O governador Ratinho Junior começa a dar sinais claros sobre a estratégia política que pretende adotar para as eleições de 2026. Algumas definições já estão praticamente consolidadas, especialmente em relação às vagas ao Senado, que indicam um alinhamento antecipado de forças e partidos ainda neste final de 2025.
Os nomes de Filipe Barros (PL) e Álvaro Dias (MDB) despontam como apostas praticamente certas para as duas cadeiras do Senado, o que, na prática, sela um acordo político que garante o apoio de ao menos dois partidos de peso ao projeto liderado por Ratinho Jr. A presença do governador na filiação de Álvaro Dias ao MDB, realizada na segunda-feira, dia 15, foi a confirmação pública desse movimento.
Esse gesto marca o pontapé inicial do grupo comandado pelo PSD, que começa a estruturar uma ampla coligação para enfrentar adversários já posicionados no cenário estadual, como Sérgio Moro (União Brasil) e Maurício Requião Filho (PDT), este último com o provável apoio do PT.
A grande incógnita, no entanto, fica para 2026: quem será o escolhido para disputar o Governo do Estado. Ratinho Jr. mantém em aberto a decisão entre três nomes do próprio PSD: Alexandre Curi, Rafael Greca e Guto Silva.
Se o governador optar por uma análise racional baseada em pesquisas recentes, como as do Paraná Pesquisas e do Instituto Opinião, o nome de Alexandre Curi aparece como o mais competitivo com o seu apoio. Sua ampla capilaridade nos municípios do interior e sua forte relação com prefeitos e lideranças regionais lhe garantem uma vantagem considerável.
Já Guto Silva passou os últimos seis anos com pouca visibilidade política, reaparecendo mais recentemente ao assumir a Secretaria das Cidades, cargo que lhe permitiu voltar ao circuito de eventos, inaugurações e assinatura de convênios. Ainda assim, uma análise fria indica fragilidades: Guto não obteve sucesso eleitoral sequer em Pato Branco, onde atuou fortemente na campanha de Robson Cantu. Além disso, seu histórico na Casa Civil durante o governo Beto Richa ainda gera resistências, acumulando desafetos e adversários políticos.
No caso de Rafael Greca, há quem defenda que ele seja alocado em um cargo de alto escalão ou componha uma chapa como vice, a hipótese de candidato ao governo pelo PSD está afastada. Seu estilo verbal contundente — muitas vezes comparado a uma metralhadora giratória — pode se tornar um problema em campanhas majoritárias. Isso ficou evidente em 2024, quando vídeos antigos com críticas a Bolsonaro e elogios a Lula acabaram dificultando a reta final da campanha de Eduardo Pimentel. Uma situação que não deve ser descartada é a saída de Greca para outro partido como o PP, de Ricardo Barros e arquitetar outra parceria tendo em Cida Borghetti a sua aliada na disputa.
Quanto ao senador Sergio Moro, os números na pesquisa lhe favorecem desde a hora que se dispôs a encarar o governo em 2026, saiu na frente nos números e se mantém até agora acima de 37 %. O único inconveniente será a formação de um grupo, pois Ratinho está com muitas siglas embaixo do braço, repetindo o que fez em 2022 e também para prefeitura de Curitiba em 2024.Como se diz na gíria Moro poderá ir “Contra Tudo e Contra Todos” e, para pioras se o STF ainda não lhe armar uma cassação.
Com as peças começando a se mover, o cenário indica que a artilharia política está sendo montada.Muita coisa ainda teremos até as convenções partidárias e assim cada grupo deverá calibrar suas estratégias — e suas “munições” — para o embate eleitoral que se aproxima e uma coisa já se vislumbra “ teremos segundo turno no Paraná em 2026”!
A DIREÇÃO