram caro, deram umas propinas aqui, ali e acolá, e não duplicaram praticamente nada. Prenderam alguns corruptores, alguns corrompidos, o STF mandou soltar todos, pediu desculpas por tê-los presos, e até ajudou na eleição de alguns deles em sua volta triunfal à chave do cofre.

2- Agora a parte da força da mídia. Depois de todas as prisões, confissões, delações, a mídia esqueceu de contar que as rodovias, mesmo com o pedágio, melhoraram muito pouco. Tanto é verdade que, aqui no Paraná, cobraram tarifas superfaturadas por 24 anos, continuou o massacre de mortes nas rodovias, por acidentes e por repetidas quedas de barreiras nos mesmo trechos de sempre, e quando o pedágio deixou de ser cobrado, no final de 2021, as estradas continuaram iguais. Ruins como antes, mas nem um pouco pior que antes. O pedágio enganava, o DER continuou enganando, mas sem pagarmos nada.

E aí a conclusão: agora estão anunciando a volta do pedágio como um benefício ao povo. Já ouvi jornalistas competentes, talvez por ingenuidade, falando aos seus leitores/ouvintes/telespectadores: “finalmente o povo do Paraná vai ter a volta do pedágio…”. Como se fosse uma coisa boa. Limpa. Honesta. A mesma Agepar, o mesmo DER, vão controlar as mesmas planilhas.

Não pensem que exagero: graças a essas informações repetidas pela mídia paga, já ouvi de alguns amigos muito inteligentes que “agora, Graças a Deus, as rodovias vão ser duplicadas, com o novo pedágio. ” Pior: “toda a extensão das rodovias vai ser iluminado com lâmpadas de LED!!!”  Para ficar ainda pior só escrevendo errado: “mais ruim” que isso, só os malandros, ou bobos, que falam que vai ter cobertura de wi-fi em toda a rodovia.

Alguém me disse que o governo estadual prepara campanha publicitária: “conseguimos cobrar pedágio de novo! Agora vai! Mais uma vitória do povo!!”

A coisa é tão honesta, tão transparente, que as empresas vencedoras da licitação foram constituídas em paraísos fiscais, tipo Caimãs, Bahamas, Barbados. Impossível identificar seus donos.

Morro e não vejo tudo.

PACHECO DESPREZADO

Nas últimas eleições, o deputado estadual Márcio Pacheco usou todo o seu grande prestígio político para ajudar nas eleições do prefeito de Cascavel, Leonaldo Paranhos. Também na eleição, duas vezes, do Governador Ratinho Jr., além de apoio irrestrito ao governador até em iniciativas claramente prejudiciais ao povo, como aumento de tarifas, venda de empresas boas, etc…

No momento em que Pacheco pensou que teria a retribuição pela lealdade, Paranhos usou a força da prefeitura para indicar Renato Silva, seu vice, candidato à sua sucessão, excluindo grosseiramente o ex-companheiro.

Ratinho Júnior, ao menos, foi mais decente: agradeceu ao Pacheco pela parceria leal, mas tinha opção “melhor”, segundo ele, que era o também companheiro Gugu Bueno.

Resumindo, Márcio Pacheco apoiou Paranhos e Ratinho, recebendo em troca repúdio e desdém mesmo quando as pesquisas apontavam claramente que era ele que tinha a maior chance de fazer frente ao líder das pesquisas Edgar Bueno.

O Paço não ficou restrito ao desprezo: está divulgando pesquisas fabricadas que mostram o Pacheco em queda livre, já com menos votos que o candidato oficial Renato, que perde, segundo essas pesquisas pagas pela prefeitura, apenas para o Edgar Bueno.

É perigosa essa tática do Paranhos e do Ratinho, e por dois motivos:

1-Não se descarta um companheiro com tantos votos como tem o Márcio Pacheco, leal e fiel e,2-Como o Pacheco vai se comportar caso o massacre financeiro e midiático do Paço e do governo estadual impeçam sua hoje tranqüila ida ao segundo turno? Vai continuar no grupo que o desprezou o

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