BRINCADEIRAS NA JUSTIÇA?…

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Desembargadores integrantes de Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná conversavam descontraídos antes da abertura que seria de uma Sessão de julgamento iniciada por vídeo conferência. Porém, os dignos Magistrados, sem saberem que a Sessão solene havia sido iniciada pelo sistema virtual com transmissão ao vivo pela internet, como, aliás, é muito natural, até, para amenizar a solenidade do ambiente em que iriam julgar os seus semelhantes acusados de crimes. Foram segundos de tranqüilidade noticiados pela imprensa nacional. Os insignes Desembargadores somente cessaram a conversa informal após terem sido alertados pelo Secretário ou o responsável pelo acesso.

Há alguns anos eu estava em audiência onde o Saudoso Juiz Federal Milton Luiz Pereira – que depois – foi Ministro no Superior Tribunal de Justiça), presidindo audiência de primeiro grau na Seção Judiciária de Curitiba, aconteceu um fato hilariante, perguntou-me: “por que Vossa Excelência está sem beca?”, momento em que determinou ao Escrivão que fosse a então Casa Roskamp e lhe comprasse o vestuário, ao que lhe respondi com muito respeito, “Estou sem a veste talar porque a mesma me foi furtada do carro -agora pouco -. Então, foi suspensa a audiência prosseguindo dias depois.

Agora a juventude passou a impor a simplicidade e a tecnologia e, assim, os Juízes passaram a ser observados e apontados quando pratiquem injustiças querendo ser justos, pois, esta última é a pior de todas, eis que na interpretação de PITIGRLLI na obra “A Necessidade de se Iludir” corre o risco de “pesar ovos de moscas em balança de teias de aranha

É possível que o episódio seja o produto de alguma razão oculta e a qual poderá ou deverá ser apurada pelo Comitê de Comunicação Social do Poder Judiciário do Paraná.

Deixo de publicar nomes em respeito a cada um dos Desembargadores que teriam foram vítimas da leviandade.

                 Ah sim…

 A par da minha condição de advogado exerço, também, o jornalismo e com esta nobre profissão atuei em grandes órgãos da imprensa e dirigir diários e hebdomadários. Aprendi com Davis Nasser que “os juízes às vezes julgam”… “e outras vezes são julgados”, pois, estão sujeitos a todas as contingências, as todas as seduções, as todas as fraquezas “que tornam os homens mais homens e os juízes menos juízes.

Li a manifestação do Desembargador Edison Macedo Pacheco e senti a sua dor por não poder responder com iguais pedras aos detratores da Magistratura é ter que baixar as suas armas para o terreno da serenidade, o que significa desagravo a toda classe!

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