Como se não bastasse o neo fascismo, o velho comunismo ressurge em Curitiba com invasão de igreja e interrupção de missa.
Em primeiro lugar, expresso publicamente minha total solidariedade a toda comunidade Cristã do Paraná e a Igreja Católica.
Em segundo lugar, reafirmo meu horror e veemente repúdio a toda e qualquer forma de tirania. Abomino racismo, nazismo, comunismo, fascismo e qualquer outro ismo que o homem seja capaz de criar para atacar a democracia, cercear a liberdade e impor sua ideologia de violência estatal.
Neste final de semana, extremistas de esquerda invadiram a Igreja Nossa Senhora do Rosário de São Benedito, no São Francisco, em Curitiba. Interromperam a missa, assustaram as velhinhas que rezavam, hastearam a bandeira do Partido Comunista, calaram o padre, subiram no altar e fizeram discursos políticos, inclusive contra a própria Igreja Católica.
O pretexto inicial para a manifestação que deveria ser em uma praça, mas se transformou em ato político e intolerante dentro de uma igreja, era justo e necessário: Um protesto contra o assassinato covarde do jovem congolês Moise, ocorrido na praia da Barra da Tituca, no Rio de Janeiro. Afinal, qualquer pessoa minimamente esclarecida, percebe que o racismo é um crime que ainda está incrustado na sociedade brasileira, muitas vezes com requintes de extrema crueldade.
Porém, manipulados como gado, os manifestantes acabaram sendo conduzidos a invasão de um templo religioso no momento de um culto, o que é crime.
Não é de hoje que os extremistas estão “colocando as mangas de fora” no nosso país. Recentemente foram presos membros de grupos neonazistas descobertos por setores de inteligência das polícias.
Igrejas evangélicas, mesquitas, terreiros de religiões de matriz africana e sinagogas foram atacados no ano passado.
É nítido que existem posturas fascistas sendo disseminadas. Muitas vezes, suspeita-se, até por grupos ligados a autoridades de grosso calibre.
Mas, desta vez, a esquerda radical conseguiu se superar em termos de imbecilidade. Impedir um padre de rezar a missa e as boas senhorinhas de pedirem a Deus pela saúde dos seus netinhos é o cúmulo do desrespeito.
Para os discípulos de Stálin e Mao, “a religião é o ópio do povo”.
Atacar o cristianismo faz parte da ideologia deles. Eles querem que as pessoas depositem suas esperanças e, principalmente, seus recursos humanos e materiais no partido.
Durante o comunismo soviético, o estado estava comprometido com a destruição da religião e demoliu igrejas, mesquitas e sinagogas, ridicularizou, perseguiu, encarcerou e executou líderes religiosos, inundou as escolas e meios de comunicação com ensinamentos ateus, e geralmente promovia o ateísmo como uma verdade absoluta que deveria ser socialmente aceita. O número total de cristãos vítimas de políticas atéias do estado soviético foi estimado na faixa entre 12-20 milhões.
O que ocorreu na Igreja do Rosário viola a Constituição Federal e é crime previsto no Código Penal Brasileiro: ”Art. 208 – Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso:Pena – detenção, de um mês a um ano, ou multa.
“Se há emprego de violência, a pena é aumentada de um terço, sem prejuízo da correspondente à violência”.
Intolerância religiosa é inaceitável, não pode ficar impune.
Por isto, na condição de responsável pela pasta que tem o dever de levantar a bandeira dos Direitos Fundamentais estabelecidos pela Constituição Federal, estou enviando expediente formal a Polícia Civil pedindo que investigue os fatos grotescos deste final de semana.
Enquanto eu estiver secretário de Justiça, no Paraná, a violência contra uma igreja será considerada um ataque ao próprio Estado.
Aos que consideram o ocorrido justificável, recomendo a leitura das biografias de Nelson Mandela e de Martin Luther King.
Ney Leprevost
Deputado federal eleito, licenciado para servir ao Paraná como secretário de Justiça, Família e Trabalho