A cada semana uma notícia sobre a caminhada de Sergio Moro pelo Brasil e as possíveis mudanças de rumo dentro do PODEMOS. A revista VEJA cita que a retirada da candidatura do deputado estadual Arthur do Val (Podemos), conhecido como “Mamãe Falei”, ao governo de São Paulo após a divulgação de áudios sexistas e desrespeitoso às mulheres ucranianas é só a mais recente baixa na já combalida lista de palanques estaduais do ex-juiz Sergio Moro, que busca a Presidência da República pelo Podemos. Agora Moro está sem um candidato a governador no maior colégio eleitoral do país. Arthur Do Val desistiu da candidatura após a repercussão de áudios em que afirma, entre outras impropriedades, que as mulheres ucranianas “são fáceis porque são pobres”.
Após a divulgação das gravações, Moro reprovou as declarações e disse que não dividiria palanque com o deputado. Na mesma reportagem consta a análise das dificuldades que o ex-juiz vem enfrentando dentro de seu próprio partido para fazer decolar suas candidatura, que, desde que foi lançada, não ultrapassou a barreira dos dois dígitos das intenções de voto. Moro é considerado um empecilho para a formação de chapas nos estados e uma má companhia na campanha de quem espera atrair votos de eleitores que preferem Lula ou Bolsonaro Os problemas de Moro começam em seu reduto eleitoral.
PRESSÃO DO PP NO ESTADO
Na sequência das matérias as observações feitas quanto ao Paraná, onde o ex-juiz comandou a Operação Lava Jato, o Podemos perdeu o presidente Cesar Silvestri Filho para o PSDB, que concorrerá ao governo estadual, garantindo assim um palanque para João Doria (PSDB). Embora integre a base de apoio do governador Ratinho Junior (PSD), o Podemos viu crescer a pressão do PP no estado, comandado por Ricardo Barros, líder de Bolsonaro na Câmara, em busca de uma aliança que garanta o apoio do governador ao presidente — que não admite a hipótese de dividir o palanque com o ex-juiz, de quem se tornou desafeto.
MUDANÇA PARA O SENADO EM SÃO PAULO
Cada vez começa a tomar corpo à ideia de que Moro poderá desistir de ser candidato a Presidência e se dedicar ao senado pelo estado de São Paulo, onde teria uma eleição garantida segundo os analistas políticos paulistas. No Paraná certamente ele não irá disputar a vaga com Álvaro Dias.