A matemática que Moro não aprendeu

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Sergio Moro chegou ao Senado em 2022 embalado pela força da própria imagem. Eleito sem pedir bênção ao governador Ratinho Jr, sem circular por prefeituras e sem fazer o básico: política. À época, deu certo. Porém 2026 é outra eleição que vem com outra exigência: construir alianças.

Sete meses depois do início das conversas para a Federação União Progressista, o senador ainda não percebeu que, desta vez, campanha se faz com soma. E no Progressistas, a conta simplesmente não fecha.

Mesmo após pedido da presidente estadual Maria Victoria para que ele fosse recebido, Moro acertou todas as agendas com lideranças do PP. Conversou com todos e não convenceu ninguém. Não conquistou deputados e não alinhou lideranças. Imaginou que a candidatura sairia no gogó, como se articulação fosse opcional.

O resultado está aí: o diretório estadual do PP, com aval de Ciro Nogueira, decidiu, de forma unânime, não apoiar sua pretensão ao Palácio Iguaçu. Não por falta de reuniões, mas por falta de política.

Enquanto Alexandre Curi, Guto Silva e Rafael Greca percorrem o mapa construindo pontes, Moro segue parado na própria ilha, preso a uma estratégia que venceu em 2022, mas que não elege governador em 2026.

E na disputa majoritária, quem não articula não se torna independente. Torna-se inviável.

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