
RENATO SILVA e SEVERINO FOLADOR
Eu não tenho condição de opinar sobre qual secretário do Renato Silva é mais competente. Não tenho todos os dados para dar uma opinião dessas. Posso, porém, escrever que o secretário que mais atua politicamente é o Folador, porque ouço, leio e assisto os nossos veículos de comunicação.
Um dos motivos do sucesso eleitoral do Paranhos foi a exposição midiática remunerada regiamente com o dinheiro dos impostos, mas não ficou apenas nisso. Como complemento, os secretários davam entrevistas, falavam com o cascavelense, e todos começavam dizendo: “estou iniciando o projeto tal por ordem do prefeito Paranhos”. Isso era regra não escrita: todos defendiam publicamente a administração e mais ainda o prefeito, por oito anos consecutivos.
Na gestão do Renato Silva, além do próprio prefeito não gostar tanto de entrevistas quanto o Paranhos, os secretários têm perfil mais discreto, alguns deles raramente vêm a público informar e defender as ações de sua pasta.
Pelo seu conhecimento com empresários da comunicação e com os jornalistas, além do setor de obras ter normalmente maior cobertura da imprensa, o Severino Folador é o secretário que mais é chamado para defender a administração. Está diariamente no noticiário, mostrando projetos, detalhando o andamento deles, de onde vem o dinheiro, etc.…, sempre citando o prefeito como o responsável pela iniciativa.
Eu sei que tem ótimos secretários assessorando o Renato, como o Beto Guilherme, o Mozart e outros, mas eles precisam aparecer mais, dar a cara para bater como faz o Folador.
Falando no Fola: conversar com ele equivale a uma terapia para aumentar o otimismo. Se conseguir fazer a metade do que está planejando, o Renato vai entregar um mandato vitorioso, de obras reais, e não aquelas fantasias, hoje ridicularizadas, do tipo “Cascavel é a segunda melhor cidade do Brasil…”.
ALEXANDRE CURI/ ANDRÉ E EDGAR BUENO
As classes políticas e empresariais do Paraná, aquela turma que sabe antes para que lado o vento vai soprar, parecem estar pendendo para o lado do Alexandre Curi na disputa particular que o presidente da Assembleia mantém com o Guto Silva pela preferência do Governador Ratinho como candidato à sua sucessão. O grupo fortíssimo que pretende manter a hegemonia do poder no estado tem como meta principal permanecer unido, o que deixaria a vitória menos difícil.
Aqui no Oeste, quem faz um trabalho discreto, silencioso, reunindo lideranças em torno da candidatura do Alexandre, é a dupla Edgar e André Bueno, amigos pessoais e defensores de primeira hora do deputado. Tanto Edgar quanto André estão sendo pressionados para disputar em outubro uma cadeira na Câmara Federal ou na Assembleia. Com qualquer um deles, Cascavel e o Oeste teriam uma representatividade decente, de alto nível. Edgar dispensa comentários, são décadas de atuação política sem qualquer mancha. André, também de ficha limpíssima, foi um dos deputados que mais trouxe recursos para Cascavel em seus dois mandatos.
DILCEU SPERAFICO
A assessoria do deputado federal Dilceu Sperafico informa que a PEC que transfere aos Estados a gestão de distribuição elétrica, dando mais autonomia regional à administração do setor. Dilceu vem atuando de forma incansável junto às autoridades judiciais pedindo a mudança imediata do ex-presidente Bolsonaro para sua residência, visando dar condições de saúde melhores que as atuais, que colocam sua vida em risco pela precariedade do atendimento. Também neste início de ano Sperafico fez duras críticas ao governo federal pelo veto do Lula ao projeto que dá segurança jurídica a produtores rurais da faixa de fronteira. Sperafico disse que isso mostra que o governo federal não tem qualquer interesse em proteger quem produz, e concluiu dizendo ser esse um erro gravíssimo do governo federal.
WAGNER MOURA: PRÊMIO CUSTOU UMA BAGATELA
O filme “O Agente Secreto”, que ganhou o Globo de Ouro como melhor filme em língua não-inglesa, custou uma ninharia para os contribuintes brasileiros. Ao contrário de produções anteriores, que custaram muito e não ganharam prêmio algum, o filme estrelado pelo Wagner não conseguiu enfiar as mãos no saco sem fundo chamado Lei Rouanet, que não cobre produções de longa-metragem. Para não dizer que um companheiro foi deixado na mão, o filme recebeu R$ 7,5 Milhões da Ancine, através do Condecine, criado em 2001 pelo FHC para auxiliar seus parças do setor artístico. Uma barbada, portanto. Divide esse valor por 213 milhões de brasileiros, dá uma mixaria para cada um de nós.
Mais caro foi o filme da Fernanda Torres, Ainda Estou Aqui, que teve investimentos privados no início. A campanha para o Oscar saiu mais cara que a própria produção, e aí não teve jeito: o nosso querido BNDS teve que comparecer com modestos R$ 32 Milhões repassados através da produtora Conspiração Filmes. Mas caro mesmo foi o filme Lula- O Filho do Brasil, investigado pela Lava Jato por ter recebido repasses de praticamente todas as empreiteiras do esquema Petrobrás, inclusive com documentos apresentados pelo Marcelo Odebrecht, e que teve a colaboração sob espontânea pressão da JBS, da OAS, da Camargo Correa e outras. O Palocci contou a história ao vivo para o mundo todo, mas as gravações sumiram dos autos, das redes sociais e até dos noticiários da grande imprensa.
ENTÃO EU SOU CONTRA LEIS DE INCENTIVO À CULTURA?
Claro que não, sou a favor, mas com algumas condições. Por exemplo: o Zé da Silva quer abrir um armazém ali na esquina, deve ter direito a crédito nos moldes da Lei Rouanet. Um professor quer abrir uma escola própria, cansou de ser funcionário? Tem que ter uma linha de crédito para ele também, sem precisar cair nas garras dos Unibancos da vida. Eu acho errado dar 5 alqueires para cada membro do MST, que valem até R$ 1 milhão? Sou a favor, desde que tenha dinheiro para comprar 5 alqueires para cada uma das 80 milhões de famílias do país.
Como vemos, apenas sou contra privilégios para uns poucos, e juros caros, impostos impagáveis, execuções judiciais imediatas em caso de atrasos, para todos os outros brasileiros.