FONTE : Edoardo Ghirotto, Veja:::
O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) diz estar “disposto e pronto” para ser candidato à Presidência da República em 2018. O político, de 73 anos, repetiria muitas das propostas que constituíram o programa de governo que escreveu para concorrer ao Palácio do Planalto em 2006. Ele só precisa de uma autorização do PPS para entrar na disputa. “Doze anos depois, acho que estou mais preparado e mais forte.”
Buarque teve pouco mais de 2,5 milhões de votos quando se candidatou ao Executivo federal pelo PDT. Terminou a eleição em quarto lugar. Desta vez, o senador gostaria de concorrer para barrar candidaturas que chama de retrógradas. Ele afirma que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é um “atraso populista”, enquanto o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) é um “atraso do ponto de vista do autoritarismo”. Buarque diz que, caso Lula seja impedido de concorrer em decorrência de uma condenação judicial em segunda instância, o país teria uma prova de “fortalecimento institucional”.
O pepessista também não poupa críticas a Ciro Gomes (PDT), outro presidenciável. “A única diferença radical entre ele e o Bolsonaro é que o segundo é previsível do mal que pode causar”. O senador, antes visto como representante da esquerda brasileira – no PT, foi ministro da Educação de Lula -, afirma que as pessoas que o chamam de golpista são “traidores do interesse público”. E manda um recado: “Sigo me considerando de esquerda enquanto não existir outro nome para dizer isso”.
O senhor declarou que poderia se candidatar à Presidência da República caso o PPS tivesse interesse. O senhor de fato tem essa ambição?
Não vou pleitear, mas se o PPS quiser, estou disposto e pronto. Numa disputa em que vemos o passado estampado nas pesquisas, com a cara do Lula ou do Bolsonaro, creio que qualquer político tem o direito de estar disponível para isso. Já fui candidato em 2006 e tive pouquíssimos votos [2.538.844, ou 2,64% dos votos válidos], mas acho que não me saí tão mal, porque estava disputando com Lula e Geraldo Alckmin (PSDB), que estavam no auge político, e com o charme da [ex-senadora] Heloísa Helena (à época no PSOL). Doze anos depois, acho que estou mais preparado e mais forte.
O PPS mostrou interesse ou deu algum indício de que gostaria de lançar o senhor à Presidência?
Nas andanças que faço e nos encontros dos quais participo, sinto que existe a ideia de ter um candidato do partido na disputa presidencial. Sinto um pouco de simpatia com relação ao meu nome, mas nas direções eu nunca tive um diálogo sobre ter ou não um candidato. Essa é uma ideia que sempre defendi, todos os partidos deveriam ter candidatos a cargos executivos. Não sei também qual seria o nome escolhido. Por que não o [ministro da Defesa] Raul Jungmann? Por que não o [ex-ministro da Cultura] Roberto Freire? Nas bases sinto que a ideia de ter candidato é forte e que há simpatia ao meu nome, mas nunca senti isso nas direções.
(FONTE :PARTE DA ENTREVISTA CONCEDIA A REVISTA VEJA ))
FOTO luiz marcelo//jornal IMPACTO