ATÉ TU REGINALDO? PARÓQUIAS PERDEM DOADORES, MAS NOVAS COMUNIDADES SÃO RICAS

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Há muito pároco se queixando da caixa baixa de suas paróquias, situação que, ao contrário, fortalece as  chamadas “novas comunidades”. A Evangelizar teria grandes projetos arrecadatórios, como investimentos em bitcoins…

 ESTÁ MATÉRIA PUBLICADO PELO JORNALISTA AROLDO MURÁ NESTA SEMANA E DÁ UMA BELISCADA NO PADRE REGINALDO MANZOTTI ABORDANDO PRINCIPALMENTE A ARRECADAÇÃO DA IGREJA EVANGELIZAR , COM SEDE EM CURITIBA.

Amplo e bem fundamentado estudo foi apresentado na semana passada pelo jornal Folha de São Paulo, tratando da fidelidade dos crentes – católicos, evangélicos, espíritas – às suas greis. No geral, a conclusão
é de que os católicos investem pouco no culto romano no Brasil, enquanto os evangélicos – afora aqueles  denominados de desigrejados – são fieis ao dízimo ou meras ofertas às suas comunidades de fé. Esse pouco investimento, tem muitas explicações.O que ocorre, e o estudo talvez não tenha sido bem claro quanto a isso -,  é que, com o passar dos anos, e com a perda substantiva de fieis católicos, na Igreja de Roma as ofertas foram achando outras  formas de se acomodarem. 

E é verdade que a  simples entrega de uma oferta, durante a missa, foi sendo alcançada pela inflação, perdendo exponencialidade. Para o padre WJK, que pede anonimato, um expert em finanças no mundo católico brasileiro, o que teria ocorrido “é fácil de explicar”. Assim, com o surgimento das chamadas “novas comunidades” – de aliança e vida, assim denominadas-,  as doações cresceram muito em relação à mera entrega de ofertas (ou “esmolas”) nos templos. São muitas e fortes as novas comunidades que carreiam valores  “difíceis  de estimar”, diz o mesmo padre.

 CASO EVANGELIZAR   

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Na matéria publicada por Aroldo Murá, ele cita entre as instituições que foram tornando raquíticas as ofertas à Igreja, o caso da Evangelizar, do padre Manzotti, uma azeitada instituição arrecadadora, graças ao prestígio do sacerdote, e às habilidades de um sobrinho seu, “tesoureiro celeste”, como o apelidaram membros do grupo curitibano com alcance nacional. Andariam em R$20 milhões/mês as entradas de ofertas nos cofres de Manzotti, estima um ex-padre que o conheceu há anos, quando então era  um desconhecido, no Norte do Paraná.

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