Tivemos uma profícua e ilustrativa conversa com DUKA SILIPRANDI, uma opinião abalizada!
O Jornal Impacto PR. realizou nesta semana uma entrevista com exclusividade com EDISON SILIPRANDI. Empresário, radiodifusor, produtor rural, advogado e comentarista político na imprensa falada e escrita de Cascavel. Oriundo de nascimento da cidade gaúcha de Sarandi no Rio Grande do Sul, mas cascavelense raiz e libertário nato. É conhecido e reconhecido como o DUKA.Tem como lazer e descanso espiritual ser colecionador de antiguidades, mas não é antiquário, é só por prazer e bom gosto. Reza a lenda que recordar é viver. Ele vive isso com alegria. Como se dizia dantes sua coleção é “Um Brinco de Ouro”.
Pessoa com vasto conhecimento da vida é um homem de convicções firmes, e não arreda o pé de seus princípios de liberdade plena e uma democracia verdadeira. Mas escuta e dialoga com civilidade com todos. Anti comunista de carteirinha. Sempre viveu e lutou por seus princípios. Filho do político Edi Siliprandi, pessoa de visão, homem defensor da liberdade e causas justas. A coragem, a luta e a convicção é a herança maior que seu pai lhe deixou. Entre várias lutas para melhorar e modernizar o país, uma dessas frentes é a abusiva lei que permite os vereadores aumentarem seus salários, e usarem de recursos com verbas generosas a esses membros das câmaras de vereadores.
IMPACTO: Você quando mais jovem acompanhou seu pai, Edi Siliprandi nas andanças políticas dele, foi aí que você começou a gostar de política? E o que você aprendeu com ele?
Duka Siliprandi: Aprendi com meu pai, a definição de inteligência, não sei da lavra de quem, mas me foi base de quase tudo, lá na minha adolescência talvez entre 15 a 17 anos de idade. “A definição de inteligência, meu filho é as pessoas se adaptarem as coisas, ao ambiente e as pessoas”. Eu assessorava o velho e saudoso EDI, de forma carinhosa e respeitosa como lhe tratava.
Geralmente quando recorria a esse “clichê” para que eu entendesse , que deveria “tirar o pé”, como se diz hoje, me tocar, que eu não era o centro das atenções.
É que o ímpeto juvenil ainda tinha muito que aprender. Ser refreado. Contar até dez e se preciso recontar. Até que tomasse uma atitude, para que não entrasse em “fria”.
Uma das fórmulas que meu pai utilizava e isso ficou como legado para eu e meus irmãos, é o senso!
“SENSO DE COLETIVIDADE! Precisamos sempre de todos. Isso é fato. Ouvir pessoas ao seu redor. Suas ideias. E que se mostrem leais. É um “baita negócio” grifo este quanto mais ouvimos, erramos menos. Pelo menos não erramos sozinhos.
Sempre destacava que ser HUMILDE SIM, HUMILHAR SE JAMAIS, dentro da razão.
Certa feita, em 1987, ano que precede a última constituição federal, andávamos pelos arredores do icônico hotel Nacional de Brasília e ele lembrou-me: Meu filho nunca se afete com nada que lhe sugira ser superior a alguém ou alguma situação!
Haja sempre com a “Maior Naturalidade” seja a mesma pessoa, aqui em Brasília ou lá nos cafundó do rio Guarani (referindo-se a uma de suas fazendas preferidas da época). Fazenda São Pedro, ainda da família.
PRODUTOR RURAL: Falando em área rural, me considero o inimigo número 1 do “Movimento Sem Terra”,o MST. Primeiro naturalmente pela convicção ideológica, uma associação criminosa que é!
Jamais se acomodaria dentro ou próximo dos ditames constitucionais que respeito. Não admito em hipótese nenhuma conviver com o esbulho e as INVASÕES DE PROPRIEDADE ALHEIA!
Reputo a PROPRIEDADE PRIVADA como CLÁUSULA PÉTREA e direito inviolável inerente ao cidadão. INEGOCIÁVEL!!!
IMPACTO: Como família ruralista vocês sofreram com movimento dos sem terra predadores e às vezes com violência. Isso é marcante na sua vida de luta pelo verdadeiro estado de direito e democracia.
DUKA SILIPRANDI: Minha família foi vitimada pelos bandoleiros travestidos de campesinos. Em meados da década de 90 e não foi apenas uma vez, FORAM TRÊS. A bordo do governo Requião foi um festival de reintegrações de posse. Com uma observação, o governador Roberto Requião depois enviou a Polícia Militar para retirar os invasores, evitando maiores prejuízos aos invadidos. Sou nascido em Sarandi/RS, município que simultaneamente a Cascavel nasceu e foi embalado por essa onda de videncia no campo . Sou completamente favorável ao uso e porte de arma!
É público e notório que o estado não garante e nunca garantiu e nem garantirá a segurança que o cidadão tem direito. Estes hipócritas que pregam o desarmamento não passam de farsantes.
Em 2005 liderei uma campanha de “Frente Parlamentar pela Legítima Defesa”. Inclusive encetada pela então Rádio Cidade de Cascavel AM, hoje a FM 92.3, criticamos e combatemos aquele estatuto do desarmamento, em esse câncer que constitue a famigerada a Rede Globo tentou ludibriar os brasileiros. Não tiveram êxito! E o referendo popular foi rejeitado.
IMPACTO: E fale mais sobre a vida política e a cidade? DUKA SILIPRANDI: Em 1999,acabei pela primeira e única vez, entrando para a política e concorri à vereança. Para fugir da mesmice, empunhei uma bandeira não convencional. Coletamos (eu e meus amigos) 18.000 assinaturas e protocolamos um abaixo-assinado na secretaria da Câmara Municipal requerendo a EXTINÇÃO da remuneração dos vereadores. Está lá o documento à espera de ser desengavetado e colocado em pauta. Duvido que surja um Edil sequer que tenha a grandeza, culhão ou sensibilidade para apresentar o projeto de emenda popular. Dificilmente a corporação dos parlamentares municipais praticaria a auto-fagia entre seus pares. Praticar o ‘MUNUS PÚBLICO” realmente não é para qualquer um.
Cascavel, sempre digo, é pródiga. Não se tem por estas bandas, uma ou duas panelinhas! Aqui a política local conta com vários grupos fortes.
IMPACTO: Você sempre esteve presente na vida política da região e também se envolveu com vários acontecimentos?
DUKA SILIPRANDI: Tenho participado ao longo dos meus “sessentinha” da rotina jornalística daqui. Escrevi alguns artigos periodicamente em tempos remotos. Além de jornais locais diários, quando abriam espaços. Também para outras leituras alternativas, nos moldes do saudoso PASQUIM. Claro guardadas as devidas proporções.
Um primeiro em Preto e Branco (de 1.999) que se intitulava “O CHINELO” 1.999 a época QUE encetou a campanha em favor da criação do PROCON em Cascavel. O município de Toledo bem menos populoso, já tinha o órgão. Havia um departamento de assistência aos consumidores, somos pioneiros nesta luta e fomos contra os interesses do então prefeito Salazar Barreiros. Neste quesito ponto para O CHINELO, (jornaleco brioso,. e o PROCON surgiu.Mais dois Hebdomadários e de quando em vez Quinzenários.
Jornais “CASCAVEL em ÓRBITA” e “FIREVOX”!
Aqui, me refiro justamente ao cartel local, em detrimento da concorrência de grandes marcas que os “nativos” as redes de Cascavel, impediram toda vida a velha a velha e boa concorrência. Se aqui tivéssemos grandes marcas, o preço seria melhor.
Afora estas particularidades outras inúmeras mazelas foram cobradas pelos referidos veículos de comunicação citados. Em muitas dessas lutas tivemos êxito. O tempo provou.
IMPACTO: E a eleição caseira do município de Cascavel. Vê luz no horizonte com boa peneirada?
DUKA SILIPRANDI: Agora Cascavel encontra-se sob o mais aceso da batalha: ELEIÇÃO MUNICIPAL. Com pouco mais de meia dúzia de postulantes com vistas a ocupar a popularíssima cadeira de Paranhos. Já se iniciou o tiroteio.
Eu que me considero um cidadão libertario tenho procurado aquele pré-candidato que mais se enquadra naquilo que se nomina direita conservadora!
Modelo este do mais, tendo em vista outras opções Henrique Mecabo e Márcio Pacheco têm sido coerentes comparando-se aos demais. Renato Silva é um neófito no PL, apesar disso jura que é de direita, palavras dele. Fernando Mantovani embarcou no MDB também sofrível ideologicamente. Se levarmos em conta o sobressalto que a direita vive. Acordaram.
E o velho político profissional ? Já três vezes testado e que insiste em “Volver los 17” Edgar deseja voltar ao passado. Isso seria normal, não fosse seu morno posicionamento estatista. E isso é tudo o que combatemos.
Nós acreditamos no estado mínimo. Bueno é dependente daquele modelo ultrapassado. Acostumou-se a despejar auxílios de todas formas, ao invés de capacitar o cidadão dando-lhe dignidade pela meritocracia e ainda não gosta da iniciativa privada.
Edgar afirma ser do centro, mas isso não contribui para o momento que o país passa.
IMPACTO: Fale um pouco mais de Duka raiz e sem abrir mão?
DUKA SILIPRANDI: Eu como anticomunista, que sou, não posso apoiar alguem que flerta com com a esquerda.
IMPACTO: Algum sonho, mas pé no chão e podendo ser realizado.
DUKA SILIPRANDI: O Estado do Iguaçu, um sonho. Mas a mais importante “Questã” sem dúvida foi meu envolvimento com a idéia emancipacionista pela criação do 4º estado do sul brasileiro. Meu saudoso pai, me fez sonhar junto que esta riquíssima região mesopotâmica do iguaçu, piquiri, rio do peixe, paranazão entre outros. Mas ainda será a 27ª estrela da bandeira do Brasil. Mas esta história, se me permite o jornalista ímpar chamado Poti, fica para uma oportunidade futura.O tema exige mais detalhes e eu os tenho! (P.S. O elogio feito ao entrevistador é por sua generosidade e sua grandeza. Agradeço mas não sou tão merecedor).
IMPACTO: E Por final, um breve relato e opinião sobre o presente e futuro próximo?
DUKA SILIPRANDI: Essa mudez, esse silêncio que envolve a população diante do autoritarismo desse governo absolutista é típico dos ditadores e num governo arbitrário que não se rende é sufocado pelo sistema.
Tem seus direitos suprimidos e fica à mercê, ao bel prazer do verdugo, no caso o STF de Alexandre de Morais, que dita e reedita o que pode e o que não pode. Ferindo de morte o maior dos sentimentos. A LIBERDADE!
Para que se repare essas anomalias instaladas no poder excessivo e autocrático, só nos resta a MOBILIZAÇÃO POPULAR de forma orgânica, pacífica mas reiteradamente de maneira obstinada. Protestar e resistir. a renovação sempre é importante, fundamental mas a base para tal repito é a população. Vereador, deputado e senador só ouve o clamor popular. A VOZ DAS RUAS. Assustam e muito. Mas ecoada continuamente, Somente assim se muda.
Se recomeça.
-Sempre digo: O povo é igual fogo de morro acima e água de morro abaixo. A Pressão popular é o único antídoto para esse veneno e a 92.3 FM de Cascavel embora estação de rádio do interior, mas a mais democrática, está peitando esse sistema, claro sempre baseada evidentemente na constituição federal.
Entrevista de DUKA SILIPRANDI à José Arapoty para o Jornal IMPACTO.
P.S: Uma singela homenagem a ” Edi Siliprandi, na sua época lutador pela liberdade, construiu tudo na vida com esforço próprio. Deixou o legado de luta para os filhos e gerações futuras. Idealista e lutador. Não sonhava com o intangível mas o viável. Saudoso mas sempre presente. O futuro é muito breve e sua luta continua” Meu tipo inesquecível!(Por José Arapoty)

Considero-me com o inimigo 1 do MST!