PARANÁ PESQUISA: 86% dos curitibanos apoiam internação involuntária de pessoas em situação de rua na capital

GGRTRTR

Uma pesquisa inédita divulgada nesta terça-feira (27) pelo Instituto Paraná Pesquisas revela que a ampla maioria dos moradores de Curitiba apoia a política de internação involuntária de pessoas em situação de rua com transtornos mentais ou dependência química, adotada pela gestão do prefeito Eduardo Pimentel (PSD).

A medida está em vigor desde dezembro, por meio de uma portaria municipal, e prevê a internação apenas em casos extremos, mediante indicação de médico psiquiatra da rede municipal.

Apoio à internação involuntária

Ao serem questionados sobre a concordância com a internação involuntária, os entrevistados responderam:

  • 86% são favoráveis à internação involuntária
  • 14% se declararam contrários ou não souberam responder

A pesquisa também avaliou a percepção da população sobre os efeitos da medida no número de dependentes químicos em situação de rua:

  • 83,5% acreditam que a internação involuntária pode reduzir o número de dependentes químicos nas ruas
  • 16,5% não acreditam ou não souberam responder

Intervenção do poder público em casos de risco

Outro ponto abordado foi o papel do poder público na proteção da vida, mesmo sem o consentimento do paciente, quando há risco à própria pessoa ou a terceiros:

  • 89,4% concordam que o poder público deve intervir nessas situações
  • 10,6% discordam ou não opinaram

Conhecimento da população sobre a portaria municipal

O levantamento também apurou o nível de informação dos moradores sobre a decisão da Prefeitura de Curitiba:

  • 68,8% afirmaram que tinham conhecimento da nova portaria
  • 31,2% disseram desconhecer a medida

Critérios para internação involuntária

A pesquisa ocorre no contexto de uma portaria municipal aprovada em dezembro, que autoriza a Secretaria Municipal da Saúde a ordenar a internação involuntária de pessoas em situação de rua com sofrimento psíquico, decorrente ou não do uso abusivo de álcool e outras drogas.

Para que a internação seja realizada, é necessário:

  • Autorização do representante legal
  • Laudo médico que ateste transtorno psiquiátrico
  • Avaliação clínica indicando pelo menos um dos seguintes riscos:
    • Incapacidade grave de autocuidados
    • Risco de vida ou de prejuízos graves à saúde
    • Risco de agressão a si próprio(a) ou a terceiros
    • Risco de prejuízo moral ou patrimonial
    • Risco de agressão à ordem pública

Em situações de emergência médica, a norma dispensa a necessidade de aprovação familiar.

Dados da pesquisa

  • Instituto responsável: Paraná Pesquisas
  • Tema: Internação involuntária de dependentes químicos em situação de rua
  • Número de entrevistados: 802 pessoas
  • Período de coleta: 22 a 25 de janeiro
  • Margem de erro: 3,5 pontos percentuais
  • Nível de confiança: 95%

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