PESSOAS E EMPRESAS DO BEM EM CASCAVEL
Esta semana eu estive na Coopavel e, conversando com um diretor, soube que a Cooperativa estava, como sempre, colaborando com a Festa Beneficente do Seminário São José no Dia do Trabalhador, que reúne milhares de pessoas para participar de um dos maiores churrascos do mundo. Neste ano, o 58º da homenagem aos trabalhadores, e 29ª. com o Costelão de fogo no chão, são esperadas mais de 25.000 pessoas. Já escrevi antes: graças à habilidade dos assadores, detentores de know-how adquirido ao longo dos anos, a multidão recebe carne de altíssima qualidade. É quase um milagre. Para os leitores de fora: não precisa reserva, é só chegar com garfos e facas.
Para fazer propaganda da festa, desviei o assunto. Vou escrever sobre algumas empresas que, entra ano, sai ano, continuam fazendo muito bem à nossa cidade.
PESSOAS E EMPRESAS DO BEM II
Citei a Coopavel, comandada pelo Dilvo Grolli, presente em todos os eventos da comunidade, que, além de promover o maior desses eventos, o Show Rural, tem integração total com as nossas causas. A ala da família Muffato, comandada pelo ídolo Pedro, tem foco principal no apoio aos esportes, em diversas modalidades. A outra ala, dos herdeiros do saudoso Tito, o Ederson e o Everton, tem um intenso e silencioso trabalho de ajuda social no Super Muffato e no Max Atacadista. O terceiro herdeiro é o Eduardo, que com sua TV Tarobá promove o dia da Bondade em vários municípios do estado, alem de defender todas as reivindicações da população. A família Gurgacz, sob o comando do Seu Assis e da Dona Nair, participa de forma discreta de muitas ações de apoio às pessoas carentes, tanto na FAG quanto no Hospital São Lucas. Os filhos do Jacy Scanagatta, que já nos deixou, Omar, Paulinho, Nara e Samara, são ainda mais discretos, sem muitas aparições públicas, mas quem conhece a história da cidade sabe que os amigos deles têm apoio na hora do aperto. Esses citados têm em comum a geração de milhares de empregos de qualidade, muitos milhões em impostos e presença em quase todas as ações de interesse público na cidade. Gente que só faz bem a Cascavel e ao Paraná. Centenas de outras pessoas, famílias e empresas poderiam ser citadas, mas fica para a próxima.
RATINHO FICA NO GOVERNO- BOM PARA ALGUNS…
Na política, tudo é possível. A surpreendente desistência do Governador Ratinho da disputa presidencial alterou o quadro nacional e, obviamente, o quadro sucessório estadual.
Até o fechamento desta coluna, Ratinho não havia anunciado o seu candidato, e a maioria das lideranças do Oeste torce para que seja o Alexandre Curi, o que facilitaria a vitória. Guto Silva seria candidato dele e do governador, apenas.
A permanência do Ratinho até dezembro foi boa para o grupo que o cerca, e acredito que boa também para o estado. Ratinho é um bom governador, tem setores ótimos no seu governo, como a Educação, a Ceasa, em especial a Secretaria da Cultura, melhor do Brasil.
Já para o meu lado, a permanência foi péssima. Reconheço que por motivos não muito republicanos, mas nem tão errados assim. Fui discriminado desde o primeiro dia até hoje. Nunca recebi um único centavo do governo dele, tive que vender alguns veículos porque pequena mídia, sem governo ou prefeitura, enfrenta dificuldades enormes. Um dos últimos foi a Radio União, melhor rádio de Toledo, hoje da FAG.
Justificativa para não ficar tão sacana o meu argumento. Sou totalmente contra a existência de verba de publicidade para governos, nas três esferas. Escrevi várias vezes: é um crime legal. São 5.500 prefeituras, 26 estados, um Distrito Federal, milhares de órgãos públicos como ministérios, secretarias estaduais, câmaras de vereadores, distribuindo bilhões (com B) a veículos de comunicação sem qualquer critério definido a não ser elogiar o cara que mandou o dinheiro do povo. Olha o que o Paranhos fez em Cascavel e julgue, Sr. leitor.
Se sou contra, reclamo de que? É que, apesar de ser contra a verba, eu existo como imprensa. O mais humilde de todos, talvez, mas existo. E se tem para qualquer veículo chantagista, eu gostaria de ser incluído na mídia oficial com verba compatível com meu tamanho. Seria um investimento na decência, não na compra de opiniões.
Rapidamente, acho que justifiquei o porquê de querer o Ratinho longe do governo. Ainda temos uma semana como prazo fatal. Tudo pode mudar. A esperança é a última que morre.
GLEISI HOFFMANN E ASSIS GURGACZ
Por volta de 2010, não lembro bem as datas, o médico Marcos Solano soube que eu estava com um problema de documentação, que dependia do Ministério das Comunicações. O ministro era o Paulo Bernardo, na época casado com a candidata ao Senado Gleisi Hoffmann. Disse o Solano: liga pra Gleisi que ela resolve.
Eu tinha uma grande admiração pela postura aguerrida da Gleisi na defesa da sua ideologia, achava (e hoje acho ainda mais) que não é qualquer pessoa que defende as mesmas causas ano após ano, sem se importar com o lado que o vento sopra. (Seu único defeito, na minha opinião, é a defesa do MST, mas sei que faz parte do pacote petista. Não tem como ser petista e contra o MST, mesmo sabendo que é criminoso invadir propriedades de donos legítimos.)
Na eleição de outubro de 2009, resolvi votar nela, por confiar nela e porque era a candidata com mais chances de derrotar o Requião. Meu outro voto foi para o Ricardo Barros. Não deu certo a parte de eliminar o Requião, que pegou a segunda vaga com uns votos a mais que o Ricardo. Como em todos os meus votos, declarei no jornal minha escolha.
Já como senadora, resolvi pedir socorro à Gleisi, liguei no número que o Solano havia me passado. Disse quem eu era, e ela me surpreendeu dizendo que sabia perfeitamente quem eu era, um dos poucos “jornalistas” que a elogiava. Em resumo: não recebi só um bom atendimento. Ela deu um show de competência (resolveu o problema) e principalmente de educação.
A admiração aumentou quando o Lula esteve preso em 2018, dado como liquidado politicamente, e ela foi uma das poucas que permaneceu ao lado do ex-presidente, 24 horas por dia. A maioria da companheirada desapareceu.
Eu estava muito inclinado a repetir o voto nela em outubro, pela admiração antiga e por gratidão.
Quando ela convidou o Sr. Assis Gurgacz para ser o seu primeiro suplente – convite que talvez o Assis não aceite – defini que um dos meus votos para o Senado será dela. O outro senador vou escolher entre os nomes da “minha turminha direitista”.
ALÔ RENATO SILVA
Minhas razões para votar na Gleisi estão expostas. Quem também prometeu voto e apoio à Gleisi foi o Renato Silva, que recebeu ajuda em tempo integral da hoje ministra, em questões da Univel.
RENATO SE ORGANIZA
De forma silenciosa, para não causar ciumeira no ex-prefeito Paranhos, que sonha em voltar à prefeitura, Renato Silva vai montando seu time para disputar a reeleição. Algumas pessoas estão sendo convidadas para ocupar secretarias, “desde que assumam o comando de algum partido”, que, obviamente, venha a apoiar o projeto eleitoral.
Não seria honesto afirmar que os vazamentos de irregularidades na gestão passada, e de alguns documentos não muito republicanos, são intencionais. Nas últimas semanas aumentaram as denúncias, grande parte delas de forma anônima, o que pode ser um sinal que o Renato sabe que o tempo voa, e seu primeiro ano não deixou boas lembranças para o eleitorado, que desconhece a grave situação financeira da prefeitura, herança recebida do ex-prefeito. De qualquer forma, o que acontece surpreende zero pessoas. Todos sabem que vai ter disputa daqui a dois anos e que algumas divergências serão inevitáveis. Não cabem as duas bundas na mesma cadeira.
EDI SILIPRANDI
Uma das figuras mais admiráveis que conheci foi o Dr. Edi Siliprandi, advogado, agricultor, pecuarista, loteador, político, etc…
Edi tinha um sonho. Criar aqui no sul do Brasil um estado comparável aos existentes nos países mais desenvolvidos do mundo. Uniria o Oeste, Sudoeste, parte de Santa Catarina (incluindo aquelas loirinhas de Praia Brava, em Itajaí) formando o Estado do Iguaçu, que, se aprovado, já nasceria rico.
Pausa. Alguns amigos de Curitiba receberiam passe livre para nos visitar. O Beto Richa, o Nelson Justus, o Alexandre Curi, o Sciarra, uns poucos mais, escolhidos a dedo. Traríamos de volta os Pereira, o Dr. Paulão com a Dra. Irecê, a Rosangela, mais uma dúzia “dos nossos”. Abriríamos, claro, uma grande sucursal do Impacto, único jornal político do estado. Fim da pausa.
Edi teve apoio, na Câmara Federal, do então colega Joni Varisco, um dos melhores deputados que o Paraná conheceu. Juntos, percorreram gabinetes, mostraram as vantagens, em especial que nos livraríamos do Requião em definitivo, dos assaltos e da ineficiência da Copel, da Sanepar. Mostraram que o Iguaçu seria o estado mais evoluído do país, com renda per capita no nível de países de Primeiro Mundo.
Não conseguiram a aprovação. O lobby do governo estadual, dos setores da capital apavorados com a possibilidade de perder os maiores contribuintes dos impostos, venceu. Mas fizeram bonito, um terço da Câmara Federal concordou com a tese separatista.
Na sequência, o movimento do Iguaçu esfriou, quando um governador, o Beto Richa, fez justiça ao interior do estado e dividiu a arrecadação de forma justa para todos os municípios. Mas o sonho continua vivo. Em algum momento as pessoas vão aderir à idéia e teremos nosso estado rico, livre das concentrações do nosso imposto em obras no entorno da Capital.