Na 24ª da reunião da CPI da JMK, realizada nesta terça-feira (19), os
deputados decidiram aguardar o retorno dos pedidos das quebras de
sigilos de 25 empresas e oito pessoas físicas para apresentação do
relatório final. Com isso, será remarcada a data de entrega do
documento, que estava prevista inicialmente para o dia 26 de novembro.
No início da CPI, a maioria dos membros aprovou que a Procuradoria
Jurídica da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) protocolasse os
pedidos de quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico aprovados
pela comissão. Mas como a Justiça indeferiu a solicitação da Casa,
alegando que a CPI tinha poder para quebrar diretamente os sigilos,
nesta terça-feira (19) os deputados aprovaram que o colegiado
requisite os dados de 33 investigados na execução do contrato de
gestão da frota do Estado entre janeiro de 2015 e maio de 2019.
Para o presidente da CPI, deputado estadual Soldado Fruet (PROS), a
decisão de aproveitar ao máximo o prazo regimental para esperar dados
das quebras de sigilos “demonstra claramente que todo mundo está
empenhado e quer mostrar para a sociedade paranaense que essa CPI não
irá acabar em pizza, com um relatório muito bem subsidiado”. Segundo
ele, o objetivo da CPI não é julgar ninguém, mas apontar os erros e
sugerir correções no modelo de gestão de frota, para que a população
não seja prejudicada por falhas na manutenção dos veículos oficiais.
O relator da CPI, Delegado Jacovós (PR), informou que o relatório já
está em elaboração. “Vamos aguardar se poderemos acrescentar alguma
coisa com subsídios dos relatórios de quebra de sigilo”, explicou.
Conforme Jacovós, o objetivo destes pedidos é verificar se havia
direcionamento de valores para determinadas pessoas e empresas.