O candidato do PL ao Governo do Paraná, Sergio Moro, divulgou um vídeo no início de agosto questionando o uso de aeronaves para deslocamentos durante a campanha eleitoral, denominando a sua campanha como “pé no chão”. Mas o discurso do senador foi desmentido por ele mesmo em sua prestação de contas no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Moro anexou despesas com fretamento de aeronaves de uma empresa de Foz do Iguaçu, mas com atuação em toda a Região Sul do País. Foram gastos R$ 28.853,33, de acordo com o Divulgacand, plataforma do TSE onde constam os dados da campanha, como total arrecadado e despesas. A informação é referente apenas até o dia 8 de setembro, o que pode mostrar que outros voos executivos ainda podem ser anexados no sistema.

O problema é que Moro afirmou, ainda antes do início oficial da corrida eleitoral, em agosto, que sua campanha era pé no chão, e questionou o uso de helicópteros ou aviões para deslocamentos. “Nosso projeto é pé no chão e pé na estrada. Nada de helicóptero. É importante você rodar as estradas do Paraná para ver as reais condições”, afirmou.

E continuou. “Tem gente por aí que só anda de helicóptero. Não cabe no bolso, é muito caro. Isso é coisa ou de gente muito rica ou de gente do governo. O nosso projeto é diferente. O nosso projeto de transformação do Paraná é pé no chão e conversa com o cidadão”, disse, o que mostra mais uma incongruência no discurso do senador, que faz questão de postar vídeos dentro de uma van para dizer que é mais “humilde”.
Em 2022, a mesma empresa foi contratada para sua campanha ao Senado, com R$ 425.883,28 declarados.
Mas para quem pensa que viajar de van sairia muito mais em conta, a campanha de Moro também mostra que não. Isso porque a prestação de contas mostra um gasto de R$ 111,8 mil com a locação de um van Mercedes-Benz Sprinter Executiva, um veículo Fiat Fastback T200, além de despesas com transporte ou deslocamento, sem contar os valores declarados em postos de combustíveis.
