COLUNA DE OGIER BUCHI : PENALIDADE MÁXIMA – UM PAÍS MANIQUEÍSTA 

OGIER

A divisão foi finalmente implementada: o país está dividido entre o bem e o mal. Para os que são de direita, conservadores nos costumes e liberais na economia o mal está representado por Lulle e tudo – mas tudo mesmo – que o cerca ou representa. 

É claro que dentro do possível podemos citar parte deste mal, inobstante seja extremamente vasto o tema e o elenco de atores seja praticamente ilimitado: “US CUMPANHÊRO”. Todavia, alguns destaques podiam ser mais enfatizados, como por exemplo, José Dirceu, o mentor indultado pela não menos responsável Dilma. 

O principal propulsionador deste desastre em que se insere a pátria nesta etapa é o Supremo Tribunal Federal, que ora extrapola nas funções, legisla, propõe e faz política partidária – inclusive visitando fisicamente a Câmara Federal portando propostas legislativas; legislação que na prática poderá ser compelida a julgar posteriormente! 

No atual momento o mais destacado protagonista de maniqueísmo é Flávio Dino, figura histriônica seja pelo avantajado aspecto físico, seja pela sempre destrambelhada fala; não se engane, todavia o leitor: é estudada e advém de um planejamento, como soe ocorrer nas ações de comunistas históricos! 

Entendo que Dino exerce um papel para o qual está escalado com eficiência! Explico: é senador eleito pelo seu Estado e tem, portanto, emprego e visibilidade garantidos por absurdos 08 (OITO) anos, custando como os outros senadores um milhão de reais para o povo brasileiro. 

Destarte, um “CUMPANHÊRO” empregado? 

O fato de que Lulle, como diriam os colunistas sociais, voga pelo mundo em autêntica lua de mel patrocinada pelo povo brasileiro, não é o mais relevante sob o ponto da divisão entre o bem e o mal; porque como o empresariado consultado em 88% já decidiu que Lulle é o mal, o prejuízo por estas atitudes seria só o financeiro. Ocorre que nos seus périplos geográficos, ele se entretém falando, e aí sim, quando dessa forma procede, representa perigo. 

Poderia me estender e muito, lembrando dos ataques ao agro, do passar pano ao crime organizado, do desrespeito à propriedade privada, e ao dinheiro público no que se refere a propostas de financiamentos. 

Entendo que com essa breve descrição já complementamos o que é a visão do mal pelo grupo de 58 milhões de brasileiros, que assim decidiram em outubro de 22. 

Já os que pensam de forma diversa, e foram representados por um número de votos que, sem embargo, é de milhões, mas que nunca saberemos se em verdade foi maior ou menor, concentram a sua visão do mal na figura de Jair Bolsonaro e do seu governo. De Bolsonaro, se diz de um tudo: a única palavra que até agora não tiveram a coragem de pronunciar foi “ladrão”, que como cidadão eu espero que efetivamente eles não possam pronunciar em nenhum momento. 

Ocorre que o estrago está feito: é real e inequívoco, e dissemina na população em geral além da profunda divisão, o sentimento da impunidade. E a impunidade ainda uma vez encontra suporte nas decisões da Corte maior, que preserva “direitos” de gente como Marcinho VP, e mantém presas pessoas que supostamente teriam participado de um ato antidemocrático. Esta narrativa que achincalha e vulgariza a forma de governo encontrada pelos gregos, talvez seja o maior de todos os males em relação ao aprofundamento do maniqueísmo. Filosofo nesta etapa lembrando que a democracia ao invés de representar a divisão, representaria a união, pois seria o governo de todos (ou da maioria de todos).  

De repente, um país inteiro voltado à importância da rede social como se ela de per si, fosse o mal, o gerador do maniqueísmo. A rede social é tão somente a representação do efeito da divisão porquanto aqueles que a frequentam e nela interagem manifestam o sentimento que lhes vai às almas! Quem trabalhou a divisão, e o fez com afinco e eficiência, foi a esquerda brasileira, através das redes oficiais de comunicação, que foram cooptadas financeiramente e através do aparelhamento das mais caras instituições nacionais, passando pelos Tribunais, Forças Armadas e instituições da organização social como a Associação Brasileira de Imprensa e Ordem dos Advogados do Brasil. 

PENALIDADE MÁXIMA 

Esta ação de grupos criminosos nada mais é que a representação deste sentimento de impunidade que caracteriza esta etapa da vida brasileira. “Ora”, pensam as pessoas, “se os políticos podem roubar e nada lhes acontece, se os políticos podem desviar a seu bel talante do fundo eleitoral e outras tantas mazelas e irresponsabilidades, como as tão contumazes na esfera pública, estes criminosos que transformaram a atividade esportiva em fonte de renda agem sob o incentivo da possível impunidade”. 

Manipulação de resultados esportivos não é novidade e seria de esperar que uma liberação tão agressiva como a que foi feita em nosso país estimulasse outra vez a cobiça dos criminosos. Lembro que não é a primeira vez que o futebol brasileiro é alvo de desconstrução moral. A famosa “Zebrinha da Loteria Esportiva” frequentou os grandes noticiários e o imaginário popular durante longo tempo. Dizem que fortunas de homens hoje respeitados foram construídas em jogos de futebol e páreos turfísticos. Lembro que pelo menos uma carreira de um promissor e extremamente qualificado zagueiro do Coritiba acabou porque o jovem já estudava em curso superior e ficou enojado pelo fato do Coritiba ter perdido, à época, um jogo por 1 a zero. O alviverde tinha 75% de apostas em seu favor – foi zebra, portanto. 

Hoje se aposta em cartão amarelo, expulsão, pênalti errado convertido, etc., etc., etc. Ora, uma enorme parcela dos atletas de futebol tem pouca ou quase nenhuma instrução, são suscetíveis às ofertas – até porque vêem os maus exemplos familiares e os péssimos exemplos públicos supramencionados – ainda uma divisão nefasta entre o bem e o mal. 

E AS OFENSIVAS CONTRA MORO E DELTAN? 

Parecem ser objeto e desiderato do mandato de certas autoridades eliminarem da vida pública os ex-servidores da Justiça, recém eleitos. Assim o Ministro Gilmar Mendes não mede esforços e em palavras e obras pretende propulsionar a expulsão daqueles que, pelo voto popular, legitimaram os citados. Com efeito, tanto Deltan quanto Moro representam perigo para o “establishment jurídico”: conhecem com profundidade o dia a dia das Cortes, prebendas e salamaleques. Nunca é demais lembrar que Moro já foi juiz auxiliar da atual Presidente do Supremo, Ministra Rosa Weber. É perfeitamente compreensível que a assim chamada “República de Curitiba” e seus dois arrivistas do Judiciário sofram persecução do decano. Afinal, tem sido hábito do Supremo espancar qualquer situação que para ele, Supremo, se afigure como eventualmente perigosa. O simples compulsar da história mostra que Gilmar Mendes destroçou a investigação sobre a FGV; e o simples citar dos escritórios das “conjes” dos Ministros, deu origem ao inquérito em que a Corte desconsiderou a Constituição e os códigos substantivos e adjetivos das matérias cíveis e penais. 

Muita gente espera com ansiedade que Moro, em especial, perca seu mandato. Não votei em Moro, e nem em Deltan: apesar do comportamento desprezível e patife destinado a mim no período eleitoral, sempre entendi que qualquer pessoa que se preze para arrogar-se ao direito de falar em política, tem que cumprir e observar fidelidade partidária. Portanto, nesses casos, votei em Martins e Filipe Barros. Todavia, execro a eliminação da vontade popular representada pelo voto, a não ser em casos excepcionais que envolvam mal versar de dinheiro de Fundo Eleitoral. 

Portanto, a simples vontade de quem quer que seja, não pode prevalecer contra a vontade do povo. 

 PEDÁGIO 

Existem políticos que são iluminados pela lua. Outros, carregam a lua. Este parece ser o caso do Governador Carlos Roberto Massa Jr, que conseguiu livrar-se do extraordinário problema chamado pedágio convencendo Lulla e Renanzinho que o exemplo construído no Paraná é o mais adequado – não só para nosso estado, como também para os demais estados da nação. 

É verdade que este pedágio tem certa inspiração do governo Bolsonarista. Mas é mais verdadeiro ainda que seu modelo definitivo teve a construção de toda a sociedade paranaense, com ênfase para o G7. Quando digo que Jr tem a lua, me apoio no fato dele ter convencido Lulla a realizar sua primeira e grande privatização no terceiro governo, a do pedágio. Com isso, Júnior, que é a Estrela D’Alva de Kassab, emite luz tanto para a esquerda, quanto para a direita. 

VICE-GOVERNADOR IDEAL: DARCI PIANA 

Governador sai, e ninguém se dá conta disso. O Governador volta, e ninguém se dá conta disso, também. Isso tem um jeito de ser: lealdade, companheirismo, capacidade de trabalho, discrição, enfim, toda a série de qualidades que faz com que eu seja um admirador do Sr. Darci Piana. 

 DEU NO ESTADO DE SÃO PAULO: MATÉRIA DE ALTAMIRO SILVA JUNIOR 

“A Copel, estatal de energia elétrica do Paraná, fechou a contratação dos bancos para a oferta bilionária de ações que deve privatizar a companhia. A expectativa é que seja o maior da transação deste ano. A operação, prevista para outubro na B3, terá como líder o BTG Pactual, e inclui ainda Bradesco BBI, UBS BB e Itaú BBA, este último devendo atuar como agente estabilizador. 

Com os bancos definidos, deve ser finalizado agora o modelo da oferta. A empresa precisa emplacar a oferta de ações até outubro para garantir a renovação automática da concessão de sua principal usina hidrelétrica, Foz do Areia, cujo contrato atual vence em 2024. 

COPEL DEVERÁ OBTER A RENOVAÇÃO DA CONCESSÃO 

Com a operação, a Copel também deverá obter a renovação da concessão de mais duas usinas, cujos contratos atuais vencem nos próximos anos, Segredo e Salto Caxias. Juntas, as três hidrelétricas somam quase 4,2 gigawatts (GW) de potência instalada, o equivalente a 60% da capacidade de geração da empresa do Paraná. Por meio de um dispositivo legal já usado na privatização da Cesp, a concessão pode ser renovada por mais 30 anos quando há troca de controle. Para isso, a empresa deverá pagar uma outorga, pelas três usinas, de R$ 3,7 bilhões. 

No processo de privatização com venda de ações, o governo do Paraná sairá do controle da empresa ao reduzir sua participação dos atuais 31% do capital total para um patamar entre 15% a 17%. A expectativa é que a oferta seja apenas de ações ordinárias (ON, com direito a voto), que hoje possuem liquidez reduzida por estarem concentradas nas mãos do Estado. Além da oferta secundária, também há perspectiva de uma oferta primária, para fazer frente ao pagamento da outorga, já que o valor deve ser pago a vista, no prazo de 20 dias após a assinatura do novo contrato. 

Antes da operação ir para rua, o Tribunal de Contas da União (TCU) ainda precisa aprovar o valor de outorga pelas usinas, além disso o Tribunal de Contas do Estado tem de aprovar o processo de privatização. 

Embora a operação seja bem vista pelo mercado, a decisão do governo de federal de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) em Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a regra que limita o poder de voto dos acionistas da Eletrobras a 10% de participação na empresa é vista como um potencial risco. A avaliação de especialistas é que caso haja uma decisão favorável à União nesse processo, isso poderia respingar na privatização da Copel, que deve usar o mesmo modelo usado pela Eletrobras, transformando a empresa em uma corporação. 

“Procurados, a Copel e os bancos não comentaram.” 

ORAÇÃO DE OGIER BUCHI: 

Senhor, agora, só falta mandar embora os cabeças de bagre do Coritiba! Amém! 

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