De tanto assistir ao triunfo das nulidades, o Águia de Haia Rui Barbosa manifestou seu enfado em relação ao sucesso recorrente desta gente ignara. Quero crer que não será exagero afirmar que este é o momento histórico em que mais nos deparamos com as nulidades, sejam elas intelectuais ou morais. Em verdade, na esfera política, todos os dias somos açoitados com notícias de iniquidades dos corruptos, como por exemplo a notícia em que o Presidente dos Progressistas está envolvido até o talo, seja porquanto suas contas pessoais são pagas por deputados, seja pela sua relação com o Banco Master.
O fato é que um partido relevante como sói ser o Progressistas se vê sob a luz dos que ainda acreditam em moralidade. Até outro dia, citado como um possível partícipe de chapas para a Presidência da República, torna-se, face à visibilidade de sua conduta, quando no mínimo parceiro da REAG – a lavadora de dinheiro do PCC.
Como o escândalo do papeleiro playboy Marcos e suas Vorcaretes está apenas na fase superficial, há que imaginar que outras biografias serão conspurcadas como foi a do presidente do Progressistas. O fato inquestionável é que a oportunidade para o País aí está: e ela ocorrerá em outubro, momento em que o povo brasileiro poderá aposentar uma imensa maioria de indivíduos que ajudaram a construir o que eu chamo de “destempo democrático”.
De fato, qualquer utopia em relação a um real Estado Democrático foi fulminada exatamente por esse status quo que é convergente, porquanto excetuando honrosíssimas exceções, o quadro político nacional, recorrente aliás, é composto por homens e mulheres que só fizeram enriquecer a si e a seus parentes, e convalidaram um processo de empobrecimento da população, tanto sob o ponto de vista cultural, quanto sob o ponto de vista econômico.
Portanto, outubro deve servir para que as nulidades sejam enxovalhadas, e para que, novas propostas sejam convalidadas. Esclareço aqui que não se trata tão somente de oxigenar o tecido político com gente de baixa faixa etária, jovens, que aliás, por óbvio são muito bem-vindos, mas se trata de aposentar aqueles que fazem parte desse tecido cancerígeno que corrói o Brasil, tendo como origem do tumor o epicentro de Brasília. A realidade é que esta propalada democracia – palavra aviltada na boca dos políticos, em especial os de esquerda – sofre um processo de desgaste plúrimo.
Não há poder, seja o Executivo, o Judiciário ou o Legislativo, que não esteja hoje acometido do câncer terminal representado pela corrupção, complacência e podridão dos costumes. Sei que a utopia foi desmoralizada e desconstruída, mas também sei que a chance da reconstrução nacional passa pelo que sobra de bom no processo democrático, a saber: a eleição! Portanto, eu me lembro de um indefectível candidato de alguns anos atrás, aqui no Paraná, cujo bordão era “chega dos mesmos, coração de pedra”.
O LULLINHA ESPOJADO NA CORRUPÇÃO
Envolvido com a loira Roberta, Lullinha é investigado em toda a sua conduta, e no momento a grande dúvida é saber se a moça que emitiu passagens para o mesmo teria desviado dinheiro das velhinhas para pagar a viagem do filho do Ébrio.
A grande verdade é que no momento, eu imagino que Lulle deve estar arrependido daquele momento em que, com a mente enevoada pelos eflúvios alcóolicos queria que investigassem o ex-catador de “tisca” do zoológico. Imagino que o velho caudilho deve arrepender-se até o talo de ter visto o moço sair do serviço na jaula do zoológico para a sociedade espúria com o grupo internacional de comunicação – fato inquestionável é que os grandes líderes (ou pseudolíderes, como no caso de Lulle) são desconstruídos normalmente por ações próprias ou dos seus mais próximos, no caso, familiares, como também ocorre na relação do Ministro Alexandre com o escritório Barci de Moraes.
QUE TAL O MENTIROSO, HEIN?

“Quem não pode mais cozinhar por causa do preço do gás, quem não pode sair de carro pelo preço da gasolina, ou o caminhoneiro que sofre com o preço do diesel, essas pessoas precisam entender essa luta é deles. E a responsabilidade é do presidente, que joga a culpa nos outros. ” (https://x.com/LulaOficial/status/1508829516789125125)
A afirmação supra epigrafada fez parte do contexto de mendacidades que o babão verberou no período eleitoral anterior. A minha avó materna chamava-se Adelina, e era comum os netos ouvirem da provecta senhora: “cala a boca, piá! Não diga bobagem! A língua é o chicote da bunda! ”. Convenhamos, como era sábia a minha avó…
Ah! E antes que eu me esqueça: Lulle, não me faz te pegar MAIS nojo, como diria o humorista gaúcho Magro do Bonfa!
UM FATO NOVO
Já escrevi mais de vez nesse espaço, que em política vaca voa, e nesta quarta-feira, ocorreu o episódio das cientificamente nominadas “Bos Taurus”, lançarem ao ventilador com grande intensidade e indefectível e inatacável dignidade, a novidade: apertaram as mãos Moro, Bolsonaro e Waldemar da Costa Neto.
Ora, abstraindo o fato de que isto representou uma renúncia de sentimentos pessoais em favor de um objetivo político, há que, como tal, analisar o movimento. Todas as recentes pesquisas já indicavam Sérgio Moro como favoritíssimo para o pleito de 26, ainda que houvesse aqui a possibilidade de diáspora com o grupo bolsonarista que já nas eleições de 18 e 22 mostrou, sua força representada por extraordinária votação.
Ora, a filiação de Moro ao PL solidifica sua campanha e traz consistência para a perspectiva de resultado positivo. Muita gente se pergunta como reagirão os caciques regionais em relação à decisão de Flávio Bolsonaro. A resposta é direta e simples: vão reagir na exata medida da reação do seu líder, o Presidente Waldemar. Vão engolir o batráquio e deglutir da forma que lhes traga mais vantagens pessoais e eleitorais.
Não podemos nos esquecer que estamos a analisar agentes políticos, e que nestes, o estômago sempre foi e sempre será de avestruz.
NARIZ TORCIDO
Para aqueles que ousam torcer o nariz para este arranjo partidário acima descrito, é pertinente lembrar a frase de Alckmin, que disse “Lula voltará ao local do crime” e, sem pejo ou embargo, tratou de associar-se ao grupo de assalto, e está lá refestelado na condição de vice no local que chamou de “local do crime”.
Drault Ernanny escreveu uma obra literária fantástica, chamada “Meninos, Eu Vi”, que trata do cenário político nacional das décadas de 50 e 60, e que descreve com perfeição a política brasileira, de sua capacidade e mimetismo e adaptação.
REGIONAIS:
PESQUISA PARANAENSE DA IRG:
O IRG Pesquisas divulgou nesta quinta-feira (19) pesquisas de intenções de voto para Governador do Paraná. Em cenário espontâneo, a maioria dos entrevistados não sabe em quem vai votar:
Sergio Moro (União): 7,4%
Ratinho Junior (PSD): 6,7%
Requião Filho (PDT): 4,7%
Alexandre Curi (PSD): 1,9%
Guto Silva (PSD): 1,8%
Rafael Greca (PSD): 1,7%
Paulo Martins (Novo): 0,3%
Deltan Dallagnol (Novo): 0,2%
Álvaro Dias (MDB): 0,1%
Beto Preto (PSD): 0,1%
Beto Richa (PSDB): 0,1%
Cristina Graeml (União Brasil): 0,1%
Filipe Barros (PL): 0,1%
Gleisi Hoffmann (PT): 0,1%
Luiz França (Missão): 0,1%
Marcelo Belinati (PP): 0,1%
Osmar Dias (sem partido): 0,1%
Renato Freitas (PT): 0,1%
Nenhum/branco/nulo: 4,5%
Não sabe/não respondeu: 69,8% ……. Ora, como se infere do simples exame da intenção de voto espontâneo, está por demais claro que chova ou faça sol, o eleitor paranaense tem apreço evidenciado pelo trabalho que Sérgio Moro, enquanto juiz, desempenhou a favor do país. Não creio que esta aceitabilidade decorra de sua atuação no universo político, porquanto o Senado de forma alguma catapulta quem quer que seja a este nível de popularidade.
Todavia, é indiscutível a liderança repetida por Sérgio em todos os cenários – liderança esta que não só se consolida, como fica mais destacada com a sua adesão à candidatura de Flávio Bolsonaro. Neste diapasão, a dúvida remanescente é se Moro leva em primeiro turno e/ou se ocorrerá segundo turno, e neste caso, com quem ele contenderá.
É extremamente necessário, contudo, analisar que nesta etapa 73% dos paranaenses ainda não têm interesse em relação à eleição de outubro. Esse número elevado de indivíduos certamente pertence ao grupo que rejeita a polarização entre Lulle e Bolsonaro, e as consequências da dita polarização.
Nesta ótica, é fundamental lembrar que pode existir espaço para quem não pertença a este polo. Lembro que até ontem, Moro não estava na leitura polarizada, mas agora retorna ao seio bolsonarista.
Há quem imagine, portanto, que uma candidatura ungida pelo líder das pesquisas no Paraná, o governador, possa realmente enfrentar os números de Sérgio Moro.
Na pesquisa já citada, nenhum dos candidatos que podem estar no espectro do Governador tem mais do que 16%, mas contrapondo os números, há sempre o adágio popular “ainda é cedo, amor”.
Imagino que o tempo que me separa da próxima coluna me separe também da leitura do quadro efetivamente inicial do pleito de 2026. Me reservo o direito de aguardar que o pó sedimente, porquanto a indústria da boataria atinge níveis realmente muito interessantes, porquanto ouço até falar na possibilidade da candidatura do vice-prefeito de Curitiba a Deputado Estadual, o que, convenhamos, seria uma decisão bastante surpreendente. Como ela é efetivamente muito surpreendente, decidi não incomodar o citado Vice-Prefeito, fazendo questionamento pessoal a ele.
Em tempo
Rafael Greca de Macedo volta ao MDB e os números que vem obtendo nas diferentes pesquisas garantem que sua participação no pleito que se avizinha terá, sim, uma importância que analisarei com profundidade na próxima coluna.
ORAÇÃO DE OGIER BUCHI: Senhor, a turma do Alto de Todas as Glórias é forte na reza! Será que vai funcionar na casa do Mário, no domingo? Amém.