COLUNA DE OGIER BUCHI: O QUE É O BRASIL REAL DE 2023?

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Se o leitor se preocupar em assistir os comentaristas de televisão, a saber telejornais em ação vai se deparar com um imenso e interminável noticiário policial e outro imenso noticiário esportivo com ênfase em Flamengo e Corinthians, e uma parte dedicada aos esportes amadores. Pequena, por certo!

 Depois de massacrarem a audiência com esta pauta, se dedicam a noticiara a pauta padrão que exige qualquer tipo de crítica a Bolsonaro e a ligados a ele, para só então adentrarem ao mundo de Lulle!

Este mundo é dividido entre o real e o imaginário. Bem assim o imaginário é composto de muita paz e desenvolvimento humano em lares repletos de alegria, com saúde e consumo de primeiro mundo. E é claro habitado por brasileiros que fizeram o L!

Já o mundo real hoje é habitado por Lucianos Hucks e Paulos Coelhos que ajudaram a idiotizar a malta e obter a vitória mínima para Lulle, que havia avisado, sincerão, “vou voltar para quebrar de um tudo”! O cara passou a campanha inteira avisando tudo que iria e está fazendo. Sempre com o bico torto, como nos debates, não economizou avisos. Foi inesperadamente e inexplicavelmente honesto. O plano de governo de seu grupo que na esfera política figura como Partido, para poder arrecadar verba publica e participar de pleitos, foi hialino. Transparente.

O que acontece então como os supracitados que se arrependeram ao lado de trinta milhões de imbecis que votaram em branco, anularam ou foram para a praia salgar a “derriere”?

Pois é! O preterido certamente não era uma Brastemp! Mas era ao menos uma máquina de lavar a esfera pública corrupta e aparelhada. Era uma maquina que fazia funcionar a maioria dos Ministérios e protegia a propriedade privada e permitia a livre expressão.

 O mundo real ressuscitou invasões, desqualificou ensino e pesquisa, aparelhou ministérios até o talo com “cumpanherada”, transformou abobora em picanha transgênera, enfim começou o processo adredemente anunciado de acabar a desconstrução do País que correspondeu à era PT!

O ICÔNICO DINO

O Ministro é sem embargo uma das figuras mais histriônicas que a vida pública brasileira ofereceu em forma de folclore vivo. É um sujeito bem articulado posto ter boa formação cultural, visto ter ocupado por concurso cargo de juiz federal. Declinou, para seguir sua opção político partidária, na turma da esquerda, admirador que sempre foi de Lulle.

Dino foi governador com g minúsculo do paupérrimo estado do Maranhão terra de caciques de direita, Sarney e Lobão ou se esquerda como ele mesmo.

Foi chamado por Lulle para o Ministério garantido que esta na ilha da Fantasia na condição de Senador.

Suas manifestações diárias são hilárias por demais, porquanto entremeiam ameaças a cidadania do bem com afagos ao crime organizado. Tipo “quem for pego com arma será preso” desde que não seja bandido. BANDIDO PODE! E O LEITOR PODE ME PERGUNTAR POR QUE ACHO GRAÇA? Porque eu avisei! Durante anos eu avisei. Agora chorar não quero, então rio, mas o riso da tristeza de vivenciar a PÁTRIA AMADA DE JOELHOS PARA HOMENS (?) COM ESTE DINO!

E A EDUCAÇÃO

 Então durante quatro anos a ladainha da imprensa alinhada a esquerda e dos políticos sempre foi de que educação estava sendo destruída e açoitada pelo governo federal. Pois bem o Camilão assumiu e suspendeu a grana para pesquisas e pregou o ferro na piazada no FIES. E dê-lhe de fazer o L!

 Bolsonaro foi depor sobre presentes. E o Lulle das carretas?

E A COPEL?                                                                               

O Deputado Arilson Chioratto é pago, como todos os demais pares para legislar e fiscalizar em o sagrado nome de que é seu patrão, pois é empregado Lato Sensu” do povo paranaense. Nesta serra o deputado tratou de assunto referente à Copel e a suposta dívida e ou inserção ou não da mesma nos balanços da empresa. Nesta etapa devo lembrar que o assunto é da alçada do povo, dos acionistas da empresa e da CVM!

 Ora dos governadores recentes do PARANÁ o único que não deu uma cabeçada no Touro de WALL STREET foi o atual, pois os demais foram conhecer o Bull por conta da patuleia. A justificativa; comandar um pregão com venda de ações da Copel, que não é de ninguém, senão dos acionistas e do povo na parcela de ações pertencentes ao Estado do Paraná.

Agora a empresa alega que existe sigilo sobre uma suposta dívida de R$ 3,5 bilhões?

 E que não se pode tratar disto porque em sede de arbitramento há sigilo e confidencialidade?

Que tem problemas com um “fundo de investimento”, sempre eles, os fundos!

Bem a estatal veio a público com uma nota oficial daquelas que o especialista da empresa sempre fez no passado ainda na Assembleia, por exemplo. Platitudes e vocábulos lucífugos, buscando o descredito e o labéu ao parlamentar. De efetivo, o pedido para que identifique em que balanço teria ocorrido à transgressão.

Ora, esta lançada dúvida e aqui trato de função de deputado. Legislar e fiscalizar. O Deputado fiscaliza e a sempre admirada Copel paranaense tem o dever legal e moral de informar e esclarecer.

UMA DOR PARA ALÉM DO PEITO. E A TIA CHOROU

Chego ao escritório depois do almoço nesta quarta e encontro a Dra. Grasiele chorando, chorou o choro da todos nós. E escreveu o poderoso texto que segue:

“Mais um feriado de Páscoa se aproxima, e como data comemorativa, assim como no Dia das Crianças e no Natal, é comum lembrarmos-nos de nossas próprias infâncias: as lembranças dos preparativos de desenhos de coelhinhos, de ovos de Páscoa, cestinhas decoradas por nossas mãos para presentearmos nossos familiares nos vêm à mente, enquanto vemos nossos pequenos passarem por mais esse ritual.

Mas, neste ano, pelo menos cinco famílias não poderão ver a alegria de suas crianças, pois um ser desprovido de qualquer sentimento minimamente humano, supostamente em um “surto psicótico”, invadiu uma creche, e encerrou covardemente o ciclo de vida de quatro inocentes, enquanto estavam no pátio de uma creche, pela manhã.

Em uma CRECHE, leitores. Um local aonde as crianças vão não apenas para que seus pais possam trabalhar e garantir seu sustento: mais que isso, um lugar onde as melhores e mais queridas lembranças são construídas; onde as primeiras lições de vida são aprendidas; onde amizades sinceras são forjadas; e, não raro, o local onde aprendemos que carinho, respeito ao próximo, observância à ordem e às regras, podem construir uma sociedade melhor.

O ser – desculpem, não há outra palavra que o descreva, sem humanizá-lo – que pulou o muro da creche (particular) e golpeou várias crianças sem qualquer indício de humanidade, já tinha passagens pela Polícia, por porte de drogas, lesão e danos. Não consigo expressar de forma adequada minha revolta, minha indignação e, pior, a sensação de impotência que sinto ao saber do ocorrido na creche em Blumenau – SC.

Não consigo pensar em nada além da dor imensa das famílias que perderam quatro crianças, inocentes, que com certeza aguardavam a visita do Coelhinho no domingo. Quatro famílias que não terão o riso, a alegria e a animação de seus filhos/netos/sobrinhos/primos por acreditarem em algo mágico. Não consigo sequer mensurar essa dor, que além da perda, vem carregada da incerteza da aplicação da justiça dos homens a esse ser – novamente, abstenho-me de lhe impingir qualquer qualificação para não humanizá-lo aos olhos do leitor -, pelos atos vis, sujos, baixos, violentos e altamente reprováveis cometidos nesta data em que escrevo.

Nada justifica ou explica o ato tresloucado: nem crença, nem ideologia, nem posicionamento político, nem desculpa, nem situação social, nem estado psicológico abalado, nem influência do que quer que se aponte. A adoção de qualquer uma dessas situações não explicará porque o jovem de 25 anos agiu com tamanha fúria contra crianças que sequer tinham idade para entender o que estava acontecendo. Pior: servirá para polarizar mais ainda a discussão sobre qualquer um dos temas que seja apontado como “explicação” para o ato; como forma de “passar pano” para o que ocorreu; e nenhum alento ou consolo trará aos pais que perderam seus filhos de forma tão cruel, violenta, vil e desprezível.

O ato foi violento e cruel, sim. E tão cruel e violento quanto o ato em si, é a divulgação de ideias em redes sociais (algumas já conhecidas do público pelo ódio que se espraia pelas publicações), buscando um culpado que não o próprio ser que perpetrou as ações.

Enquanto vemos políticos tomando o posicionamento que seria no mínimo esperado, desejando condolências e conforto às famílias neste momento de dor imensurável; vemos alguns apontando dedos podres, julgando culpados este ou aquele viés político, debatendo o crime como se estivessem em um círculo acadêmico e não houvessem vidas envolvidas no caos que se instaurou em Blumenau. Não propõem uma atitude que seja factível de ser implementada; não indicam um caminho minimamente viável; sequer se preocupam em aguardar o luto das famílias que HÁ MENOS DE 6 HORAS, PERDERAM AQUELES QUE LHES ERAM MAIS CAROS NA VIDA!

Dizer neste momento “a culpa é da esquerda/direita”; “a política de Bolsonaro/Lula incitou esse ataque”; “se tivéssemos uma política de controle mais eficiente”; “se tivéssemos uma Justiça que funciona” ou qualquer outra coisa nesse viés é tão covarde, baixo, vil, reptício, cruel e sem empatia quanto o ataque em si. Essas falas não trazem alento às famílias. Essas falas não trazem esperança de justiça para essas famílias. Essas falas não consolam, não acolhem, não demonstram qualquer sentimento minimamente empático à dor dessas famílias e daquelas que aguardam a recuperação de seus filhos que estão no hospital, neste momento.

Distribuir a culpa a qualquer um que não seja o ser que empunhava o objeto que ceifou a vida de quatro crianças e feriram outras tantas, não resolve o problema imediato. Não é o momento de “pensar daqui pra frente”, pois a violência do fato ainda está muito vívida na mente não apenas dos blumenauenses; mas de toda a sociedade.

Há que se debater, estudar, procurar meios de defender a sociedade dessas pessoas e desse tipo de ataque. Mas não agora. Não enquanto famílias choram lágrimas de sangue, com o coração despedaçado pela perda tão brutal de quatro inocentes.

Portanto, àqueles que acreditam ser bastiões da moral, sabedores do que é certo para todos, detentores de todo o conhecimento – e que nada fazem para além de esbravejar em redes sociais – dou um conselho: calem a boca, pelo menos por sete dias. Deixem que os vivos pranteiem suas crianças. Permitam que essas famílias vivenciem essa tão enorme dor e vazio em paz, sem que vocês se aproveitem da situação, como urubus em carniça. Guardem para si suas impressões, suas opiniões, seus pareceres tão bem fundamentados, e tenham compaixão por essas pessoas. Não se passaram nem 12 horas do fato, e uma infinidade de acusações já tomaram as redes sociais.

As famílias dessas crianças não precisam disso. Precisam de consolo, apoio e um mínimo de paz.

ORAÇÃO DE OGIER BUCHI

Pelos brasileiros que vivem a dor dos inocentes. AMÉM

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