DEBATE DE “LOUCOS”! MUITO ATAQUE, POUCA RESPOSTA E QUASE NENHUM DIÁLOGO

VBBDFSG

O primeiro e único debate entre os três principais candidatos ao Governo do Paraná terminou com uma sensação curiosa: os candidatos perguntavam uma coisa e, muitas vezes, respondiam outra. Em vários momentos, parecia um debate de “loucos”, onde cada um aproveitava a pergunta para falar exatamente o que havia levado decorado de casa.

O confronto mais evidente ocorreu contra Sandro Alex. Sergio Moro e Requião Filho partiram para ataques diretos ao candidato do governo, explorando pontos como o reajuste da tarifa de energia, obras de infraestrutura e a estrada de acesso ao Tayayá.

Requião Filho apostou na ironia e tentou vender a imagem de um Paraná idealizado durante os governos de seu pai, Roberto Requião, apresentando projetos e realizações como se aquele período tivesse sido uma espécie de “ilha da fantasia”, esquecendo dos cavalos do pai, porto do tio, tv laranha do Mauricinho e o nepotismo ferrenho na época. Também procurou manter a narrativa de que seus adversários representam grupos políticos tradicionais, esquecendo que ele faz parte do time que esteve envolvido no Petrolão, Lavajto e Mensalão,

Moro chegou preparado para o confronto como se estivesse com telepromtp na mão. Evitou se aprofundar em assuntos que poderiam exigir respostas mais detalhadas sobre sua atuação no Paraná e concentrou boa parte do discurso nos adversários. Atacou Requião Filho pela proximidade com Lula e Sandro Alex por questões relacionadas à infraestrutura e ao reajuste da tarifa da Copel como se fosse culpa do governo do Paraná. Ao mesmo tempo, buscou reforçar sua aproximação com Flávio Bolsonaro, tentando deixar em segundo plano o histórico de conflitos e divergências com Jair Bolsonaro e o tempo que esteve no Ministério saindo como um traidor do Mito.

Sandro Alex foi o mais pressionado. Cercado pelos dois adversários, respondeu com um discurso baseado principalmente em obras e realizações do governo, numa espécie de “decoreba” de infraestrutura. Quando partiu para o contra-ataque, recorreu à atuação de Moro no Senado, especialmente à votação envolvendo Flávio Dino, além de questionar o resultado de sua passagem pelo Ministério da Justiça.

No fim, sobraram ataques, provocações, respostas atravessadas e pouca conversa sobre propostas concretas para o futuro do Paraná.

O debate mostrou três candidatos com estratégias diferentes: Moro tentando nacionalizar a disputa, Requião Filho apostando na ironia e na memória política do pai, e Sandro Alex defendendo o legado do governo que representa.

Para o eleitor, ficou uma pergunta bem mais simples do que as feitas no estúdio: quem realmente respondeu ao que foi perguntado?

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