ASSEMBLEIA DEVE DEFENDER RESPEITO A SOLICITAÇÃO QUE ENVOLVE UMA CPI

a lei e para todos

Justa razão para manifestar a revolta quanto a demora da Justiça até para responder uma solicitação de informações sobre o Banestado. O deputado Nei Beraldim, que presidiu a CPI do Banestado na Assembleia Legislativa do Paraná, tem a mesma razão que o Ministro da Justiça, Sergio Moro, que recentemente reclamou da demora para se fazer justiça para condenados que, valendo-se de tantos recursos, prorrogam suas condenações e sentenças até que seus crimes acabem sendo prescritos. Por conta disso é que achamos ser mais do que justo a Assembleia Legislativa do Paraná, goste ou não do ex-deputado NeivoBeraldim, apoiá-lo nesta causa que é de todos nós, os paranaenses. Citamos Moro porque sua reclamação com a demora em condenações e sentenças tem tudo a ver com a presente situação na qual o próprio foi um dos envolvidos diretamente. A reclamação de Moro baseou-se justamente no escândalo Banestado, do qual é reclamante na atualidade o ex-deputado NeivoBeraldim, contestador daquele badalado filme de que “A Lei é para todos”.


As lembranças do passado de corrução envolvendo o Banestado e a maior lavagem de dinheiro que já se teve notícia, não pode simplesmente cair na “gaveta do esquecimento”. É por isso que temos nos ocupado semanalmente deste assunto porque desde dia 18 de fevereiro do corrente ano, quando fez uma solicitação de informações ao Ministério Público do Paraná, o ex-presidente desta CPI paranaense não mereceu o devido respeito com uma resposta que se torna urgente no momento em que o Brasil vem sendo passado a limpo.


Direito de todo cidadão não vem sendo respeitado pelo MP-PR, segundo documento em nossas mãos, através do qual o ex-deputado Neivo Beraldim quer saber uma série de situações que ajudou a criar com a dita CPI do Banestado. São 7 perguntas formuladas ao Ministerio Público do Paraná, para saber qual o destino dado ao relatório e documentos entregues sobre a CPI do Banestado; quantos inquéritos em que áreas e quais seus objetos foram abertos a partir dos documentos enviados pela citada CPI; quantas denuncias foram efetivamente realizadas pelo MPna área penal em relação a empresas e pessoas; quantas condenações criminais resultaram dessas denuncias aceitas pelo judiciário da esfera penal, citando em que estado se encontram estes processos e quais as instâncias, inclusive penas e ressarcimentos e multas; quantas ações cíveis e de reparação foram realizadas pelo Ministerio Público na esfera cível, informando os valores cobrados e os valores efetivamente pagos, ou a situação dos processos em andamento; quantas representações foram realizadas pelo MP para outros órgãos e esferas públicas, citando quais foram e os seus resultados; e quais foram os impactos do Relatório da CÌ do Banestado na apuração dos fatos, na punição de pessoas e empresas e no ressarcimento dos danos ao erário público. Como se trata de um ex-deputado, e da busca pelos resultados que uma CPI da Assembleia Legislativa do Paraná apurou, nada mais justo que o Ministerio Público responda com urgência tais indagações. E que na pior das hipóteses a Assembleia faça valer o respeito que tem como instituição que promoveu um trabalho as custas do erário público e não viu até agora os resultados práticos desta atuação. Voltaremos ao assunto.

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