Sem pandemia, sem guerra e sem recessão global, o governo Lula caminha para entregar o mandato em 2026 com a dívida pública bruta próxima ao patamar crítico de 2020, quando o país enfrentava o colapso econômico provocado pela Covid-19. A diferença é ainda mais grave: agora o rombo é fruto exclusivo de decisões políticas.
Ao final de 2025, a dívida pública atingiu o recorde histórico de R$ 8,5 trilhões, evidenciando o fracasso da política fiscal adotada pelo Palácio do Planalto. O discurso de “responsabilidade com justiça social” não resistiu à realidade dos números. O novo arcabouço fiscal, vendido como solução, rapidamente perdeu credibilidade e se revelou incapaz de conter o avanço descontrolado dos gastos.
Alertas não faltaram. Órgãos técnicos do próprio Estado, como a Instituição Fiscal Independente (IFI) e o Ipea, apontam que o Brasil entrou em uma trajetória de desequilíbrio fiscal estrutural, marcada por déficits primários contínuos e crescimento acelerado da dívida. O país gasta mais do que arrecada antes mesmo de pagar juros — um sinal clássico de irresponsabilidade fiscal.
Para sustentar esse modelo, o governo recorreu ao aumento da carga tributária, que já alcança níveis recordes, penalizando empresas, trabalhadores e a classe média. Ainda assim, não há espaço para investimentos, enquanto despesas obrigatórias seguem fora de controle.
O resultado é um círculo vicioso: gasto elevado gera inflação, a inflação exige juros altos, e os juros altos ampliam ainda mais a dívida. O Banco Central segura a taxa básica para conter os efeitos do descontrole fiscal, enquanto o governo insiste em negar a gravidade do problema e vende a ilusão de que “está tudo sob controle”.
Não está!
A política econômica do governo Lula repete erros do passado: crescimento artificial, dependente de arrecadação inflada, sem reformas estruturais e sem freio real aos gastos. O país avança para 2030 carregando uma dívida que pode ultrapassar 117% do PIB, empurrando a conta para as próximas gerações.
O Brasil não vive um “país das maravilhas” como mostra a vênus platinada que recebeu R$ 462 milhões em verba de publicidade. Vive, isso sim, a reedição de um modelo esgotado, que troca responsabilidade por populismo fiscal — e cobra caro por isso.
A DIREÇÃO