Nesta semana em a qual se encerra o período das convenções políticas e que se firmaram as candidaturas, somos compelidos a – ainda que de forma vã – filosofar no que se refere ao quadro político atual, e o futuro que em algum momento foi imaginado por pensadores.
Consubstanciado na divagação, fiz um breve mergulho em obra literária escrita por Fernando Henrique Cardoso, e publicada pela Companhia das Letras em 2013, período ainda de minha escolaridade na faculdade de Direito.
Em princípio, devo reafirmar que admiro muito mais o sociólogo e professor Henrique, que o Fernando, que na política foi capaz de um tudo, inclusive e especialmente de legitimar o desastre representado pelo apedeuta tão incentivado por ele e pela pranteada Dona Ruth, o não menos famoso Lulle da Silva.
Todavia, como intelectual, Henrique deu sua contribuição desde os tempos do exílio chileno, quando escreveu sobre o dependentismo sul-americano em obra dividida com o intelectual uruguaio Enzo Faletto.
Da obra “Pensadores que Inventaram o Brasil”, destaco o capítulo destinado à Celso Furtado, que nos anos 50 escreveu “A Formação Econômica do Brasil”. Há que destacar, na obra de Henrique o texto que a um tempo é didático, e a outro enfatiza a grandeza do pensamento de Furtado.
O político pernambucano tem histórico nas Superintendências de Desenvolvimento (SUDENE), trabalho na CEPAL, entre outros como Nações Unidas e BIDE. A seu tempo, foi reconhecido como economista de escol, e teve inegável contribuição para o pensamento econômico nacional.
Confesso que ao ler as escalações dos times propostos pelos partidos políticos pátrios, que aglomeram uma série de brasileiros de intelectualidade mediana, senão desprezível, e vinculada tão somente aos ditos fundos partidários, me vi a pensar que Brasil será inventado a partir de 2026, com nomes como Lulle, Alckmin, Flávio, Gaspar, entre outros de menor lembrança.
Faço aqui um parêntese para lembrar que Zema, o Romeu, pode não ser o ídolo de Julieta de Verona, mas tem praticidade e compromisso com aritmética, o que lhe permitiu governar o até então falido estado de Minas.
Como está em partido que até então não motivou o eleitorado, vejo dificuldades para que se destaque em relação à bolha direita e esquerda.
O fato inquestionável é que os números reiterados das pesquisas nos informam sobre um possível e renhido embate entre dois homens de cultura rasa e de repetidas situações anômalas no que tange ao campo de conduta moral.
Não se engane, evidentemente, o leitor com a óbvia e ácida observação que construo, porque não existe a menor possibilidade de que eu tergiverse no caminho até então talhado, e por certo numa contenda entre Lulle, o Mendaz, e Flávio, sempre serei Flávio.
Mas quando fiz referência a nomes de escol, como fiz em parágrafo anterior, o fiz para demonstrar o quão assustador é o quadro de indigência de programas que comtemplem o desenvolvimento do pátria amada, especialmente sob a ótica da economia.
Estendo o meu comentário quanto ao quadro nacional à visão regional, posto que também por terra dos pinheirais só ouço dizer que os candidatos têm um plano e/ou projeto de governo para o Paraná.
No momento em que capitulou e deixou o ringue principal, Greca de Macedo apresentou um livro verde como sendo a contribuição do meu partido, o MDB, à construção ali alicerçada, com o grupo do atual Governador.
Do grupo do senhor Moro, não tenho nenhuma notícia que trate de desenvolvimento, inobstante reconheça na figura do candidato a vice-governador, Sr. Edson Vasconcelos, um homem de visão estratégica. Não conheço nenhum plano, pelo menos por ora, do sempre simpático e propositivo Maurício Requião, bem como não tive acesso a nenhum outro tipo de planejamento.
Espero que os programas eleitorais a nível nacional ou regional tragam um mínimo de luz e contribuição para que o eleitor possa escolher e finalmente deixar de ser manipulado por institutos de pesquisa pagos com o suado dinheiro do contribuinte brasileiro, para que o cidadão possa pensar, ao menos um pouco, e escolher pessoas que sejam comprometidas com projetos de governo, com legislação, com orçamentos e com a construção de um Estado Nacional digno e de unidades da federação que tenham compromisso de melhorar seus índices GINY e IDH – isto, minimamente…
LULLE, O IMBECIL
Me causa absoluta espécie o fato de que não pode deixar de haver um cotejo entre o que prometeu o dependente de ingesta alcóolica Lulle, e o que atualmente entrega – e mais, muito mais do que isto, o que prometeu e não entregou.
A sua absoluta indignidade pessoal, na qual se faz acompanhar daquela indivídua que desposou e o descompromisso com os números reais deste Brasil.
Não tenho capacidade de compreensão para entender como as pessoas frequentam os mercados, os supermercados e as feiras livres que eu também frequento, e que possam conviver com a realidade dos preços nestes diferentes comércios oferecidos, de tal sorte que os ditos preços enxovalham o poder aquisitivo dos visitantes.
Não consigo compreender como na região mais deprimida sob o ponto de vista econômico fato reconhecido até pelos granes, Freire, Prado Júnior, Buarque de Hollanda e Celso Furtado, possam conviver com a realidade dos governos deste mentiroso e de seus sequazes, e lhe dar os números que os institutos de pesquisa apresentam. E quero frisar: nem se trata aqui de destacar qualidades dos adversários de Lulle, o Mendaz, mas sim de simplesmente reconhecer a realidade da economia deste país, que poderia ser muito mais benfazeja, não fosse redistribuída, não fosse ele governado por indivíduos de baixa estatura moral e intelectual, sói sejam os governantes atuais.
ESPUMAS AO VENTO
Depois que virou moda fazer convenção partidária e deixar tudo em aberto para enviar ao Tribunal Regional Eleitoral no efetivo fechamento dos prazos regulamentados pela Justiça Eleitoral, as tais convenções sempre parecem merecer o título da canção do consagrado Raimundo Fagner.
Aí, esses senhores que são os donos dos partidos e donos do famigerado fundo eleitoral, fazem as convenções dividas em dois tempos, para que lhes seja permitido passar o chapéu e, no caso dos poderosos PL, PT e PSD, depositar óbolos nos chapéus de menor envergadura para a famigerada cornucópia eleitoral.
De verdade, essa história de buscar moralização com os fundos eleitorais permitiu que indivíduos de nefasta história presidissem partidos. O presidente do PT é aquele famoso Edinho Silva, lembram? Grande prefeito, hahahahahaha!
Já o PL tem na presidência o indefectível Valdemar da Costa Neto, por quem confesso tenho até simpatia pessoal, mas convenhamos, é o velho tio Valdema.. Já o MDB velho de guerra, se nos apresenta o Baleia, que como todo mundo sabe, tem o apetite do mamífero. Não posso me olvidar do extraordinário “macho” do PSD, hoje candidato a vice-presidente da República, o ladino Kassab. Como visto, o sagrado dinheiro do povo brasileiro não é guardado por figuras impolutas, o que por extensão, traz os problemas para a leitura regional.
Meus bons leitores, desta a regional nem quero falar, pelo menos por ora. Mas as informações que tenho… me assustam. Mesmo coligações relevantes estiveram por um fio, dada a ânsia pelo controle financeiro das presidências regionais.
REGIONAIS
CONVENÇÃO BACANA
Por outro lado, há que destacar a convenção regional do PSDB realizada lá na minha querida e histórica sociedade Morgenau, palco de tantas efemérides políticas no passado. O resgate do casal Beto Richa e Fernanda, por quem nutro grande apreço jamais esquecido ou escondido, foi auspicioso. Como todos sabem, o PSDB está na coligação de Sandro Alex e Alexandre Curi, e a festa política foi complementada com grande público presente.
A IMPORTÂNCIA DE REQUIÃO
Depois de estabelecidas as conformações regionais, com o abandono da majoritária por parte de Macedo, ficou claro que há força representada pelo grupo de Lulle, Gleisi e Requião; e a divisão entre o grupo de Júnior e dos bolsonaristas, mesmo aqueles que foram extremamente adulados por Júnior no seu governo, mas que hoje lhe viram o costado.
Não há como menosprezar nesta altura a possibilidade da cadeira senatorial ser objurgada por Gleisi da Sapucaí, além da possibilidade do jovem e sempre propositivo Maurício chegar ao segundo turno.
Para que o grupo de Júnior efetivamente frequente a segunda etapa, há necessidade de enorme trabalho. Nesta altura, é preciso reconhecer que tanto Sandro Alex quanto o Governador e o senhor Alexandre Curi estão trabalhando com uma intensidade muito respeitável.
Nesta etapa, consoante já escrevi em coluna anterior, insisto que o diferencial estará sob responsabilidade de Geres, Catani.
Por falar nisso, por onde anda o Maurício? Também é craque!
ALMOÇO: SEXTA-FEIRA
Hoje, uma pausa na política para almoço com Igor Siqueira, o presidente da Boca Maldita. Vamos tratar do jantar dos setenta anos da Instituição.