R$ 4,9 BILHÕES EM 2026! FUNDO ELEITORAL BILIONÁRIO PERPETUA O DOMÍNIO DO  PP-UNIÃO, PL E PT

FDSEETERT

O sistema político brasileiro segue refém de um círculo vicioso: os mesmos partidos concentram poder, recursos e influência — e continuam dominando as eleições graças ao dinheiro público. O fundo eleitoral de 2026, fixado em quase R$ 5 bilhões, escancara essa distorção.

Estudo da Fundação 1º de Maio mostra que a federação PP-União Brasil, além de PL e PT, ficará com quase metade (49,6%) de todo o Fundo Especial de Financiamento de Campanha. São as maiores bancadas, os maiores cofres e, não por acaso, as maiores chances de permanecer no comando do país. Trata-se de um sistema que se retroalimenta: quem já tem poder recebe mais dinheiro para continuar no poder.

O mais grave é que esse montante bilionário sai do bolso do contribuinte. É o povo quem paga as campanhas, mas não é o povo quem define as regras do jogo. Enquanto quase R$ 5 bilhões são destinados a marketing político, escolas seguem sem estrutura, hospitais sem recursos e a segurança pública à míngua.

A legislação eleitoral privilegia desempenho passado e tamanho das bancadas, o que sufoca a renovação e impede a competição real. Assim, a democracia vira um clube fechado, acessível apenas a quem já ocupa espaço no sistema.

Diante disso, não basta criticar os partidos. O eleitor também precisa assumir sua parte de responsabilidade. Enquanto continuar escolhendo os mesmos nomes e legendas, continuará financiando — com seus impostos — um modelo que prioriza campanhas em vez de políticas públicas.

O FUNDO ELEITORAL CRESCE. A QUALIDADE DA POLÍTICA, NÃO!

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