O aumento da desaprovação nas pesquisas desde o final de 2025 e o avanço da saída de ministros do governo Lula revela um quadro que vai além das exigências da legislação eleitoral. A iminente debandada no primeiro escalão expõe fragilidades políticas, dificuldades de articulação e um desgaste que se aprofunda à medida que o calendário avança.
A recente saída de Ricardo Lewandowski foi interpretada como um marco simbólico. Nos bastidores, a possível saída de Fernando Haddad e Rui Costa reforça a percepção de que uma reforma ministerial deixou de ser escolha estratégica para se tornar necessidade.
Embora a legislação determine a desincompatibilização até 6 de abril para quem pretende disputar eleições, o volume estimado de cerca de 24 ministros deixando o governo chama atenção. O número é expressivo e aponta para um esvaziamento político que compromete a governabilidade.
O caso de Fernando Haddad simboliza o momento delicado da gestão. A indefinição sobre seu futuro e a provável saída da Fazenda em meio a pressões políticas ampliam as incertezas sobre a condução econômica do país.
Na articulação política, a expectativa é de mudanças profundas. Gleisi Hoffmann deve deixar o cargo para disputar a reeleição, enquanto o núcleo do governo busca manter o controle das pastas com nomes ligados ao mesmo grupo político como Zé Dirceu, para atuar diretamente na campanha presidencial.
A DIREÇÃO