Reitero, por coerência, que há mais de trinta anos me manifesto, nos diferentes espaços que ocupo na imprensa falada, escrita e televisada, que o Paraná deve oferecer ao Brasil um nome de paranaense candidato efetivo a Presidente da República.
Destaco por oportuno que não considero as candidaturas de Afonso Camargo e Álvaro Dias como efetivamente competitivas e representativas do muito que o estado do Paraná tem a oferecer à história e à construção do Brasil. Enfatizo que de forma alguma, este comentário tem qualquer sentido negativo aos dois políticos citados, que prestaram a seu tempo grande serviço ao Paraná e ao Brasil.
Estabelecido isto, deixo claro que meu anseio é por uma candidatura efetivamente competitiva e, portanto, viável, sob o ponto de vista eleitoral. E entendo candidatura viável aquela que além de oferecer um bom nome, traga em seu bojo apoio financeiro e sobretudo suporte político-partidário que dê sustentação a ela, portanto, a referida viabilidade.
Tenho acompanhado os manifestos do Presidente do PSD, o ilustre senhor Kassab, que efetivamente joga no tabuleiro político com indiscutível eficiência; e destas manifestações destaco que ele procura “varrer” para dentro e não raras vezes o faz manifestando simpatia por outros possíveis candidatos, como fez na semana em relação a Leite do Rio Grande do Sul. Isto é perfeitamente explicável considerando a construção de apoios. Leite certamente será candidato ao Senado.
Entendo que existam dúvidas em relação ao pragmatismo de Kassab, que ainda nesta semana participou de negociação com Lulle. Devo destacar que isto decorre da vida política, e que Kassab, político hábil que é, representa e bem.
Nada obstante, os movimentos do mundo financeiro que habita a Avenida Paulista são claros, e os sinais já foram enviados de forma pragmática ao Governador do Paraná – o que garante que apoio financeiro à campanha não faltará. Ora, então, o que falta?
Nesta altura, não falta mais nada, porquanto o entusiasmo do Governador do Paraná é claro: imagino que ele já esteja, inclusive, montando sua equipe de campanha, que certamente será composta pelos seus homens de confiança, que já o levaram ao sucesso repetido aqui no Paraná, e que certamente será acrescentada de outros nomes importantes com trânsito em campanhas nacionais.
Do time regional, é muito claro que o Governador não abrirá mão de Ortigara, Bekin e Ortega, que compõem um time vencedor ao qual acrescentar-se-ão outros paranaenses de destaque. Sempre bom lembrar o ditado popular “time que está ganhando não se mexe”. A experiência me leva a afirmar que o restante acontecerá pelo natural processo de decantação.
Nesta etapa, contudo, é preciso destacar componentes importantes e relevantes na construção desta candidatura sob o ponto de vista nacional. Ainda da equipe vale lembrar de Jorge Gerés, que pessoalmente considero um gênio, e aliás, já comprovou minha visão nas vitórias anteriores do senhor Governador.
Não posso deixar de relevar o nome do ilustre Secretário de Comunicação Cleber Mata, que tem conduta irrepreensível e enorme capilaridade na imprensa nacional. Tenho a ousadia de escalar tal time porque eles têm a avalizá-los as vitórias obtidas e a confiança histórica do Governador.
Passo agora à análise que justifica a minha expectativa positiva em relação a Ratinho Jr.
COMPARAÇÃO
Quando um homem público tem a liberdade de frequentar qualquer ambiente e transitar sem medo e com alegria, entendo que ele já tem o aval da própria população.
É fato irretorquível que o Governador anda pela terra de todas as gentes, e aonde vai é recebido e alvo do carinho da população. Relevante lembrar que isso acontece no oitavo ano de seu governo, sendo o corolário de sua já longa vida pública, apesar de sua pouca idade; e tal aceitação deve-se ao fato de que o Paraná hoje é um invejado canteiro de obras nesse Brasil.
Terça-feira (19), assisti a um desafio publicizado por Lulle, o Mendaz, e este senhor fez um desafio no sentido de que quer comparar obras e trabalho com quem ousar disputar a Presidência da República com ele.
Ora, se se estabelecer efetivamente, com proporções devidamente respeitadas, a goleada do governo Ratinho no governo Lulle me faz lembrar o inesquecível e imperdoável 7×1 da Alemanha em pleno Mineirão.
Na verdade, seja na educação, seja na segurança pública, na saúde, nas obras de infraestrutura, e mesmo no equilíbrio das finanças, não há a menor possibilidade de se estabelecer cotejo. Além de esses argumentos expendidos, valho-me do espaço para lembrar que Ratinho Jr. efetivamente é um democrata, porque mantém uma postura que obtém apoios mercê da argumentação, convencimento, obtendo convergência daquilo que é a essência do exercício da já referida democracia. Se, por outro lado, o leitor me obtempera afirmando que o governo de Ratinho Jr não é a sinonímia da perfeição, devo dizer – ou devo escrever – que concordo, porque tratamos aqui da relação institucional do interesse do cidadão, e do exercício do poder representativo.
Por certo, o governo do Paraná não é perfeito, e neste período e no futuro breve, críticas como é comum neste tempo político, aparecerão, o que é previsível, e decorrente daquilo que já lembrei como sendo a democracia. Evidentemente, também aparecerão críticas pessoais ao Governador, o que também entendo ser próprio do que se chama “exposição pública e política”. Estou aqui defendendo a candidatura viável e com possibilidades de ser candidatura vencedora – não defendo a santificação de um homem público, e muito menos de seu governo.
Minha experiência, que é longa, me dá suporte a, como cidadão, afirmar se Ratinho Jr. for candidato a Presidente da República, meu voto será dele.

A DESCONSTRUÇÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
De há muito constatamos que a Suprema Corte deste país vem sendo desconstruída exatamente em razão de como ela é legalmente construída. Assim, a constituição do Egrégio por mera indicação política proporcionou ao longo dos últimos vinte anos que a Corte – que deveria ser a representação maior da dignidade da Justiça brasileira – tivesse se transformado em mero conciábulo de apaniguados políticos.
A ligação política e ideológica dos Ministros tem proporcionado ao longo do tempo a desconstrução moral da Corte e a falta de compromisso com a aplicação do melhor Direito. Inobstante alguns, como no caso de Gilmar, tenham reconhecido conhecimento jurídico, o que tem sido alvo de destaque, é o envolvimento político de um e todos – e, mais do que isso, a subserviência a interesses políticos e/ou econômicos.
Ainda que breve, esta análise desde logo, deixa patente que o sistema de suporte à democracia tem fratura gravíssima em nossa Pátria. Tenho para mim que a partir de 2002, a fragilidade da democracia no Brasil encontrava certo suporte justamente no Judiciário, mas com a atual formação, o suporte e alicerce em questão foi erodido pela evidenciada falta de compromisso com os arts. 102 e seguintes da Constituição pátria.
O escândalo de proporções incalculáveis causado pelos senhores Alexandre de Morais e José Toffoli, o Tony Toffoli, deixa patenteado ao país que não é mais possível compactuar com o presente estado de coisas. Por mais que o Presidente do Senado, Malcolumbre, tente cumprir os acordos desprezíveis que caracterizam sua administração, não é mais possível que o país permaneça inerte ao atual estado de decomposição moral da democracia – ou o que se chama de democracia nesta pátria.
Impeachment já!
QUADRO NACIONAL
Fiz uma previsão em relação a uma candidatura da modernidade, e logo depois encaixei o comentário sobre a desconstrução da Justiça no território nacional e, isto não foi por acaso, posto que a candidatura na qual eu apostei só é efetivamente plausível se o processo eleitoral de 2026 não contiver a parcialidade e os erros incontestáveis do evento de 2022.
O que quero deixar patente é que só acredito no processo eleitoral se houver uma imediata depuração na Justiça brasileira. Os resultados pífios e desprezíveis da administração Lulle corresponderiam, evidentemente, em qualquer quadro sério a uma acachapante derrota em 26; o que não pode ser objeto de certeza, exatamente em função dos desvios de conduta e finalidade tão próprios da Suprema Corte nesta etapa da vida nacional.
O perigo é claro, e está nessa simbiose zoo-zoótica que está incrustada no comando nacional, com Lulle e o Supremo devorando a democracia e a dignidade de nossa pátria.
Não tenho dúvida que o Senado poderia representar em face do que lhe outorga a legislação, a salvaguarda do interesse de nosso povo. Contudo, ao passar os olhos pelas informações que o passado me traz, lembro que foi no Senado que Júlio Cesar proferiu a imortalizada frase “até tu, Brutus, meu filho? ”. Me perdoe portanto, o leitor, se não consigo depositar toda a minha esperança no Senado; porque o símbolo do poder é ninguém mais, ninguém menos, do que Malcolumbre. Vai daí que o que deveria ser esperança se transforma num sentimento de zero confiança.
O QUADRO REGIONAL
A efetiva novidade da semana fica por conta do palanque da esquerda, visto que em função de uma decisão pessoal de Lulle, a senhora Gleisi Hoffman assume a condição de candidata ao Senado da República, congregando todas as matizes progressistas do Paraná.
No meu modesto sentir, engana-se quem pensa que Gleisi Helena vem para o play para brincar. Não vem. É persistente, focada e disciplinada. Os números obtidos pelas forças progressistas no Paraná indicam números sempre próximos entre 25 e 30%, como aliás aconteceu na eleição municipal em Curitiba, por exemplo, em 24.
A verdade é que o palanque progressista terá consistência, com Gleisi no Senado; Requião Filho – que aliás, ocupa a segunda posição na intenção de voto para o Governo em todas as pesquisas; Lulle para a presidência; e um caminhão de recursos, sejam eles partidários do Governo Federal, ou da Itaipu Binacional.
Quem, de alguma maneira, já conviveu ou competiu com Gleisi, respeita-a como adversária em pleito eleitoral; e quem pensa ou julga diferente, ou pouco sabe, ou não sabe nada…
ORAÇÃO DE OGIER BUCHI: O que me dá mais decepção: os políticos mentirosos, ou a SAF do Coritiba?