ITAIPU BINACIONAL E O RACHA SILENCIOSO NO PT

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Na política, nada é exatamente o que parece.                                                                                                                                                                                             O aperto de mão quase sempre esconde um punhal, e a lealdade costuma durar só até a próxima conveniência. Ainda assim, há casos que extrapolam até os padrões elásticos do jogo político brasileiro.

É nesse ponto que entra o diretor-geral da Itaipu Binacional, Ênio Verri. Nomeado sob o compromisso de alinhamento com o projeto nacional do PT, Verri prometeu deixar o cargo para disputar as eleições de 2026, em acordo com Lula, Gleisi Hoffmann e a direção partidária.                                       O discurso era coletivo. A prática, não.

Verri desistiu de disputar a eleição e juntamente com parceiros bem comissionados na usina passaram a se preocupar em suspeito um projeto familiar, que é colocar Mario Verri na Assembleia Legislativa em 2027, nem que para isso a caixa de ferramentas da Itaipu tenha que ser aberta e utilizada da melhor forma que é a distribuição de verba sem controle e a possibilidade de uns carguinhos com altos caraminguás, conforme noticiou esta semana o jornal de Foz de Iguaçu, Tribuna Popular.

Nos bastidores, a Itaipu passou a operar como instrumento eleitoral privado, com indicações e favores sendo usados para montar uma base política com um único objetivo: viabilizar a candidatura do irmão, Mario Verri, a deputado estadual.                                                                                     Suspeita-se que o projeto partidário virou figurante; o projeto familiar, protagonista.

Nos bastidores os relatos dão conta de que a orientação era direta: o candidato não era Lula, nem Gleisi, mas Mario Verri.                                                        Aliados foram estimulados, inclusive, a fazer dobradinhas fora da Federação Brasil da Esperança, desmontando na prática a estratégia do PT no Paraná. O resultado poderá gerar um fracasso político anunciado para Lula e Gleisi, e uma ferida aberta no PT estadual, atingindo também o presidente da sigla no Paraná, Arilson Chiorato. Mais do que um desvio de conduta, o episódio escancara a transformação da traição em método e do oportunismo em projeto de poder.

A conversa de trabalhar por Requiãozinho na parceria PDT/PT não é prioridade, pois todos sabem que o filho do boquirroto será mais um marionete como foi o pai em 2022, que foi abandonado pelo PT na campanha sem nenhuma estrutura e depois saiu atirando contra o governo petista.

NA POLÍTICA, O PROBLEMA NÃO É O PUNHAL. É QUANDO ELE VEM DA PRÓPRIA TRINCHEIRA!

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