Depois de intensa articulação, Rodrigo Maia tinha a certeza de venceria o Presidente Bolsonaro com suas manobras para se reeleger Presidente da Câmara, e depois quando tentou colocar em seu lugar um pau mandato capaz de seguir sua orientação no importante cargo.
Arrastou Davi Alcolumbre nesta empreitada e imaginou que também no Senado estaria com o domínio de uma situação que estenderia o seu tapete político para 2022.
Jair Bolsonaro puxou-lhe o tapete com muita competência, comendo pelas beiradas e mostrando que o governo segue firme em seus propósitos de acabar com a velha política onde determinadas lideranças se imaginam mais capazes que as outras.
E deu no que deu, uma derrota contundente para Maia na Câmara e Alcolumbre no Senado.
Rodrigo Maia foi o que mais sentiu a derrota, pois tinha certeza de que seus aliados não trairiam de última hora, imaginando todo poder para enfrentar a força política do PP e do governo.
Com o dobro de votos que seu adversário, Arthur Lyra obteve uma vitória consagradora, e que confirmou ter sido das mais importantes sua aliança com o governo, fato reconhecido pelo próprio Rodrigo Maia, que se rendeu a uma realidade que a oposição não viu e nunca imaginou que seria concretizada de forma tão contundente.
Com a vitória conquistada no Congresso Nacional, completada com a eleição de Rodrigo Pacheco, firmam-se ainda mais as forças políticas de Bolsonaro, que afasta, pelo menos de imediato, os riscos de um processo de impeachment que a oposição pretendia mover via Câmara e Senado, contra o Presidente da República.
A vitória de Rodrigo Pacheco confirmou também a força, por fora, do ex-presidente Michel Temer, que articulou o resultado favorável ao MDB, mesmo com algumas divisões internas.
Para Rodrigo Maia, o grande derrotado, só restou mesmo chorar.
Depois de quatro anos e alguns meses de mandato como Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia se imaginou um dos mais poderosos homens públicos do país, com capacidade de derrubar o Presidente da República, e caiu do cavalo.
Arrastou o DEM, e outros aliados para um abismo do qual tentarão se reerguer no futuro, de olho nas eleições presidenciais de 2022, mas com Maia a esta altura sem aquela imagem poderosa de política que arrogantemente havia montado durante os últimos tempos.