APROVEITADORES DO PROTESTO:    MUITO STORY, VÁRIAS SELFIES E POUCA ESTRADA

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A recente caminhada liderada pelo deputado Nikolas Ferreira, de Minas Gerais até Brasília e encerrada no último domingo de janeiro (25), revelou não só o engajamento de apoiadores genuínos, mas também um espetáculo constrangedor de oportunismo político. Enquanto alguns enfrentaram quilômetros de estrada, sol e desgaste real, outros viram no protesto apenas uma oportunidade de autopromoção nas redes sociais.

Não faltaram políticos que surgiram apenas nos metros finais, forjaram participação simbólica e disputaram selfies ao lado de Nikolas, como se estivessem presentes desde o início. Camisetas novas, com logos de partido e sem qualquer sinal de suor ou poeira, expuseram a encenação: stories bem produzidos substituíram a caminhada de verdade.

No Paraná, o roteiro foi ainda mais caricatural. Houve quem caminhasse cerca de 300 metros no sábado (24), abandonasse o percurso e seguisse para Brasília em total conforto, hospedando-se em hotéis cinco estrelas e jantando em restaurantes badalados, como Coco Bambu e Mangai, para reaparecer no domingo (25) como “companheiro de jornada”. Alguns chegaram ao ponto de postar fotos com tênis antigos, fingindo terem sido usados na marcha.

O ápice do ridículo envolveu assessor de pré-candidata ao Senado, já conhecido pelo oportunismo, que simulou caminhada ao lado de carro de apoio, alegando mais de 20 horas de percurso, enquanto a camiseta ainda ostentava etiqueta de nova e sem nenhuma marca de suor.

Os episódios escancaram uma política transformada em palco, onde marketing vale mais que verdade e o eleitor vira figurante. Ainda assim, é justo registrar: alguns deputados da direita paranaense acompanharam a caminhada a partir do terceiro dia e estiveram, de fato, ao lado de Nikolas.
O CONTRASTE ENTRE QUEM FEZ E QUEM APENAS FINGIU NUNCA FOI TÃO EVIDENTE!

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