DEPOIS DO REBELDE SEM CAUSA, O MBL TEM O REBELDE DE GABINETE

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O blog Politiza, levantou nesta semana um assunto bem interessante com relação aos componentes do MBL que na época de eleição levantam um monte de bandeiras , mas depois de integrarem a vida pública não querem perder nada do modelo da velha política que lhes dará uma boa mordomia.

O MBL gosta de vender a fantasia do outsider indignado. Jovens contra privilégios, fiscais do dinheiro público, paladinos de uma política limpa que juram não depender das engrenagens tradicionais. O problema é quando a própria trajetória implode o personagem.

Luis Felipe Martins França, que passou a afirmar que será candidato ao governo pelo Missão — partido nascido do MBL — constrói sua pré-campanha exatamente sobre essa narrativa de ruptura. O detalhe é que sua biografia conta outra história.

Luis Felipe Martins França.

Há registro de passagem por cargo comissionado de secretário parlamentar em 2016, encerrada rapidamente após exoneração, episódio pouco compatível com a figura do fiscal implacável que hoje ocupa as redes.

Soma-se a isso uma trajetória de circulação por ambientes e figuras tradicionais da política paranaense — o mesmo sistema que agora serve de alvo discursivo.

Nada ilegal. Apenas revelador. O antissistema que nasce em gabinete, depende de padrinhos e depois descobre a indignação como plataforma eleitoral não é ruptura — é reposicionamento.

Se a candidatura vier, não será a de um insurgente contra a máquina, mas a de alguém que passou por ela e agora tenta convencer o eleitor de que nunca esteve lá.

Porque marketing cria personagem. Biografia cria realidade. A máscara cai quando interessa aos ditos cujos.

fonte POLITIZA .COM.BR

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