COLUNA DE OGIER BUCHI : MADRUGADA

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Na madrugada da terça para quarta-feira (10), sobe um vídeo do Plenário da Câmara Federal. Ao centro, Linde, “o Bergh”. Naquela altura, olhos arregalados e aceso como poucas vezes visto. Ao seu lado, as duas musas: a gaúcha Rosário e a carioca Benedita. Num terceto não inusitado, mas deveras horripilante, verberam contra a derrota em relação à remendada Anistia, que por certo não era a desejada, mas que ao menos serve para que pessoas que já cumpriram penas inadequadas e muito mais longas que um eventual julgamento juridicamente adequado determinaria.

A revolta do horrendo terceto esquerdista não se refere, obviamente, aos coitados que foram usados para a manobra que afastou Jair Bolsonaro do pleito de 2026. Como se depreende do discurso uivado pelo Linde, a revolta tem destino e, evidentemente, seu desiderato é atingir Messias e generais, que a seu tempo serviram ao Brasil e no caso de Heleno, com honradez e patriotismo. Dos deputados federais e da ex-Governadora, não consigo lembrar de atos dignos, heroicos, que representem efetivo serviço ao nosso País.

Todavia, por amor à verdade, coloco este espaço à disposição da assessoria da Ministra Gleisi, para que eventualmente me corrija se eu estiver errado no julgamento ou no enfoque.

Desde logo, informo que aos outros três não dou espaço, nem lugar de voz, muito menos de escrita, porque reafirmo: são personagens que trouxeram ao longo do tempo prejuízo para a construção de um Brasil do futuro e de uma geração que efetivamente possa contribuir para o engrandecimento desta pátria. Para esta gente, não cedo espaço, a não ser por decisão judicial, que aprendi desde logo a respeitar. Mas enfatizo, que se a decisão for havida deste que é chamado de Supremo Tribunal Federal, também não cumpro, e pela falta de cumprimento, se caso for, pagarei o preço.

E O ESCRITÓRIO MILIONÁRIO?

Quando imaginei que nada mais pudesse me surpreender, descubro que não era efetivamente como eu imaginava, porquanto tenho notícia que uma banca de despachos advocatícios de uma ilustre senhora advogada por nome Viviane, recebe um inusitado contrato de um banco criminoso, contrato esse que lhe confere módicos honorários que variam de três a cinco milhões mensais.

A contraprestação de serviços é determinada em sede contratual, consubstanciada em termos vagos e de difícil conotação específica, em se tratando de funções afetas a advogados. Ora, o Brasil tem inúmeras bancas absolutamente renomadas, e existe uma publicação específica que trata disso, inclusive, e que dá supedâneo à nossa manifestação.

O fato é que quando um Ministro Luís Edson Fachin busca tratar de comportamento dos seus pares do Supremo Tribunal Federal, oportuniza uma relevante discussão que tem a ver com a atuação de escritórios diretamente relacionados com a capacidade econômica de Ministros da Suprema Corte.

Em primeiro lugar, quero enfatizar aquilo que sustento durante toda a minha vida profissional, que é o fato de que entendo que o magistrado deve ser muito, muito bem remunerado, e que isso nunca deve ser tratado como uma despesa, senão como um investimento na qualidade da prestação jurisdicional, que como sabido deve ser isenta e pura, e não pode decorrer de qualquer envolvimento do prolator, seja ele o envolvimento de que natureza venha a ser. Portanto, a segurança econômica da Magistratura é fundamental.

Dito isso, entendo que essa relação espúria entre julgadores e familiares afetos e afins, têm que ser definitivamente espancada do dia a dia da Justiça Brasileira. Com efeito, os advogados militantes sabem que o que aqui escrevo é absolutamente verdadeiro, porquanto existem escritórios que prestam serviços de intermediação entre interesses em decisões e as respectivas decisões.

Há muita referência, inclusive, quanto a indivíduos de diversos rincões desta pátria que enriqueceram justamente por sua proximidade a ministros do Supremo Tribunal Federal.

Meninos, vocês sabem que eu vi, e sabem muito mais que eu sei. Inclusive, nomes muito conhecidos dos curitibanos.

Voltando ao cerne do comentário, cabe lembrar que este fato é só mais um dentre tantos que justificam o imediato processo de impedimento de Alexandre de Moraes, que naturalmente terá à sua disposição, coisa que ele não dá àqueles que julga, o direito ao contraditório, em o qual, se puder provar, inocência.

O EXAME TOXICOLÓGICO TÃO NECESSÁRIO

Tenho ouvido de muitas pessoas que já passou da hora de que nós, os empregadores, façamos a exigência aos nossos colaboradores – lembrando que são pagos por nós – de que devem se apresentar ao trabalho limpos, bem asseados, cordatos, educados, propositivos e sobretudo, sóbrios.

Lembro, por oportuno, que o humorista Tom Cavalcante imortalizou o personagem João Canabrava. Ora, qualquer similitude entre o personagem e políticos de várias instâncias não terá sido mera coincidência, posto que João Lulle já se dirigiu a todos nós, mais de vez, à similitude de João Canabrava; só ainda não conseguiu narrar uma hipotética partida de futebol tão bem quanto João.

Mas esta é só a manifestação decorrente dos etílicos, e tenho cá para mim que algumas manifestações públicas de parlamentares nesta pátria são movidas a outro combustível. O recente ataque histérico do desequilibrado agressor Glauber Braga corrobora as minhas preocupações, e aquele espetáculo deplorável, agarrado à cadeira da Presidência da Câmara Federal não pode ser só produto do seu paupérrimo equilíbrio emocional.

Aquela força desmesurada, muito provavelmente tem algum aditivo que certamente não decorre do amor à democracia e muito menos ao respeito ao seu próprio mandato, porque se fosse portador deste referido respeito, comportar-se-ia como se espera de um parlamentar, e obedeceria ao Regimento da Casa de onde é funcionário. Sintetizando: já passou da hora de pôr para correr histéricos, sejam eles Glaubers ou Renatos.

Reitero que de forma nenhuma sugiro que não devemos pôr para correr deputado ladrão, que rouba dinheiro de funcionário. Que isto fique muito claro.

A NOITE DAS BENESSES

O Congresso Nacional foi tomado pelo espírito da bondade, e na madrugada de quarta para quinta-feira houve a passagem do ciclone absolutório, à guisa dos ventos que açoitaram Paraná e São Paulo.

Do ciclone absolutório, a notícia de que até mesmo a Zambelli, adredemente condenada a 10 anos de prisão, foi declarada flor do Lácio, bela e um tanto quanto pura. Neste tempo de “boltades” da turma, por óbvio não poderia ficar de fora o luciferiano Glaubinho das Candongas, o sentador oficial da Mesa Presidencial.

O desequilíbrio emocional dos senhores deputados, construído entre outros fatores, pela dedicação à ideologia político-partidária, promove a absolvição de parlamentares que não deveriam – e nem poderiam – ser absolvidos, no caso, Zambelli e Glauber.

O comportamento de ambos, evidentemente, foge ao mínimo necessário daquilo que compõe o chamado decoro parlamentar. Todavia, eu gostaria de deixar registrado que inobstante eu discorde do comportamento de ambos, reitero que é muito mais ameno do que aqueles que descaradamente roubam o patrimônio público durante seus mandatos parlamentares.

REGIONAIS

O CENÁRIO: As recentes decisões de partidos políticos aliadas às manifestações explícitas ou sub-reptícias das lideranças do cenário político regional induzem a clareza do que é o quadro atual; e como descrevo o cenário atual com base na minha longa experiência, “só sei que nada sei”! E esta conclusão sintetiza tudo que as grandes lideranças vêm demonstrando, seja em ações, ou ainda em manifestações orais.

Na realidade, o cenário apresenta uma rejeição até então inusitada e improvável àquele que lidera a pesquisa desde seu início, com números que beiram os 40%, por um partido que afirma que busca diálogo recusado há mais de sete meses. Isto faz com que o candidato Sérgio, do União, reaja e lembre de siglas de menor envergadura, como por exemplo o agir e estabeleça contato ativo.

Melhor sorte não encontra o campo oficial onde a turbulência é clara, e os três pré-candidatos com maior visibilidade, a saber, Alexandre Curi, Guto Silva e Rafael Greca, aqui pela ordem alfabética, comparecem a todos os eventos que têm a presença do Governador, que nada obstante ainda que use a palavra, não define com clareza a quem apoiará.

Por óbvio que ouço inúmeros rumores de que o comandante já teria um dos candidatos in pecturis, todavia como sempre lembrado pelo cancioneiro, “ainda é cedo, amor”.

A candidatura que nesta etapa navega no macio, é a do senhor Maurício Requião, que até prova em contrário, não encontra obstáculos para crescimento e união.

Em relação ao Senado, o jogo muda a partir do dia 15, quando se anunciará a volta de Álvaro Dias à sua origem, lembrando que obteve expressiva e competitiva votação no pleito de 2022, correndo por fora e sozinho. É bom prestar atenção no seu retorno, posto que é disciplinado, extremamente trabalhador, e demonstra vontade juvenil.

É muito bom enfatizar que ao longo desses quase 30 anos que escrevo neste Impacto, já vivi muita experiência eleitoral, e tal suporte me dá condições de lembrar que o jogo está muito longe de efetivamente começar. Por ora, arrulhos, friquiques, e muito misancene, como sempre aconteceu na história política regional.

Tenho cá para mim que o bicho realmente começa a pegar, ali por março – isto porque tanto o governo quanto a Assembleia tem o período agora para a tradicional “salga”, e como ninguém é de ferro, a turma só volta a pegar no breu no final de fevereiro.

Quando a turma voltar, reciclada pelo sal marinho e pelos tradicionais acepipes natalinos e pós-natalinos, os humores estarão mais benfazejos, e é possível que a composição da chapa oficial passe então pelo desejo efetivo de vitória em outubro.

Com efeito, a experiência me leva a crer que o desenho efetivo será exposto à sociedade nas cercanias do período das respectivas convenções, posto que antes disso, há grande possibilidade de vaca voar, e político prometer de um todo, inclusive, honestidade plena.

JANTAR DA BOCA MALDITA

Neste sábado (13), o tradicionalíssimo jantar da Confraria da Boca Maldita, a ser realizado no Hotel Bourbon, a partir das 19:30h. Serão agraciadas inúmeras personalidades, entre as quais o confrade Duka Siliprandi, que certamente muito contribuirá para este conciábulo. O convite é do grande Presidente Ygor Siqueira.

ORAÇÃO DE OGIER BUCHI:

Senhor, abençoe o Brasil, de fato, precisamos muito. Os recentes ventos comprovam o quanto precisamos. Amém!

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