O candidato Ratinho Junior (PSD) é campeão nacional de gastos com cabos eleitorais entre os postulantes aos governos estaduais, aponta reportagem da Folha de S. Paulo publicada nesta quinta-feira, 4. “O campeão de gastos é o postulante do PSD ao governo do Paraná, Ratinho Junior, filho do apresentador de TV Ratinho. Ele declarou ter desembolsado R$ 972 mil de sua campanha por um batalhão de 1.028 apoiadores” registra o repórter Bernardo Caram que consultou dados do TSE.
Ao jornal, a coordenação de campanha do candidato do PSD disse que esses profissionais ajudam na organização de eventos e não ficam apenas nas esquinas com bandeiras. Segundo eles, a estratégia é importante porque a propaganda eleitoral na TV está perdendo força e ainda é difícil medir o impacto da campanha pela internet.
Acompanhe a seguir trechos da matéria da Folha de S. Paulo.
Na campanha para o primeiro turno, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, as despesas com atividades de militância e mobilização de rua atingiram R$ 100 milhões, atualizados até esta quinta-feira.
O valor ainda deve aumentar, já que os prazos previstos para que o candidato preste contas e o TSE inclua as despesas no sistema gera uma defasagem de cinco dias no banco de dados da Justiça Eleitoral.
São recursos públicos que bancam a maior parte das campanhas. Para a eleição deste ano, um montante de R$ 1,7 bilhão foi reservado no orçamento do governo para o custeio das candidaturas. Também até esta quinta-feira, o total de doações de pessoas físicas estava em R$ 330 milhões, cerca de um quinto do valor do fundo público eleitoral.
Em todo o Brasil, cerca de 2 mil candidatos pagaram para que aproximadamente 90 mil militantes comparecessem a eventos e comícios. Eles também são vistos nos semáforos sacudindo bandeiras e cantando jingles das campanhas. Em média, cada um desses mobilizadores recebeu R$ 995 reais para participar de atos em defesa de seu candidato.
Na eleição deste ano, os militantes pagos são uma das poucas opções que restaram para a campanha eleitoral nas ruas, que sofreu restrições em reformas aprovadas pelo Congresso nos últimos anos.
Em vias públicas, a propaganda é limitada a bandeiras, mesas para distribuição de materiais e adesivos. Carros de som só são permitidos em caminhadas ou em comícios. A contratação de cabos eleitorais é autorizada, mas deve respeitar um limite que varia para cada município.