COLUNA MANO PREISNER DE CASCAVEL !!

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COOPAVEL E UNIOESTE                                                                      

A Coopavel é uma cooperativa criada para dar aos agricultores associados maiores condições de lucratividade com o seu trabalho. É uma entidade privada, exerce suas atividades reivindicando em nome de milhares de pessoas, negociando com fornecedores em lotes maiores para receber descontos nas compras, e preços melhores em vendas de grandes lotes das mercadorias. Também dá aos cooperados condições de alcançar tecnologias que individualmente seriam inviáveis, entre outras vantagens.

A Unioeste é uma conquista da sociedade do Oeste, fruto do trabalho de muitas pessoas que deixo de citar para não cometer injustiça esquecendo de alguém. Cito apenas o Governador Mário Pereira, que em dezembro de 1994 depositou na conta da Unioeste perto de TRINTA MILHÕES de DÓLARES para construção das obras físicas dos campi. E porque, só entre nós, é meu amigo desde sempre.

A Unioeste tem orçamento para 2025 próximo a UM BILHÃO E DUZENTOS MILHÕES DE REAIS – incluídas as despesas do HU – valor pago pelo contribuinte paranaense.

Resumindo: Coopavel custa zero dinheiro público, Unioeste mais de UM BILHÃO do povo.

É claro que são situações muito diferentes, mas cito esses fatos com um objetivo.

Seria esperado que a Unioeste tivesse um mínimo de interação com a sociedade do Oeste. Que advogasse as nossas causas. Que, inexistindo na pesquisa, contribuísse com entidades sociais, com apoio técnico às prefeituras, que usasse seus recursos para vir a público contar o que fez de bom com todo esse dinheiro que recebe anualmente, em progressão alarmante. Que seguisse o exemplo da Coopavel, que, sem ter a obrigação, pois não recebe dinheiro do povo, está presente de forma intensa na vida das cidades do Oeste, em especial em Cascavel.

Por incrível que seja, até a Itaipu é mais presente em Cascavel que a Unioeste, fechada em um universo que não ultrapassa os muros de seus prédios. Inegável que a Unioeste melhorou muito com a troca do Reitor e dos principais gestores, após períodos negros na sua condução. Mas poderia, tendo em tese melhorado a parte moral, integrar-se à cidade que a criou, ajudando na solução de alguns dos problemas ao invés de continuar sendo uma ilha, de custo/benefício altamente duvidoso.

DILCEU

O deputado Dilceu Sperafico, na condição de um dos mais influentes membros da Frente Parlamentar da Agricultura, foi uma das vozes mais fortes na pressão para que a desastrada decisão do Lula de reduzir as verbas do Plano Safra 2025 fosse revista e parcialmente corrigida. Dilceu segue sua incansável maratona de visitas às suas bases esparramadas em todos os municípios do Oeste. Apenas neste mês de fevereiro visitou 17 prefeituras, colhendo subsídios para apresentar ao Governo Federal as reivindicações. Parte da sua trajetória está contada no recém lançado livro “Pensar e Agir”, já em distribuição.

Dilceu tem a maior base de apoio já formada no interior do Paraná, com dezenas de prefeitos e centenas de vereadores em 50 municípios. Trabalhando como um principiante neste sétimo mandato na Câmara, vive o auge do seu prestígio.

AS DENÚNCIAS DO EVANDRO ROMAN

 No domingo (09), o Fantástico mostrou uma reportagem com gravações editadas de um lobista do Rio Grande do Sul, maliciosamente misturadas a gravações do Evandro Roman, também editadas. Evandro aparece explicando a um interlocutor como está vendendo um software para utilização em escolas públicas, sua atividade principal desde que deixou a política, há três anos. Vou conversar com o Evandro e nas próximas colunas conto aos leitores o que o ex-deputado vai fazer para consertar o estrago causado pela confusa matéria da Globo, que manchou pesadamente a imagem do Evandro.  

A POLÍTICA SUBVERTE A ARTE

Eu tenho teses estranhas, baseadas, claro, na minha baixa escolaridade e ainda menor inteligência. Mas são minhas (as teses) e ninguém tasca. Uma delas é de que as letras deveriam ser proibidas, porque estragam as músicas. A música, por exemplo, é a arte de produzir efeitos estéticos através de fenômenos acústicos. (Vi no pai dos burros). Imitar a manifestação da natureza, o barulhinho do riacho, da onda quebrando, o canto bonito do pássaro, ruídos que deram origem a instrumentos que em determinadas harmonias encantam e se transformam em arte verdadeira. São raras as participações humanas que enriquecem uma boa música. João Gilberto, com certeza. Elis? Sinatra? Nara Leão? Geraldo Azevedo, quem sabe.

Mas cada um curte o que seu ouvido gosta. Agudos dos sertanejos? Funk? Brega Chic?

Proibir letras ficou muito forte, então baixamos o tom para censura boa, como na Itália, onde jamais Chitãozinho e Xororô seriam autorizados a regravar Viola Enluarada.

Se a voz humana normalmente mais estraga que ajuda nas composições das melodias, que dizer de letras com mensagens políticas, de auto-ajuda ou indutoras de opinião? Criminosas, opino eu. Sai a arte, entra a politicagem vagabunda.

E agora vamos pular da terceira para a Sétima Arte, em moda no Brasil após o Oscar de Ainda Estou Aqui, neste domingo.

PAUSA: As artes primeiras são Pintura, Escultura, Música, Literatura, Dança e Arquitetura. Também vi no Pai dos Burros. Fim da pausa.

O filme é baseado no livro do Marcelo Rubens Paiva, filho do deputado Rubens Beyrodt Paiva, e a personagem principal é Eunice Paiva, mãe do autor.

Não é nenhuma crítica, muito menos contestação, dizer que a história contada é a versão da família sobre o que aconteceu. Como em todas as narrações de fatos passados e presentes, apresenta a visão do escritor, porque ninguém é idiota de perder tempo e dinheiro na produção de livros ou filmes pra contar a versão de terceiros, ou dos inimigos. Até aqui, alguma dúvida?

Deve ser verdadeira a história, ao menos nos pontos principais, porque realmente desapareceram pessoas nos tempos do regime militar, como desaparecem pessoas hoje nas mãos de maus policiais. Houve tortura, como ainda temos diariamente em muitas Delegacias do Brasil. Houve mais mortes, no passado e hoje, como a do Cleriston Pereira da Cunha, o Clesão, preso em 08/01, mandado para a Papuda, pai de dois filhos, empresário, diabetes, hipertensão, réu primário, de tratamento hospitalar negado mais de uma vez pelo Alexandre de Moraes, tão algoz como se o tivesse matado a tiros.

Eu sou um cético completo em relação à imprensa, porque aprendi cedo que a história é escrita pelos vencedores. E os vencedores, com uns poucos tostões, ou muitos milhões, compram a opinião de 99,9% dos jornalistas, dos formadores de opinião, sem nenhuma dificuldade.

Outro ponto de dúvida é a produção do Ainda Estou Aqui. Dirigido por Walter Salles, amigo pessoal da atriz Fernanda e da família Paiva, é coproduzido pela Globoplay, da Globo. Foram duas coproduções simultâneas da Globo: o outro filme é “Muçum, o Filmis”.

Músicas, livros, filmes que querem contar histórias são necessários, acho eu. Bem ou mal, registram uma época, aproveita-se o cenário, as vestes, o linguajar. Como ponto final da história real, detesto, e nada a ver com esse filme ganhador. Detesto igualmente todos aqueles escritores, músicos, artistas em geral que querem formar opinião ao invés de divertir.

Só que me faltava, a essa altura da vida, seria dar importância à A PAIXÃO DE CRISTO na versão do Mel Gibson. Ou ter como definitiva a versão do Oliver Stone sobre a morte do Kennedy. Ou as opiniões políticas de um ladrão de bancos como o Gabeira. Assisto essas coisas como ficção, esqueço no dia seguinte.

Então, irmãos, sugiro respeitosamente curtir muito os filmes, os livros e as músicas políticas que lhes agradem, mas sempre desconfiando de tudo e de todos. Inclusive das minhas intenções neste textículo pobre. Posso ser um perigoso radical direitista.

AGORA VAI!!!

A vitória do Brasil no Oscar com o AINDA ESTOU AQUI vem sendo alardeada como o ponto inicial de um boom cinematográfico que vai deixar no chinelo Hollywood e Bolywood. Eu estou no embalo da galera ufanista, que acha que AGORA VAI!!

Vejam o exemplo da Polônia, que após a vitória de IDA, em 2015, virou uma coisa espetacular. Só se fala em arte, cinema, por lá, além, claro, dos pierogis e da Wyborowa. A economia do país jorra Slotys (Dez Slotys: Seis reais).

E o Argélia, então, depois de Z ganhar o Oscar em 1969? Ficou uma potência artística e econômica espetacular, vocês sabiam?

E depois de Terra de Ninguém ganhar o Oscar para a Bósnia, em 2002, vocês precisam ver a maravilha que aquilo lá virou.

Precisamos seguir o exemplo desses países, claro. E tem mais a Costa do Marfim, Chile, República Tcheca, Hungria…

Enquanto não se estrutura uma base consistente para a nossa futura/poderosa indústria cinematográfica, sugiro ao Lula que, quando receber os “heróis” do Ainda Estou Aqui, anuncie uma triplicação, no mínimo, das verbas da lei Rouanet…Não poderia existir momento melhor para dar uma prestigiada nos companheiros…

AINDA A COPEL

A venda de mais uma parte importante da Copel é pouco citada na nossa imprensa, que parece evitar o tema. Não se sabe de fato o que é privado e o que é do povo. Quantas, quais são e o que fazem as empresas ligadas à Copel. Quem manda, quem é responsável pelas diversas áreas da empresa? As cinco empresas criadas há duas décadas pertencem a quem? Geração, Distribuição, Telecomunicações, Transmissão e Participações. Quem manda?

Essa introdução tem um motivo: saber quem autorizou a instalação de novos medidores de energia, de forma unilateral (até agora mais de Um Milhão), sem que o usuário possa discordar de nada. E a troca, feita sem consentimento, por obscuras empresas terceirizadas, quando não funciona, como na minha casa, não tem uma empresa responsável. Outra empresa terceirizada, que atende nos antigos escritórios da “nossa” Copel, aqui em Cascavel e talvez no estado todo, responde que se está caindo a energia (diariamente) “deve ser um problema da sua rede, da sua casa. ” Responder que sempre funcionou e que passou a não funcionar bem no exato dia da troca não adianta.

Para finalizar: quem decidiu por esta troca foi o governo ou os sócios privados? Qual o custo dessa bilionária compra de milhões de novos medidores, que ninguém sonhou em pedir? Esse custo será rateado entre todos os consumidores? Foi feita licitação pública?

Depois da venda do controle, a Copel é uma pálida sombra da antiga Companhia.    

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