Sei e bem que, nesta etapa, não há que falar ainda em fumaça branca; mas há sim que comemorar o fato de que o PSD consegue construir uma pré-candidatura consistente e forte.
A habilidade inequívoca do chefe do partido, Kassab, sequer pode ser questionada, pois há apenas uma semana fechou um negócio bastante significativo com o Governo Lulle a favor de sua família, neste ato representada por um sobrinho, posto que Kassab, como se sabe, é solteiro.
Já nessa semana traz para o partido o experiente Governador Caiado – o que, por óbvio, tem um significado extraordinário nesta etapa.
Não existe um partido a nível nacional que tenha três nomes de Governadores à sua disposição para oferecer à população em 2026. Por coerência, seria até despiciente falar que me rejubilo pela possibilidade de o candidato em apreço ser o senhor Governador do Paraná. Entendo que a sua trajetória e, sobretudo, o governo que realiza em nosso estado, avalizem a sua candidatura – e, de fato, me parece inquestionável que esse aval não decorre de simpatia ou apreço, senão de um governo com alto equilíbrio fiscal e uma reconhecida reconstrução e construção de setores que garantem a infraestrutura do nosso Paraná.
Estabelecido, pois, que tenho preferência e esperança em Ratinho Júnior, analiso que evidentemente uma candidatura presidencial exige uma equipe competente, experiente e sobretudo resiliente. Em coluna recente, já escalei aqueles que por força da sua história estarão no time de primeiro tempo do candidato Ratinho Júnior. É óbvio que uma candidatura com essa envergadura será acrescida de componentes relevantes que se somarão aos que já citei, por indicação dos vários segmentos que importam em eleição majoritária presidencial.
Aqui, quero fazer um reparo em destaque: as eleições presidenciais bem-sucedidas sempre começam com uma equipe reduzida, que já citei a dita in pecturis. Todavia, essa equipe tem que ter sabedoria e desprendimento, porque, como bem diz de há muito o pai do Governador, “há que transpor o rio Atuba”.
Nesta lapidar e sábia frase, o resumo do que quero enfatizar: um enfrentamento da candidatura adversa, que vem coberta de experiência, extrema malandragem, e dinheiro à larga, que virá de inúmeros setores, a começar pelo que jorra das 14 comportas da Itaipu Binacional, que como se sabe, não presta contas a ninguém do que faz com o dinheiro por ela arrecadado.
É importante, desde logo, que se entenda na frase sobre o Rio Atuba, que um desafio desta relevância e envergadura demanda da equipe o sentimento de grandeza compatível: exigindo-se dela, portanto, que compreenda o objetivo e aceite, de forma propositiva e pragmática, aquilo que deverá ser adicionado na forma em que aqui abordei, com contribuições de outros estados e sobretudo daquilo que todos nós nos acostumamos a chamar de “Faria Lima”.
BANCO MASTER
Falando em Faria Lima, é impossível deixar de lembrar que efeitos do supracitado banco têm uma característica muito especial daquilo que um amigo histórico meu sempre chamou de “merdel” – que vem a ser uma mistura de fecaloma com água em abundância, que explode e atinge quem quer que, por infelicidade esteja no seu raio de ação.
Pois muito bem. Esse Mervorcaro, que é a mistura de um dos maiores papeleiros, cafajestes – aliás, de família, porque na qualificação incluo o pai e a irmã, ah!, sem esquecer o cunhado – tem o poder de atingir tudo e todos que, em algum momento, tiveram a infelicidade de estar no raio de ação deste marginal.

Descobri, ainda na quarta-feira (28), que o mesmo Lulle que pediu a renúncia do Tony Toffoli, que ainda está Ministro no Supremo, recebeu o meliante a portas fechadas por mais de uma hora.
Pois muito bem.
No momento, em mais uma tentativa sórdida de livrar-se de suas corresponsabilidades, Lulle, nesta semana, não hesita em oferecer a cabeça do velho companheiro petista, entendendo que com isso pode brecar a intenção da sociedade brasileira de ver, definitivamente, esclarecida a questão, e obviamente – se possível – ver punidos os responsáveis por mais esse crime odiento contra a economia popular.
Em realidade, parece que a sociedade deste país está entorpecida, e se sente incapaz de reagir, seja à ignomínia que possa ser proposta e praticada contra essa mesma sociedade.
Nunca é demais comparar a maldade do ser humano à ação do cramulhão; seja essa maldade praticada em crime contra o sistema bancário pelo patife Vorcaro; seja contra os aposentados praticado pelo patife Luppi e demais patifes; seja a maldade praticada contra os animais, no caso os simpaticíssimos Orelha em Santa Catarina, e Abacate em Toledo, no Oeste Paranaense – demonstrando desde logo que a impunidade é um convite para que o lado marginal do ser humano se manifeste, seja esse ser humano o Presidente da República, ou os impúberes de Santa Catarina, pois em ambos os exemplos, salta aos olhos o comportamento zombeteiro daqueles que se acham impunes, seja qual for a torpeza praticada.
E O SUPREMO, HEIN?
Então, Alexandre o Supremo decidiu que nada que desmoraliza e continua desmoralizando o seu horroroso exercício enquanto Ministro, deve ser levado a sério. E aí, continua com suas ridículas diatribes contra a ilegal prisão de Jair Bolsonaro, e nesta terça-feira resolveu brigar também com a Justiça do Trabalho.
Parece que a insana tertúlia do Xerife de Nottingham não tem e não terá fim enquanto o povo brasileiro não determinar que quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
O absolutamente inquestionável é que os mandatos espúrios de Morais e de Tony Toffoli já deveriam ter sido objeto do regular impedimento por inúmeras ofensas cometidas contra a legalidade, e sobretudo contra a função precípua de guardiães da Constituição, que eles obsequiosamente deveriam exercitar. Todavia, rebelaram-se os dois e em face da já abordada impunidade vigente no establishment nacional, entenderam que poderiam comandar o país a seu bel talante, o que fazem sem serem obstaculizados até o presente momento.
Tenho para mim que o grande desafio nacional é enfrentar o poder que se instalou no Judiciário de última instância. Nesta etapa, acho relevante contar que em face da localização de meu escritório, frequento os restaurantes que existem aqui no Centro Cívico (os simpáticos “quilinhos”). Ora, acho absolutamente importante destacar, inclusive por amor à verdade, que eles são frequentados habitualmente por juízes e desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná; e estejam eles sozinhos ou com companheiros, jamais os vi com qualquer tipo de segurança que não seja a sua honradez em servir à Justiça do Paraná.
Por outro lado, os juízes da Suprema Corte, mesmo quando aposentados como é o caso do quadril frouxo chamado Barrose, só se apresentam em público com vários seguranças. Primeiro, destaco o respeito que tenho pelo TJ-PR. Segundo, enfatizo minha tristeza pelo fato de que esta formação do Supremo conseguiu destruir a Corte, exigindo – como de fato exige – que os dez só se apresentem em público com forte esquema de segurança.
Estabeleci esta comparação para lembrar que na história do Supremo Tribunal Federal sempre bastou que um Supremo se identificasse como tal, o que, de per si já lhe trazia a reverência compatível com a nobreza e o tamanho da sua função pública.
As manifestações recentes de Luís Edson Fachin e de seus pares foram aniquiladas, enxovalhadas e destroçadas pela proposta da OAB – Seccional de São Paulo, que desde logo ofereceu um Código de Ética, que em seu bojo eliminava essa nefasta e espúria relação entre escritórios de advocacia e parentes, e dos Ministros; isto sem falar dos guardadores como aquele guardador paranaense que zela por Tony Toffoli, não só operacionalmente como em especial nas conhecidas carraspanas.
REGIONAIS
Tenho para mim que o quadro regional que ainda tem nebulosidade em relação às candidaturas avalizadas pelo Iguaçu, tendem nesta etapa a habitar o terreno da paciência; porquanto elas são – e serão – afetadas de forma absolutamente direta pela campanha presidencial do Governador. Portanto, cumpre analisar aquilo que já está posto e é verossímil.
E o que está posto é que Moro lidera com tranquilidade todas as pesquisas realizadas até então, e agora com destaque, a pesquisa já registrada no TSE na forma da lei. Entra pesquisa e sai pesquisa, e lá está o Moro no píncaro da intenção de voto do povo paranaense.
Há que destacar que toda essa liderança é construída de forma individual por Sérgio, que a rigor a seu lado só tem Mauro Moraes e Fábio Aguaia.
Quem também está prosa é Requião Filho, que da mesma forma, entra pesquisa e sai pesquisa, ocupa a segunda posição na intenção de voto do povo paranaense. Em relação à candidatura de esquerda, ou de oposição (como queiram), ela inquestionavelmente encorpou – e muito! – com a presença da senhora Gleisi Hoffmann, porquanto além de trazer liderança no segmento eleitoral, traz a acompanhando a não menos famosa “mala”. E que “mala”, hein, minha gente? Porque além de trazer o financiamento partidário, traz consigo verbas do Governo Lulle, e a não menos e comentada verba da Itaipu Binacional. Para quem não tem profundidade no assunto, ou imagina que esta presença não é relevante, devo lembrar que o Presidente da Itaipu Binacional, Ênio Verri, distribuiu dinheiro a fundo perdido a Prefeituras Municipais do Paraná em 24 e 25.
Sei que muita gente discorda do meu comentário, afirmando que na direita existirão vários bons nomes – e disto, aliás, eu não discordo. Todavia, acho relevante que se preste atenção nas candidaturas, tanto de Requião Filho quanto da senhora Gleisi, porque comporão o palanque do atual Presidente da República.
Quem viver, verá!
OS VICES
Quando se fala, como se tanto fala hoje, em eleição, acho relevante questionar quem poderão ser os vices das diferentes candidaturas até então já discutidas publicamente; e, quando faço referência aos vices, acho pertinente lembrar, por exemplo, que tanto Ratinho Júnior quanto Eduardo Pimentel têm muito a comemorar em relação às suas escolhas, porquanto tanto um quanto outro, quando se dispõem a falar, ou agir, fazem-no de forma propositiva e construtiva – o que me fez fazer o comentário em apreço, posto que estamos em tempo de escolhas, tanto dos candidatos do Paraná, como do candidato a Presidente, Ratinho Jr.
COMEÇOU O CAMPEONATO NACIONAL
E a SAF Coritiba? Começou sendo roubada vergonhosamente, e computando mais uma derrota no Alto (que já foi) de Todas as Glórias.
ORAÇÃO DE OGIER BUCHI:
Senhor, não tem como cair um raio lá naquele Supremo Tribunal Federal? Nem que seja pra dar um sustão nos capa preta?