Os paranaenses deverão enfrentar no mínimo mais um ano de estradas sem a devida e correta manutenção no estado. Este foi um simples retrato da entrevista que o Ministro dos Transportes Renan Filho, a RPC nesta semana, ao dizer que as novas cobranças dos pedágios no Paraná só acontecerão após as novas concessionárias deixarem as rodovias em um “nível aceitável pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)”.
O raciocínio é lógico, o tempo será longo, pois teremos os leilões no dia 25 de agosto e o outro em setembro, na sequência a formalização de contratos com as devidas liberações para que a empresa vencedora possa dar início aos trabalhos e fazer a recuperação das rodovias.
Pela previsão dele isto será feito nos dois primeiros anos de concessão, se os editais forem publicados nesta sexta-feira (12), se tudo ocorrer nos conformes. Neste cronograma do ministro ele acredita ainda que as empresas vencedoras dos leilões deverão assumir as rodovias do lote 1 e 2 entre dezembro e janeiro. Ou seja, até dezembro teremos sete meses sem a necessária manutenção.
A população sabe que os novos contratos de pedágio no Paraná durarão 30 anos, mas este serviço de recuperação tem que ser feito de forma emergencial, o sistema deve diminuir a burocracia, pois tudo já tem os devidos responsáveis, por que não adiantar os leilões?
O setor produtivo e o nosso litoral agüentaram mais uma temporada de safra e de veraneio como foi essa última de sofrimento e, que se prolonga desde o mês de outubro até os dias de hoje?
A única coisa que ainda favorece mesmo com essa programação é que o primeiro lote cobre 473 km de rodovias estaduais e federais, com os piores trechos da BR-277, entre Curitiba e Prudentópolis e também as BRs 373, 376, 476 e, as estaduais PRs 418, 423 e 427. Os outros lotes ainda não têm datas definidas.
Olhando pelo retrovisor observamos o atraso provocado pela politização destes lotes pela bancada da oposição da Assembleia Legislativa, toda essa discussão custou mais quatro meses de atraso de todo este trâmite entre o governo federal e estadual, para que Lula concordasse com o governador Ratinho Jr., que o modelo dele poderá servir ainda para todo o país.
A burocracia em nosso país sempre foi um dos grande problemas para execução de obras, e agora não será diferente e os paranaenses mais uma vez terão que encarar filas e transtornos, pois tudo caminha para termos mais uma temporada de atrasos e percalços.
Tomara que queimemos a língua e essa previsão não ocorra…mas que neste caso valeu o ditado “se dá para complicar porque facilitar”, com certeza valeu!