Christiane Yared denuncia na Câmara Federal o caso de importunação sexual sofrido por mulheres de Paranaguá

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O médico ginecologista e obstetra Amauri Birielli, que atende na rede municipal e privada da cidade, é acusado em oito casos

A deputada federal Christiane Yared (PP) levou à Procuradoria da Mulher da Câmara Federal, nesta semana, o caso de importunação sexual denunciado por mulheres em Paranaguá. Oito casos foram relatados contra o médico ginecologista e obstetra Amauri Birielli, depois que a primeira denúncia veio a público em reportagem de jornal local, na primeira semana de maio. 

Christiane Yared levou o caso à Câmara Federal solicitando que seja emitida uma nota de repúdio e o acompanhamento de mais este caso.  Conversaram também, comenta a deputada federal, sobre como este tipo de denúncia é cada vez mais recorrente. “Imaginamos que, por um lado, a internet ajuda a trazer essas histórias à tona. Mas, também, porque as mulheres estão se sentindo mais empoderadas e tranquilas para falar. Sentem que agora estão representadas, que não estão sozinhas, que são ouvidas e, por isso, estão confiantes que haverá punição para esses criminosos”, observa a deputada.  A parlamentar paranaense afirma também que a bancada feminina lida com essas questões diariamente. “A voz das mulheres é sinal de que não ficarão mais caladas e por isso vemos esse aumento das denúncias”, diz, completando que, assim como o caso do “dr. Bacana”, o médico da PM-PR acusado de assédio contra inúmeras mulheres da corporação, que está sendo punido, outros serão – e a causa das mulheres será fortalecida. 

Casos parnanguaras –  Natural do interior do Paraná, Amauri Birielli, 63 anos, exerce a medicina em Paranaguá desde 1987. Atualmente é servidor público do Estado aposentado e segue prestando serviços no Sistema Municipal de Saúde do Município, além de atender também em clínica particular. 

O comportamento do médico narrado por todas as vítimas é semelhante: ele tranca a porta do consultório, solicita que elas tirem toda a roupa, mesmo quando não necessário, e realiza exames de forma constrangedora e inadequada. As vítimas registraram boletins policiais. Um dos casos aconteceu 20 anos atrás e outro, recente, gerou inclusive denúncia e processo junto ao Conselho Regional de Medicina do Paraná no qual o médico foi absolvido.

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