CMP – COMPLEXO MÉDICO PENAL VIROU NOTÍCIA COM A LAVA JATO

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Inaugurado em janeiro de 1969, como Manicômio Judiciário, foi em 21 de dezembro de 1993, que se transformou em CMP-Complexo Médico Penal, ganhando projeção nacional por conta da Operação Lava Jato.

Situado no Parque das Nascentes, Canguiri, próximo a Represa do Irai, em Pinhais, na Rua Ivone Pimentel, este complexo destinado ao atendimento médico e psiquiátrico dos detentos masculino e feminino, que enfrentam problemas de saúde, foi requisitado junto ao Departamento Penitenciário da Secretaria de Segurança do Paraná, para abrigar os principais presos da Operação Lava Jato.

Com lugar para 650 internos em instalações comuns e outras um pouco melhor preparadas para receber até seis presos por cela, o Complexo Medico Penal passou a ser conhecido juntamente com a “República de Curitiba”, quando começou a abrigar presos de expressiva importância no cenário nacional.

Jose Dirceu, André Vargas, Eduardo Cunha, Sergio Cabral, Marcelo Odebrechet, Renato Duque, João Vacari Neto, Nestor Cérvero, Fernando Baiano, Abib Miguel, Jorge Zelada, e Delúbio Soares, dentre outros, passaram por suas instalações durante algum tempo, ficando lembrados até hoje pelos carcereiros do local.

Cite-se que além de Eduardo Cunha, considerado “mala sem alça” por conta de seu jeitão, também São lembrados como irritantes os presos Nestor Cérvero e Renato Duque, enquanto Andre Vargas deixou no local lembranças de um bom e serviçal companheiro.

Por lá também transitaram dentre outros Beto Richa, Edson Casagrande, Celso Frare, Joel Malucelli, Deonilson Roldo e outros, por conta de operações promovidas pelo GAECO.

A fama do local, contudo, deve-se mesmo aos “ilustres presos” que abrigou por algum tempo por conta da Lava Jato.

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