A direita voltou a ocupar a Avenida Paulista neste domingo (1º) em uma mobilização que reuniu lideranças políticas, parlamentares e apoiadores de diversas regiões do país. Convocado pelo deputado federal Nikolas Ferreira, o ato teve como principal pauta críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministros do Supremo Tribunal Federal, além da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.
Um trio elétrico foi instalado na esquina da Rua Peixoto Gomide, nas proximidades do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), ponto tradicional de manifestações na capital paulista. Ao longo da avenida, manifestantes exibiram cartazes com frases como “Fora Moraes”, “Justiça e liberdade” e “Bolsonaro livre”. Um boneco inflável do ex-presidente com uma mordaça também chamou atenção, em referência a críticas sobre liberdade de expressão e decisões judiciais recentes.
Entre os presentes, o senador Flávio Bolsonaro discursou defendendo a união do campo conservador e a retomada do que chamou de agenda de prosperidade econômica. Governadores como Romeu Zema e Ronaldo Caiado também participaram, reforçando o discurso de alinhamento entre lideranças estaduais e o projeto político da direita para as próximas eleições.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, além de parlamentares do Partido Liberal (PL), marcou presença no evento. A organização ficou a cargo do empresário e dirigente partidário Tomé Abduch, ligado ao Republicanos, e foi viabilizada por meio de financiamento coletivo.
A mobilização buscou demonstrar força política, consolidar a unidade do campo conservador e sinalizar articulações para o cenário eleitoral de 2026, com foco na pauta da anistia e na defesa de lideranças investigadas ou condenadas no contexto dos atos de janeiro.