Ao apresentar sua candidatura ao Governo do Paraná, Requião Filho (PDT), principalmente nos debates como o da RPC n a noite de terça-feira (29), ele tem citado os governos de seu pai, Roberto Requião, como referência administrativa e política. Com aquela ironia que é peculiar, está se defendendo das denúncias de corrupção de que foram coisas de 20 anos atrás, mas na verdade as coisas estouraram recentemente , principalmente contra o tio Eduardo Requião . A Operação Serendipitia realizada em 2024 revelou a prática de crimes de lavagem transnacional de dinheiro, evasão de divisas, corrupção ativa e passiva e de associação criminosa.
Todos estes crimes é fruto da gestão dos portos de Paranaguá e Antonina, comandada na época por Eduardo Requião, irmão do ex-governador Roberto Requião, que afirmava que o governo dele nunca houve corrupção e os crimes estavam embaixo do seu nariz e dentro de casa.
IMPACTO PR. vai relembrar alguns absurdos ocorridos na gestão do Boquirroto.
GESTÃO TEMERÁRIA
O período ficou marcado por graves problemas logísticos. Filas de caminhões se formavam na BR-277 e, em determinados momentos, chegaram a dezenas de quilômetros. Em 2003, foram registrados cerca de 93 quilômetros de congestionamento, enquanto em 2004 a fila chegou a aproximadamente 84 quilômetros. Em 2006, novamente milhares de caminhões ficaram retidos, com relatos de motoristas esperando vários dias para conseguir descarregar.
Os problemas não ficaram restritos ao trânsito de caminhões. A gestão da então APPA também foi alvo de questionamentos do Tribunal de Contas do Paraná, que apontou irregularidades nas contas de diferentes exercícios. Questões relacionadas à dragagem do canal de acesso também provocaram conflitos entre a administração portuária e empresas contratadas.
TRANSGÊNICOS E DISPUTAS JUDICIAIS
Outro capítulo controverso foi a política do governo Requião contra o transporte de produtos transgênicos pelo Porto de Paranaguá. A restrição provocou disputas judiciais e levou cargas a serem direcionadas para outros portos, enquanto decisões da Justiça determinaram a liberação da movimentação.
Eduardo Requião também esteve no centro de questionamentos envolvendo contratos e a administração portuária. Segundo decisões judiciais posteriormente divulgadas, houve determinação para ressarcimento de valores à administração portuária em razão de irregularidades apontadas em contratos.
O EPISÓDIO DOS CAVALOS
Outro assunto que voltou ao debate político foi o uso das estruturas da Polícia Militar para a manutenção de cavalos ligados ao então governador Roberto Requião.
Em 2014, o Ministério Público do Paraná abriu investigação para apurar denúncias de que animais teriam permanecido em instalações da PM durante o período dos governos de Requião, com despesas de alimentação, transporte e cuidados veterinários. O caso envolvia estimativas de gastos públicos de milhões de reais.
Assim, ao transformar os governos do pai em referência para sua campanha, Requião Filho também reabre discussões sobre decisões, controvérsias e episódios administrativos daquele período, especialmente na gestão dos portos e no uso de estruturas públicas.
JANTARES NO CANGUIRI
Roberto Requião quando estava no poder e transformou a Chácara do Canguri em sua residência oficial mesmo antes de tomar posse. Ele esteve por lá em novembro de 2002 para ver o que iria reformar e se apoderou do bem do estado como se fosse sua propriedade. A chácara era uma das propriedades do governo do Estado e está localizada no Parque Castelo Branco, no município de Quatro Barras. Requião chegou a despachar daquele local e recebia prefeitos para vários ágapes regados a vinho de boa qualidade e como ele gostava de viver por conta do erário. Muitos deputados se deslocavam até lá para receber ordens de como deveriam agir dentro da Assembleia Legislativa. Até aniversário dele foi feito por conta do povo naquela época. Requião mora numa casa no Bairro Bigorrilho, mas na época alegou a mudança dizendo que o assédio seria excessivo naquele local.
Requião foi governador do Paraná, morou de graça na residência oficial do Canguiri, com direito a luz, água, piscina aquecida, tv a cabo e internet, tudo por conta dos impostos pagos pelo contribuinte. Como ninguém é de ferro, garçons, cozinheiras, faxineiras e uma porção de cavalos para montaria, cada um com seu tratador e cavalariço e um bom veterinário.

Os gastos dos cavalos é outra história absurda de gastos custeados pelos paranaenses.
MORDOMIAS: VIAGENS NA PRIMEIRA CLASSE, HELICOPTERO E JET SKY NA ILHA DAS COBRAS
Ah, sim, não se pode esquecer a famosa residência de verão na Ilha das Cobras com a mesma estrutura citada mais os barcos e jet skys. Para as idas de finais de semana sempre havia o helicóptero de plantão. Sem falar também nos regabofes palacianos e os cargos para a família toda com salários de secretários e diretoria do Porto de Paranaguá. O ex-prefeito Mario Roque chegou a confeccionar uma piscina para Maristela se deliciar na Ilha. Mas não é só, há ainda as constantes passagens aéreas para o exterior, sempre de primeira classe, automóvel, motorista, assessores, apartamento de luxo, telefones, diárias e verbas para tudo.
NEPOTISMO NO ESTADÃO EM 2008
O governador do Paraná, Roberto Requião, aproveitou a exceção aberta pela Súmula Vinculante 13, do Supremo Tribunal Federal (STF), para nomeação de parentes de autoridades em cargos políticos e nomeou a mulher, Maristela, e o irmão Eduardo como secretários especiais. Dessa forma, a mulher deve permanecer na direção do Museu Oscar Niemeyer e o irmão na superintendência da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), sem que, no entender do governo, contrarie a decisão que pretendia reduzir os casos de nepotismo em instituições públicas.
Requião aproveita brecha e nomeia parentes para secretaria STF vetou nepotismo nos Três Poderes, mas liberou, no entanto, prática para secretários e ministros. O STF vetou nos três Poderes a prática do nepotismo, inclusive o cruzado. A Corte liberou, entretanto, a prática para cargos de caráter político, como ministros e secretários. De acordo com fontes da Casa Civil, o decreto de nomeação de Maristela foi assinado no dia 20, com o número 3302, antes da decisão do STF, mas ainda não foi publicado no Diário Oficial, em razão do atraso na impressão do jornal. Pelas informações, houve uma troca de cargos entre Cláudio Xavier, que era secretário especial, e Maristela, contratada inicialmente para uma assessoria especial. A secretaria especial ainda não tem pasta definida. Em relação ao irmão, o governo informou que ele foi nomeado segunda-feira, pelo decreto 3308, como secretário especial para Assuntos Portuários, respondendo cumulativamente pela superintendência da Appa. egundo uma nota do governo, a medida “visa garantir a continuidade do excelente desempenho que os portos de Paranaguá e Antonina vêm mantendo desde 2003″. O suporte técnico-administrativo para a secretaria será prestado pela Appa, que também responderá pela dotação orçamentária. Entre os parentes de Requião que ocupam cargos em comissão no governo do Estado, ainda restam dois sobrinhos, que poderiam ser demitidos em razão da súmula vinculante do STF. No entanto, já se estuda a possibilidade de permanência de pelo menos um deles. Diretor da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), João Arruda teria sido escolhido pelo conselho da entidade e não diretamente pelo governador. Por isso, assessores jurídicos da Casa Civil realizarão uma análise mais detalhada para saber se está incluído nas restrições da súmula. Já o produtor da TV Educativa, Paikan Salomon de Mello e Silva, a princípio deve deixar o cargo. O líder das oposições na Assembléia Legislativa, deputado estadual Élio Rusch (DEM), disse não ter estranhado a decisão do governador.”Ele atropela tudo”, afirmou. Mas ressaltou que o STF permitiu que se fizesse isso, ao deixar a brecha.”Imediatamente, ele (Requião) procurou se aproveitar”, acentuou. Segundo Rusch, não há muito o que fazer nesse caso.
“Se o Supremo diz que pode nomear nessa situação, o que vamos fazer?
Se a última corte já decidiu isso, o que fazer? Recorrer para quem?” questionou.”Só nos cabe lamentar e esperar que daqui a dois anos possamos corrigir.”
ALGUÉM TEM DÚVIDA QUE SE REQUIÃOZINHO ASSUMIR NÃO VAI VOLTAR A DESFRUTAR DE TODA ESTÁ MORDOMIA?