A comparação que explode nas redes sociais não surgiu por acaso. Cada vez mais, o ministro Alexandre de Moraes vem sendo associado à imagem de Lex Luthor, o arquirrival do Superman que, em 2025, completou 85 anos de existência nos quadrinhos. A semelhança física pode ter sido o estopim, mas o paralelo ganhou força pelo simbolismo: a figura do antagonista implacável, movido por obsessão e concentração de poder.
Lex Luthor sempre foi retratado como o vilão que acredita estar acima de todos, convencido de que sua cruzada pessoal justifica qualquer método. No cenário político brasileiro, críticos de Moraes enxergam postura semelhante na perseguição sistemática ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Bolsonaro pode não ser “super-homem”, mas foi eleito por milhões de brasileiros e mantém forte respaldo popular — fato que alimenta ainda mais o embate.
A expressão “ditador da toga” se espalhou justamente pela percepção de decisões duras, centralização de investigações e medidas que, segundo críticos, extrapolam os limites tradicionais do Judiciário. O paralelo se intensifica quando surgem questionamentos envolvendo cifras milionárias em honorários ligados ao nome de sua esposa Viviane Barci e o Banco Master em mais de R$ 129 milhões de reais. O episódio reforçou a narrativa de que o ministro se coloca acima de qualquer suspeita, blindado pela própria estrutura de poder que ajuda a comandar, num corporativismo vergonhoso dentro do STF.
NOS QUADRINHOS, LEX LUTHOR NÃO PRECISAVA DE SUPERPODERES, NO STF O “SUPERPODER” É A CANETA COM O TRABALHO SERVIÇAL AO GOVERNO PETISTA.